‘Isso não é sorte, é juízo’: Tim Vickery se rende à estratégia de Ancelotti na Seleção
Técnico italiano prepara a seleção brasileira para encarar a Noruega no próximo domingo (05), pelas oitavas de final
A seleção brasileira deu mais uma resposta positiva diante de um contexto difícil na Copa do Mundo. A vitória de virada contra o Japão na última segunda-feira (29) trouxe mais otimismo e demonstrou a força de Carlo Ancelotti nas tomadas de decisão durante um jogo de mata-mata, principalmente nas escolhas em relação a Casemiro e Gabriel Martinelli, os dois autores dos gols brasileiros.
A partir disso, muito se discutiu sobre a confiança do treinador italiano em Casemiro, mesmo após um primeiro tempo abaixo da crítica e já amarelado. Este foi um dos temas do “Copa em Contexto”, programa da Trivela, que foi ao ar no YouTube nesta terça-feira (30). Tim Vickery se rendeu à Ancelotti e seu poder de decisão.
Quem o Brasil pode enfrentar no mata-mata?
— 99% dos treinadores iriam tirar Casemiro no intervalo. Custei a acreditar quando vi Casemiro voltando pro segundo tempo. Quem estava com a razão? Carlo Ancelotti. As vezes a coisa certa a fazer é nada — começou por dizer.
Abordando um contexto geral, Allan Simon questionou se Carlo Ancelotti teve mais “sorte ou juízo” com as mudanças propostas, principalmente na escolha por Gabriel Martinelli, surpreendendo não só pela substituição, mas também pela função que indicou ao atacante do Arsenal. Tim Vickery voltou a reconhecer o treinador da Seleção.
— Eu estava pensando que aquele jogo era pro Igor Thiago. Porque a defesa japonesa estava permitindo muitos cruzamentos. O Rayan conseguiu muitos cruzamentos e a defesa foi muito mal contra o Rayan. Porque se sabe pra onde ele vai. Ele vai pra dentro e cruza na segunda trave. Então, eu pensei que, como o Japão estava permitindo esses cruzamentos, vamos com Igor Thiago. Ao invés disso, ele vai com Martinelli, que ninguém previa e ele ganha o jogo assim. Isso não é sorte, isso é juízo — enfatizou.
:quality(65)/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F06%2Fimago1078996030-1-scaled-e1782768087791.jpg)
Projeção para o restante da Copa do Mundo
A virada contra o Japão fugiu do campo da análise fria e crua, para tratar também de contexto e a sanidade mesmo em desvantagem. Inclusive, este é o segundo confronto em que a seleção brasileira sai atrás no placar neste Mundial e o próprio Tim Vickery entende que este tipo de teste traz “casca” ao time e prepara para cenários mais desafiadores durante o mata-mata.
— Eu sempre acho que o grande teste de um time é quando está perdendo e o Brasil, de certa maneira, passou por esse teste duas vezes. Não sofreu no segundo tempo contra o Marrocos e também não sofreu contra o Japão depois de estar perdendo. Isso é um sinal muito bom — relembrou.
Mesmo com tantos pontos positivos a partir da classificação, a ausência de Neymar no jogo não poderia deixar de ser tema. Mesmo com Carlo Ancelotti afirmando que utilizaria o camisa 10 na prorrogação, a leitura de Vickery é de que o jogador do Santos ainda não inspira confiança pelo aspecto físico e deverá se resumir a ser decisivo em bolas paradas.
:quality(65)/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F06%2FJogadores-da-selecao-brasileira-em-jogo-da-Copa-do-Mundo-scaled.jpg)
— Isso mostra as deficiências físicas, neste momento, de Neymar. Isso ficou evidente no jogo contra a Escócia. A não ser que exista uma melhoria sensacional no curto tempo, a participação do Neymar para fazer diferença é na bola parada. Em jogo competitivo, acho mais difícil — finalizou.
A seleção brasileira volta a campo no próximo domingo (5), para enfrentar a Noruega, em duelo válido pelas oitavas de final. A bola rola às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey.