Concacaf

Antiga força continental, o Olimpia volta a degustar a glória com a conquista da Concacaf League

O Olimpia levou dois títulos da Concachampions no século passado e consegue o segundo título da recém-criada Concacaf League

Diante do domínio mexicano na Concachampions, a Concacaf League oferece uma oportunidade de título diferente aos clubes da América Central e do Caribe. O torneio funciona como uma fase classificatória da própria Concachampions, com seis vagas para a principal competição da confederação. Ainda assim, também possui uma estrutura própria e um troféu para seu campeão. Nesta quarta-feira, o Olimpia se coroou vencedor. O time hondurenho tem enorme tradição no continente, incluindo dois títulos da Concachampions em 1972 e 1988. Porém, se anda difícil competir com mexicanos e americanos, a Concacaf League garante uma alegria paralela. Os merengues botaram a faixa no peito pela segunda vez, após levarem a primeira edição em 2017.

A Concacaf League envolveu 22 times em sua edição de 2022. O campeão da recém-criada Canadian Premier League era o único da América do Norte. A América Central classificou três equipes da Costa Rica, três de Honduras, três do Panamá, três de El Salvador, três da Guatemala, duas da Nicarágua e uma de Belize. Ainda há vagas destinadas a caribenhos, desta vez com dois representantes da República Dominicana e um da Jamaica.

A Concacaf League funciona em mata-matas simples, com uma fase preliminar antes do início das oitavas de final. Os seis primeiros colocados do torneio (quatro semifinalistas e dois quadrifinalistas de melhor campanha) se classificam para a Concachampions, na qual se juntam a quatro times do México, quatro dos Estados Unidos, um do Canadá e um da Copa do Caribe. Desta vez, a Concacaf League garantiu presença de três hondurenhos na Concachampions 2023: Olimpia, Real España e Motagua. Também passaram os salvadorenhos do Alianza, os panamenhos do Tauro e os costarriquenhos da Alajuelense. De qualquer maneira, mais do que a vaga na Concachampions, esses times queriam a taça da Concacaf League.

O Olimpia passou pelos guatemaltecos do Municipal, pelos nicaraguenses do Diriangén e pelos rivais hondurenhos do Motagua em sua caminhada até a decisão. Então, pegaram a Alajuelense, em partidas bastante movimentadas. O Olimpia venceu a ida em Tegucigalpa por 3 a 2. José Pinto, Jorge Álvarez e Michaell Chirinos marcaram os gols dos Leones, que sempre estiveram à frente no placar. Já no reencontro desta quarta-feira, num clima vibrante dentro da Costa Rica, o empate por 2 a 2 consagrou os hondurenhos. José Pinto abriu o placar para os visitantes, mas Aarón Suárez e Alexis Gamboa viraram para a Alajuelense antes do intervalo. A partida ia para a prorrogação, até que o brasileiro Gabriel Araújo virasse herói do Olimpia. Anotou um gol de falta aos 43 do segundo tempo, com desvio na barreira, que decidiu a competição.

O Olimpia é o clube mais vencedor de Honduras, com 40 títulos nacionais. A equipe ainda disputou quatro finais da Concachampions: foi campeã em 1972 e 1988, enquanto terminou com o vice em 1985 e 2000. Entretanto, neste século as diferenças financeiras entre os países pesam bem mais. A oportunidade de levar uma taça internacional é a Concacaf League, da qual o time se torna o maior campeão com duas conquistas. Em 2017, na primeira edição, a vitória veio nos pênaltis, em decisão contra o Santos de Guápiles, da Costa Rica.

A conquista do Olimpia ainda incomoda o rival Motagua, que chegou em três finais da Concacaf League recentemente e em todas foi vice. Já a Costa Rica tem três títulos e três vices no torneio, com uma taça para cada um dos três times mais tradicionais do país – Herediano, Saprissa e Alajuelense. O outro time a se unir à lista de campeões é o Comunicaciones, da Guatemala, que ficou com o troféu em 2021.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.
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