‘Estou muito preocupado’: Ancelotti revela seu maior medo no Brasil antes da Copa do Mundo
Técnico italiano falou sobre convocação e o que pretende implementar na Seleção para buscar hexa na América do Norte
A menos de uma semana para a convocação para a Copa do Mundo, Carlo Ancelotti tem sido bombardeado com perguntas sobre suas escolhas na seleção brasileira. Contudo, 26 nomes à parte, o técnico italiano revelou seu maior medo antes da viagem à América do Norte, em junho.
Em entrevista ao portal “The Athletic”, Ancelotti explicou sua apreensão em assistir aos jogos dos jogadores em seu radar devido ao risco de lesões. Nos últimos meses, o treinador do Brasil já perdeu dois titulares por problemas físicos: Rodrygo e Éder Militão — além de Estêvão, que tem chances mínimas de ficar à disposição para o Mundial.
— Estou realmente com medo (de novas lesões), muito preocupado assistindo aos jogos — admitiu o italiano.
Ancelotti afunila convocavéis e avalia Neymar
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Após avaliar mais de 70 atletas ao redor do mundo, Carlo Ancelotti garante que já definiu 24 atletas que farão parte da lista final, que será divulgada na próxima segunda-feira (18), na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Com o envio da pré-lista à Fifa com 55 opções, restam apenas duas dúvidas para a Copa.
— Esses (24 escolhidos) são os mais fáceis. O mais difícil é descobrir os outros dois. A concorrência está altíssima — ponderou Ancelotti.
Como de praxe, o treinador também respondeu sobre Neymar, que não veste as cores das seleção brasileira desde outubro de 2023, quando sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) no joelho esquerdo. O italiano reforçou que o camisa 10 do Santos “estava e está” em seus planos, mas a convocação dependerá de sua “avaliação final”.
— Ele é um grande talento. O que temos que observar nele não é se ele consegue dominar ou passar a bola. É se ele está em boa forma física — concluiu Carlo Ancelotti.
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Os planos para seleção brasileira na Copa do Mundo
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Sem se ater a quem estará em campo, o técnico italiano compartilhou seu plano de jogo para buscar o hexa com a Seleção nos Estados Unidos, México e Canadá. Ancelotti relembrou com carinho dos dois últimos títulos do Brasil em Copas do Mundo, combinando talento no ataque com solidez defensiva.
No tetra, em 1994, o treinador valorizou a dupla Bebeto e Romário, mas exaltou os “quatro defensores e quatro meio-campistas fortes, sem pontas”. Já no penta, em 2002, “ninguém se esquece de Ronaldinho, Ronaldo e Rivaldo“, porém, o italiano faz questão de lembrar dos “três zagueiros”, cujo organização tática é seu mantra.
— Temos que manter o talento, mas adicionando todos os outros componentes: bom espírito, atitude, trabalho duro, sacrifício. (Hoje), o talento sozinho não é capaz de ganhar um Mundial. A última lembrança que tenho de quem ganhou uma Copa sozinho foi Diego Maradona, com a Argentina em 1986 — destacou Carlo Ancelotti.
Embora pregue cautela na seleção brasileira, o técnico italiano argumenta que “pode competir com qualquer um” na Copa do Mundo. Apesar de França, Espanha, Argentina, Inglaterra, Alemanha e Portugal estarem entre suas favoritas, Ancelotti aponta que todos têm suas fraquezas, e o vencedor será o “mais forte e capaz de superar os erros”.