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Los Angeles FC e Olimpia desafiarão o domínio mexicano na Concachampions, em semifinais contra América e Tigres

A Concachampions iniciou a reta final de seus mata-matas nesta semana. A competição continental havia começado as quartas de final em março, pouco antes que a pandemia se espalhasse, e a solução encontrada pela Concacaf foi organizar o torneio numa bolha em Orlando, tal qual a NBA. Os duelos que tiveram anteriormente a partida de ida acabaram concluindo a volta no campo neutro. Enquanto isso, Los Angeles FC e Cruz Azul, que não tinham feito nem o primeiro embate, disputaram a classificação em jogo único. Os mexicanos seguem como maioria, com as passagens de Tigres e América. Mesmo assim, há dois desafiantes interessantes com os avanços de LAFC e Olimpia.

A maior surpresa rumo às semifinais é mesmo o Olimpia. Tradicional representante de Honduras, o clube tem dois títulos e dois vices da Concachampions em seu histórico. Mesmo assim, desde 2000 os Leones não iam tão longe. Viraram o pesadelo da MLS nesta edição. Depois de superar o Seattle Sounders, o Olimpia eliminou o Montreal Impact nas quartas de final. A vitória por 2 a 1 no Canadá tinha sido um feito e tanto na ida. Já na volta, mesmo sem a vantagem de atuar em casa, os hondurenhos avançaram apesar da derrota por 1 a 0 – pela regra do gol qualificado. Dirigido pelo argentino Pedro Troglio, o time tem como destaque Jerry Bengtson, atacante da seleção local.

O Los Angeles FC, por sua vez, consegue bater de frente com os mexicanos. O clube da Califórnia foi o responsável por eliminar o León nas oitavas e, nesta quarta, mandou para casa também o Cruz Azul. Por conta das condições excepcionais, o duelo foi definido em partida única. Os Cementeros até saíram em vantagem, graças a um pênalti convertido por Yoshimar Yotún de cavadinha. Contudo, Carlos Vela empatou também na marca da cal e Kwadwo Opoku anotou o gol da classificação durante o segundo tempo. Bob Bradley é o técnico da equipe que também se vale do talento uruguaio com Diego Rossi e Brian Rodríguez, além de contar com outros destaques sul-americanos.

O Tigres segue em sua empreitada por um título continental. A missão contra o New York City FC havia sido facilitada logo na ida, com a vitória por 1 a 0 na Red Bull Arena. Em Orlando, os felinos golearam por 4 a 0. André-Pierre Gignac, Leonardo Fernández (de letra), Rafael Carioca e Javier Aquino anotaram os gols.  Já o dono da noite foi o ponta colombiano Luis Quiñónes, responsável por três assistências em ótimas jogadas pela direita. O interminável Tuca Ferretti permanece na direção, em equipe que também conta com figurinhas carimbadas como Nahuel Guzmán e Guido Pizarro, além de Nico López.

O único sobrevivente que possui títulos recentes é o América, sete vezes campeão da Concachampions, com um bicampeonato na última década. As Águilas tinham anotado 3 a 0 sobre o Atlanta United dentro do Estádio Azteca. Nesta quarta, o clube da Geórgia venceu por 1 a 0, gol de Jackson Conway, numa noite em que Guillermo Ochoa adiou ao máximo o tento dos adversários. Miguel Herrera permanece na casamata. Além de Ochoa, Giovani do Santos é outro astro do elenco, que inclui ainda vários jogadores sul-americanos, com menção principal aos atacantes Roger Martínez e Federico Viñas.

A missão de desafiar o América será do Los Angeles FC, com o duelo particular entre Vela e Gio dos Santos na semifinal. Já o Olimpia agora tentará surpreender o Tigres, finalista em três das últimas quatro edições da Concachampions – e sempre derrotado na final. As semifinais acontecerão no próximo sábado, enquanto a decisão ficará para a terça seguinte. Desde 2012, apenas dois canadenses quebraram a onipresença mexicana na final. Além disso, hondurenhos e americanos tentarão encerrar uma sequência de títulos do México que perdura desde 2005. Curiosamente, a última conquista da MLS foi justamente de um time de Los Angeles (o Galaxy) em cima do Olimpia em 2000. Diante das condições excepcionais, esta parece uma boa chance de romper o domínio.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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