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Ida das quartas da Liga dos Campeões da Concacaf teve três empates e goleada do Dallas

As quartas de final da Liga dos Campeões da Concacaf está aí. Diferentemente das competições europeias e asiática, só os primeiros colocados na fase de grupos se classificaram para o mata-mata, que já começa na antepenúltima fase do torneio, nas quartas. E todos os duelos desse estágio estão em aberto, mesmo após os jogos de ida já terem acontecido. Exceto um, o entre o Dallas, dos Estados Unidos, e o Árabe Unido, do Panamá. Os americanos golearam os adversários em casa e viajam para a América Central com uma vantagem muito boa.

O Pachuca, do México, e o Saprissa, da Costa Rica, queimaram a largada das quartas da Liga dos Campeões da Concacaf na terça. O maior campeão em território costarriquenho, detentor de três títulos continentais, recepcionou o campeão do Clausura mexicano de 2016 para tentar ir para Pachuca no jogo de volta com um pouco de tranquilidade. Isso, no entanto, não vai acontecer, porque se o Saprissa quiser classificar para a semifinal, terá que segurar o time comandado por Diego Alonso (melhor ataque da fase de grupos) e, ao mesmo tempo, ir para cima. Os dois empataram por 0 a 0 na Costa Rica, em um jogo dominado na maior parte do tempo pelos Tuzos, equipe em que ainda joga o goleiro Óscar Pérez, um dos goleiros mais baixos do mundo (ele, porém, não foi titular contra o Saprissa).

Já na quarta-feira jogaram dois dos três times da MLS que restaram na Champions da Concacaf: New York Red Bulls e Vancouver Whitecaps. A partida aconteceu nos Estados Unidos e também terminou empatada. Mas esse jogo, pelo menos, teve gols. Foi a primeira vez que os americanos de Nova York e os canadenses de Vancouver conseguiram chegar a essa etapa da competição, às quartas de final. E a briga para ver quem vai alcançar um voo mais alto ainda continuou deixando interrogações depois do 1 a 1 na Red Bull Arena. Os tentos foram anotados por Kekuta Manneh, no primeiro tempo, e o empate dos anfitriões veio aos 17 da segunda etapa, com Bradley Wright-Phillips. A bola foi cruzada na área, um jogador do New York não dominou, mas sobrou para o autor do gol dar um alívio para o Red Bulls.

E os empates persistiram no dia seguinte. No confronto entre duas grandes equipes do México, Tigres e Pumas, o marcador também ficou equilibrado. O Tigres, que levou o Apertura mexicano de 2016 e é treinado por pelo brasileiro que faz sucesso no país da América do Norte há anos, Ricardo Ferretti, acabou tropeçando em casa e cedendo o empate ao time que representa a Universidade Nacional Autónoma de México (UNAM). Foi Eduardo Vargas, craque da seleção chilena, quem marcou o gol do Tigres. O primeiro dele com a camisa do clube mexicano, aos 41 do primeiro tempo. Na segunda etapa, o centroavante Matías Brico fez 1 a 1 de cabeça, placar que permaneceu inalterado até o apito final.

Mas quando a rodada de jogos de ida pareceu que ia ser só de empates, aconteceu a partida entre Dallas e Árabe Unido. E teve uma chuva de gols no jogo entre os estadunidenses e os panamenhos que são os últimos campeões da liga nacional. No Texas, o Dallas aplicou, sem miséria, 4 a 0 no time da América Central. A estrela da noite esteve brilhando com Kellyn Acosta, autor de dois gols. Três dos tentos foram marcados no segundo tempo. Um, o que legitimou a goleada, nos acréscimos, com o colombiano Michael Barrios. E quem deu o ‘start’ foi o paraguaio Cristian Colmán, jogador que era muito pretendido pelo São Paulo, mas acabou indo para a MLS este ano e estreou fazendo o primeiro gol do 4 a 0.

Os jogos de volta aconteceu na próxima semana. Na quarta, dia 1, Pachuca e Saprissa se enfrentam no Estádio Hidalgo. Mesmo dia que o Árabe Unido terá a difícil missão de tentar reverter o placar bastante desfavorável construído pelo Dallas, no Panamá. Na quinta-feira, dia 2, Pumas e Tigres decidem a classificação para a semifinal no Olímpico Universitário. E, por último, na sexta, o Vancouver Whitecaps recebe o New York Red Bulls no Canadá para resolver sua vida na Liga dos Campeões da Concacaf.

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Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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