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Seattle Sounders segura New York City e enfrentará o Pumas na final da Concachampions

Será a terceira decisão entre clubes da Liga MX e da MLS nos últimos cinco anos

Pela terceira vez em cinco anos, o título da Champions League da Concacaf será disputado entre um time do Campeonato Mexicano e um da Major League Soccer. Nesta quarta-feira, o Seattle Sounders segurou o empate por 1 a 1 com o New York City e enfrentará o Pumas, que havia eliminado o Cruz Azul na última terça, na final marcada para o final de abril e começo de maio.

Será a primeira decisão do time de Seattle e a quinta da Major League Soccer desde a reformulação em 2008. Real Salt Lake, Montreal Impact, Toronto e Los Angeles FC foram vice-campeões. O DC United e o Los Angeles Galaxy ficaram com o título no final dos anos noventa, ainda no formato anterior.

A supremacia mexicana na competição é impressionante. Foram campeões de todas as edições desde 2005, muitas vezes colocando duas equipes na final. Recentemente, o Toronto perdeu do Chivas em 2018, e o Los Angeles FC foi derrotado pelo Tigres em 2020.

Seattle Sounders resiste e chega à final

O Seattle Sounders havia vencido em casa por 3 a 1 e estava em uma ótima situação para o jogo de volta em Nova York. Situação melhor ainda depois de Ruidíaz abrir o placar, aos 28 minutos do primeiro tempo, com uma boa finalização de primeira de dentro da área, completando o cruzamento de Nouhou Tolo da esquerda. Valentin Castellanos havia acabado de perder uma grande chance para o New York City. Ruidíaz exigiu boa defesa de Sean Johnson antes do intervalo.

O City teve amplo domínio do segundo tempo e foi até incrível que não tenha marcado mais. Começando por duas bolas na trave em sequência aos quatro minutos, em um cruzamento de Santiago Rodríguez e depois Talles Magno no rebote à queima-roupa. Mas Rodríguez empatou o jogo, logo depois, após boa jogada de Thiago Andrade pela esquerda.

Thiago Martins cortou em cima da linha o que certamente seria um gol de Jordan Morris, e o New York City jogou praticamente sozinho os 30 minutos finais da partida. E não faltaram oportunidades. Talles Magno exigiu defesa de Stefan Frei com um chute forte de dentro da área e depois perdeu uma chance incrível, na entrada da pequena área. Encontrou o cruzamento rasteiro de Castellanos com um chute de chapa de primeira. Frei fechou bem o ângulo.

Thiago Andrade teve duas chances a poucos metros do gol, ambas carimbaram Kelyn Rowe, que depois desviou um cruzamento de Talles direto ao pé da trave. Houve pedido de pênalti, não dado pelo VAR. Frei salvou o Seattle Sounders uma última vez com uma grande defesa com a ponta nos dedos após um cruzamento da esquerda, que Castellanos ou desviou apenas de leve ou sequer chegou a encostar.

Apesar da pressão, o City não conseguiu o gol que precisava para voltar à eliminatória e assistiu ao Seattle Sounders comemorar.

Pumas vence duelo mexicano

O Pumas havia vencido o jogo de ida contra o Cruz Azul, em casa, por 2 a 1, e conseguiu se classificar com o empate por 0 a 0 no Estádio Azteca. Diogo teve a primeira boa oportunidade dos visitantes, com um chute cruzado bem defendido por Sebastián Jurado, aos 19 minutos. O Cruz Azul respondeu em contra-ataque, mas Iván Morales, na cara de Alfredo Talavera, bateu por cima e desperdiçou uma grande oportunidade.

No segundo tempo, o Pumas teve que se segurar com um homem a menos por cerca de meia hora após a expulsão de Arturo Ortíz, que destruiu uma situação clara e manifesta de gol com uma falta em cima de Santiago Giménez, quase na linha da grande área. O árbitro chegou a marcar um pênalti para o Pumas, em falta de Adrián Aidrete em cima de Diogo, mas voltou atrás após revisão do assistente de vídeo.

Aidrete quase marcou um golaço de fora da área, com um chute forte no canto alto de Talavera, que fez boa defesa. Como ainda há a regra do gol fora de casa na Concachampions, o Cruz Azul precisava de apenas um gol, mas ele nunca chegou. Será a quinta final do Pumas, tricampeão nos anos oitenta. A primeira no atual formato.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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