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Estados Unidos e México se garantem na primeira final da Liga das Nações da Concacaf

Novo torneio teve vitória dos EUA sobre Honduras nas semifinais, enquanto o México superou a Costa Rica nos pênaltis

A Liga das Nações não é uma ideia exclusiva da Uefa, com a Concacaf criando sua própria versão do torneio após o impacto inicial da competição europeia. E, na primeira edição, a Liga das Nações da Concacaf terá a final de sempre: Estados Unidos e México disputarão o título inédito. Os duelos das semifinais aconteceram nesta quinta-feira. O US Team derrotou Honduras por 1 a 0, suficiente para a classificação. Já El Tri teve mais trabalho diante da Costa Rica, com a passagem garantida apenas nos pênaltis, após o empate por 0 a 0 no tempo normal. A decisão acontece no próximo domingo, em Denver.

A Liga das Nações da Concacaf já tinha realizado uma fase de grupos nos moldes da Uefa para definir os quatro semifinalistas. Foram formados quatro triangulares, em que os melhores times da primeira divisão passaram ao Final Four e os últimos colocados de cada chave terminaram rebaixados. Foi assim que Estados Unidos, México, Honduras e Costa Rica cumpriram o favoritismo – com Canadá e Curaçao quase surpreendendo americanos e costarriquenhos, respectivamente. Já os rebaixamentos ficaram com Cuba, Bermudas, Haiti e Trinidad e Tobago. Granada, El Salvador, Jamaica e Suriname subiram na Liga B à segunda edição.

O Final Four é todo realizado em Denver, no Estádio Mile High. Na abertura das semifinais, os Estados Unidos cumpriram sua missão contra Honduras, vencendo por 1 a 0. O US Team treinado por Gregg Berhalter escalou uma equipe cheia de destaques nas ligas europeias – incluindo Sergiño Dest, John Brooks, Weston McKennie, Gio Reyna, Christian Pulisic e Josh Sargent. O primeiro tempo já seria bastante animado, com ótimas chances aos dois lados. Reyna quase marcou um golaço aos EUA, fazendo fila na zaga hondurenha antes de bater para fora. Já Sargent salvou uma bola espetacular em cima da linha, mas também exigiu uma defesaça de Luis López.

Honduras poderia ter aberto o placar no segundo tempo, mas Anthony Lozano perdeu uma chance enorme ao sair de frente com o goleiro Zack Steffen e finalizar mal. O gol da vitória dos Estados Unidos veio apenas aos 44 minutos. Brooks lançou da intermediária, McKennie ajeitou de cabeça e Jordan Siebatcheu completou de peixinho. O atacante do Young Boys, nascido em Washington e criado na França, tinha saído do banco pouco antes. No fim, o capitão Zack Steffen ainda realizaria outra boa defesa para garantir o placar mínimo ao US Team.

Pouco depois, seria a vez do México encarar Costa Rica. El Tri vinha também com jogadores experimentados na Europa – a exemplo de Hirving Lozano, Andrés Guardado e Héctor Herrera. E se Keylor Navas era um desfalque sentido nos Ticos, Guillermo Ochoa faria a diferença para a classificação depois do empate por 0 a 0. Os goleiros seriam decisivos já no primeiro tempo. Ochoa realizou boas defesas, mas Leonel Álvarez foi até mais brilhante. O arqueiro do Alajuelense operou um milagre logo aos oito minutos, no principal lance da primeira etapa, ao desviar com a ponta dos dedos uma meia-bicicleta de Chucky Lozano – que ainda estalou o travessão.

O segundo tempo seria mais travado, com uma dose de confusão e desentendimentos entre os jogadores. Assim, a definição ficaria para os pênaltis. Na série normal, Uriel Antuna mandou para fora a primeira cobrança do México, mas Óscar Duarte também isolou a segunda costarriquenha. A vitória ocorreu apenas nas alternadas. Jesús Gallardo converteu o primeiro tiro mexicano (numa bola que passou por baixo do goleiro Álvarez) e, logo depois, Memo Ochoa espalmou o arremate de Allan Cruz. A vitória por 5 a 4 foi suficiente à festa de El Tri.

A decisão em Denver pode contar com estádio dividido, considerando a presença massiva de mexicanos nestas semifinais. E os Estados Unidos precisarão romper um incômodo jejum em finais contra os rivais. Nas seis vezes que os dois times disputaram a finalíssima da Copa Ouro, El Tri ganhou cinco delas – com o único triunfo do US Team restrito a 2007. A ver se a Liga das Nações inicia também uma nova história no confronto, considerando a promissora equipe à disposição dos americanos.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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