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EUA x México na final da Concachampions: Vela lidera a virada do LAFC, que enfrentará o Tigres

Em sua terceira temporada, o Los Angeles FC está na final da Concachampions. Com dois gols de Carlos Vela em pouco mais de um minuto, superou a inferioridade numérica na semifinal para vencer o América, por 3 a 1, e derrotar o terceiro mexicano no mata-mata. Para levar o título que escapa da Major League Soccer desde 2000, terá que derrotar o quarto: o Tigres fez 3 a 0 no Olimpia e será seu adversário na final da próxima terça-feira.

O LAFC é o terceiro clube da MLS em nove anos a chegar à final da competição continental – e o primeiro dos EUA porque os outros dois foram o Montreal Impact e o Toronto FC. O último estadunidense foi o Real Salt Lake em 2011. Os mexicanos são campeões da Concachampions, sem exceção, desde 2006.

Mas, liderado por um deles, o Los Angeles adquiriu muita experiência em vencer clubes mexicanos. Passou pelo Léon nas oitavas de final (3 x 2 no agregado) e pelo Cruz Azul nas quartas de final antes de enfrentar o América no segundo jogo da rodada dupla no estádio Exploria, em Orlando.

Para vencer, teve que sair de um buraco. Aos 11 minutos, o América abriu o placar, com Sebastián Cáceres desviando cobrança de escanteio de Richard Sánchez na primeira trave. Pouco antes do intervalo, em uma cobrança de falta, Eduard Atuesta caiu na área após uma dividida com Sánchez e ficou um tempão no chão, pedindo pênalti. O goleiro do América, o bom e velho Guillermo Ochoa, insistiu para que ele se levantasse.

Atuesta não gostou de ser apressado. Levantou agressivamente empurrando Ochoa, que, muito experiente, aproveitou para dar uma valorizada no lance. O árbitro Juan Gabriel Calderón Pérez, da Costa Rica, enviou o Los Angeles aos vestiários com um jogador a menos, mas Cáceres, que havia aberto o placar, se compadeceu com a situação e entregou a bola para Vela dentro da sua própria área: 1 a 1.

Treze segundos depois da saída de bola, Vela mais uma vez apareceu livre dentro da área do América pela esquerda, após lançamento de Eddie Segura, e bateu cruzado para virar o jogo ao América. Os mexicanos pressionaram em busca do empate, com muito volume de jogo, embora sem tantas chances claras. Leonardo Suárez mandou uma para fora, em boa situação, e Kenneth Vermeer defendeu a bomba de Luis Reyes em cobrança de falta.

Reyes, porém, deixou tudo igual, em termos de atletas em campo, ao ser expulso, aos 34 minutos do segundo tempo, e o Los Angeles matou a partida em um contra-ataque nos acréscimos. Diego Rossi foi lançado, parou em Ochoa, mas Latif Blessing pegou o rebote para fazer 3 a 1.

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Tigres na quarta final em cinco anos

Gignac, do Tigres (Foto: Alex Menendez/Getty Images/One Football)

Na outra semifinal, o Olimpia, de Honduras, tentava chegar à decisão pela primeira vez desde 2000, mas ficou longe de conseguir. Ao fim de um primeiro tempo dominado pelo Tigres, Carlos Salcedo pegou o corte de uma cobrança de escanteio com uma meia-bicicleta. Estava abrindo o placar, mas a defesa hondurenha tirou em cima da linha, acertando o travessão no processo.

O segundo rebote ficou com Luis Quiñones, que encheu o pé à queima-roupa. Desesperado, Deybi Flores enfiou o braço no meio do caminho. Pênalti e expulsão. André-Pierre Gignac bateu no canto e abriu o placar. Jerry Bengtson teve uma grande chance de empatar na etapa final, mas bateu muito mal quando ficou cara a cara com Nahuel Guzmán. Passado esse susto, e com um a mais, o Tigres caminhou sem problemas para ampliar a sua vantagem.

Em outro pênalti, Gignac fez 2 a 0 antes de Elvin Oliva Casildo marcar um belo gol – contra. Quase da entrada da área tentou desviar um cruzamento para trás e mandou certinho no canto do seu próprio goleiro. Com a vitória por 3 a 0, o Tigres está pela quarta vez em cinco anos na final da Concachampions. Perdeu as outras três.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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