Inglaterra

Estêvão sofre nova lesão e sequência de problemas acende alerta no Chelsea e na Seleção

Atacante brasileiro deixa campo com dores após pisão em falso e revive histórico recente de problemas físicos às vésperas da Copa

A cena em Stamford Bridge foi curta, mas suficiente para acender um alerta. Aos 12 minutos do primeiro tempo do jogo entre Chelsea e Manchester United, válido pela 33ª rodada da Premier League, Estêvão arrancou em velocidade pela direita, aproveitando um erro de Luke Shaw, invadiu a área e finalizou sem força.

O lance, em si, não parecia carregar nada além de uma oportunidade desperdiçada. Mas o problema veio antes do chute: um pisão em falso, a queda imediata e a expressão de dor. O atacante brasileiro até tentou seguir, levantou-se, mas não resistiu. Pouco depois, deixou o campo para a entrada de Garnacho.

A nova lesão, ainda sem diagnóstico fechado, atinge justamente a região que já vinha incomodando o jogador: a coxa direita. Não é um episódio isolado. Desde que chegou ao Chelsea, Estêvão convive com problemas físicos recorrentes, especialmente musculares, que têm interrompido sua sequência e levantado dúvidas sobre sua resistência em alto nível — um ponto sensível para um atleta que baseia seu jogo em explosão e arranque curto.

Segundo o técnico Liam Rosenior, a preocupação é imediata. “Estevão estava chorando no intervalo. Parece que é a posterior da coxa novamente”, revelou após a partida.

A reação do jogador, ainda em campo, reforça a gravidade potencial do problema, ainda que exames mais detalhados sejam aguardados.

Histórico de lesões de Estêvão começa a pesar

Estêvão deixa o campo acompanhado pelos médicos do Chelsea
Estêvão deixa o campo acompanhado pelos médicos do Chelsea (Foto: Daniel Weir / Sports Press Photo / Imago)

Entre dezembro e abril, Estêvão já acumulou três problemas físicos no Chelsea, todos com impacto direto em sua minutagem. No final de 2025, uma lesão muscular o tirou de ação por cerca de dez dias, fazendo-o perder dois jogos. O período mais delicado, porém, veio entre fevereiro e março deste ano: uma contusão na coxa direita o afastou por quase um mês e o deixou fora de seis partidas.

Agora, a reincidência no mesmo local adiciona um elemento preocupante. Lesões repetidas na mesma região costumam exigir um cuidado redobrado, tanto no tratamento quanto na gestão de carga.

No total, Estêvão já desfalcou o Chelsea em dez jogos nesta sua primeira temporada pelo clube. Um número significativo para um atleta que ainda busca consolidar seu espaço em um elenco competitivo e que depende de ritmo para evoluir. Mais do que o tempo fora, o impacto maior está na quebra de continuidade — algo essencial para um jovem em processo de adaptação ao futebol europeu.

Esse histórico recente ajuda a explicar por que o episódio contra o Manchester United gera tanta preocupação. Não se trata apenas da lesão em si, mas do contexto em que ela acontece. O ex-Palmeiras havia retornado há pouco tempo, justamente de um problema semelhante, e começava a retomar minutos e confiança. O novo revés interrompe novamente esse ciclo.

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Preocupação também para Ancelotti na Seleção

Estêvão e Ancelotti durante treino da seleção brasileira
Estêvão e Ancelotti durante treino da seleção brasileira (Foto: Marina Uezima / Brazil Photo Press / Imago)

A situação também reverbera fora de Londres. A menos de dois meses da Copa do Mundo, o atacante entra no radar de preocupação da comissão técnica da seleção brasileira. Inserido no ciclo e visto como uma opção de velocidade e imprevisibilidade no ataque, Estêvão já havia ficado fora da última Data Fifa, em março, por questões físicas. Agora, o risco de uma nova ausência — ou, no mínimo, de chegar sem ritmo — volta a ser real.

Carlo Ancelotti, que monitora de perto a condição dos jogadores, já lida com outros sinais de alerta no elenco. Nomes como Alisson, Wesley e Raphinha também enfrentam problemas físicos recentes, criando um cenário de incerteza em um momento crucial de preparação visando o Mundial.

No caso específico de Estêvão, o desafio parece ir além de uma recuperação pontual. Há uma questão estrutural em jogo: como equilibrar seu estilo explosivo com a necessidade de preservar o corpo em meio a uma reta final de temporada exigente.

Por ora, o Chelsea aguarda os exames para determinar a gravidade da nova lesão. Internamente, a tendência é adotar cautela, justamente pelo histórico recente.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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