Concacaf

Pachuca mantém sucesso mexicano contra times da MLS na Concachampions e vai à final

A Liga dos Campeões da Concacaf, também conhecida como Concachampions, conheceu nesta terça-feira (quarta, no horário de Brasília) seu primeiro finalista. Sem muita surpresa, o primeiro time a classificar na semifinal foi um mexicano. Depois de sete anos, o Pachuca volta a protagonizar a grande decisão do campeonato continental. E tentará vencer, como da última vez que esteve na final. E se depender da garra e do empenho dos Tuzos, seja lá quem levar a melhor no duelo entre Tigres e Vancouver Whitecaps, a última fase da briga pelo troféu da Concachampions será concorrida e enérgica, assim como foi a partida de ontem entre Pachuca e Dallas ocorrida no México. Sobretudo os minutos finais.

LEIA TAMBÉM: Os desafios do futebol na Índia: liga independente estelar x liga oficial estagnada

No Texas, no primeiro jogo, a equipe da Major League Soccer conseguiu largar na frente fazendo 2 a 1 sobre os Tuzos. Mas 1 a 0, 2 a 1, 3 a 2 e assim por diante, como bem sabemos, é uma vantagem perigosa. O adversário sempre espera o pior jogando fora de casa, e ficar a apenas um gol da classificação torna tudo mais fácil para que uma virada seja construída. Foi isso que aconteceu no Estadio Hidalgo nesta terça. O Pachuca abriu o placar faltando sete minutos para o fim do primeiro tempo. A bola foi lançada na área por Urretavizcaya e pareceu que famoso morrinho artilheiro que deu um jeito de fazer ela parar no fundo da rede, mas ela desviou em Franco Jara, o autor do gol.

Os donos da casa foram ampliar o resultado só no fim da segunda etapa, aos 35 minutos. Hirving Lozano acertou um chutaço de longa distância e tranquilizou os Tuzos, que iam garantindo a vaga na final. A calmaria, no entanto, não durou muito tempo. Aos 41 minutos, a bola ficou pingando na área do Pachuca e o goleiro tentou afastá-la espalmando a arma nos pés de um jogador do Dallas. Ele, com isso, bateu de primeira em direção à meta, mas pegou mal na bola. Sorte a dele que Cristian Colmán estava no meio do caminho e cabeceou para o fundo do gol: 2 a 1. Estava tudo igual no agregado e o Dallas, ao contrário do Pachuca, pôde, enfim, respirar.

Mas ninguém pôde ficar tranquilo por muito tempo naquele jogo. Os texanos vacilaram e tomaram a virada nos acréscimos. Lozano, novamente ele, foi responsável pelo tento da classificação. A zaga do Dallas dormiu no ponto e ele estava lá pronto para atacar após um lançamento na área. Foi um final de jogo sofrido, mas os Tuzos foram muito aguerridos e acharam um gol antes de precisar ir para a prorrogação. Um gol que teve totalmente o selo do Pachuca, com uma cria da casa mostrando que sua formação valeu. Valeu dois tentos e mais uma final para o time mexicano. A quarta de sua história.

Os Tuzos seguiram o script do sucesso mexicano na Concachampions e estão na final depois de perderem em Dallas por 2 a 1 e vencerem em Pachuca de Soto por 3 a 1. Agora, aguardam o resultado entre Vancouver Whitecaps e Tigres no Canadá. No jogo de ida, os mexicanos venceram por 2 a 0, uma vantagem melhor do que o Dallas conseguiu na partida que fez em casa. Caso o Tigres avance à final, será a segunda final seguida (de tantas que já aconteceram) entre duas equipes do México. Se, no entanto, o Whitecaps reverter a situação e classificar, será o segundo time canadense a decidir a Concachampions (o primeiro foi o Montreal Impact, em 2015).

O Dallas, por sua vez, acabou seguindo o script de fracasso de franquias da MLS a nível continental. Desde que a Champions da Concacaf adotou seu formato atual, em 2008, só mexicanos saíram como vencedores do torneio. E em toda a história da competição, o retrospecto dos times não-latinos é péssimo. Entre 1997 e 2000, duas equipes estadunidenses, o LA Galaxy e o DC United, chegaram à final três vezes. Ambas ficaram com a taça em duas oportunidades. Foi a melhor época do futebol americano na Concachampions. A única que as franquias da MLS de fato tentaram roubar o protagonismo mexicano e de times da América Central na competição.

Mostrar mais

Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo