
As atenções no final de semana são para a decisão da Copa América e da Eurocopa. Ainda assim, outra competição internacional começa neste sábado: a Copa Ouro. O torneio da Concacaf não possui tanta badalação, até por ser disputado de dois em dois anos. Ainda assim, parece pronto a reunir boas histórias. O México, força dominante na região, é o favorito ao título mais uma vez. Os Estados Unidos até conquistaram a Liga das Nações no último mês, mas resolveram poupar seus astros. Desta forma, El Tri vem com uma responsabilidade ainda maior, mas há outras forças ascendentes que podem pintar.
A Copa Ouro guarda expectativas a equipes ascendentes como Canadá (mesmo sem seus dois protagonistas), Jamaica e Haiti, que se valem de novos talentos para crescer. O estreante Suriname é outra equipe que chama atenção, ao se valer dos descendentes de seus imigrantes. Pequenas ilhas do Caribe como Martinica, Guadalupe e Granada tentam se tornar surpresas positivas. Uma pena apenas que Curaçao, um dos times de maior desenvolvimento nos últimos anos, se ausente por um surto de COVID-19. Guatemala substituiu de última hora.
Abaixo, listamos 15 jogadores que podem se destacar nesta Copa Ouro. Não estão presentes necessariamente todas as equipes, como o convidado Catar. A relação mistura protagonistas de seus times, veteranos e outros atletas que podem despontar no torneio. Confira:
Hirving Lozano
Chucky Lozano é um dos melhores jogadores da seleção mexicana há algum tempo e a boa temporada na Europa referendou esse destaque. O ponta já tinha passado com brilho pelo PSV, mas não emplacou no Napoli em sua primeira temporada. Já na última Serie A, o jovem de 25 anos foi um dos principais jogadores celestes. Também tem boa experiência por El Tri, presente em Copa do Mundo, Copa América, Copa das Confederações e Olimpíadas. Curiosamente, disputará sua primeira Copa Ouro.
Rogelio Funes Mori
Uma das grandes novidades do México para a Copa Ouro é Rogélio Funes Mori. O centroavante nasceu na Argentina e passou pelas seleções de base, inclusive com um amistoso pelo time principal disputado contra o Brasil em 2012. No entanto, nunca mais seria lembrado. Desde 2015 no Monterrey, se tornou um dos melhores centroavantes do Campeonato Mexicano, pelos muitos gols e também pelas pinturas. Com a mudança das regras da Fifa para equipes nacionais, o artilheiro ficou livre para vestir a camisa mexicana e estreará numa grande competição nesta Copa Ouro.
Darwin Cerén
Darwin Cerén é um dos jogadores mais experientes da seleção de El Salvador, com 64 aparições pela equipe nacional. Por clubes, possui uma carreira consolidada na MLS – com passagens por Orlando City, San Jose Earthquakes e Houston Dynamo. O meio-campista chegou mesmo a ser eleito o “Latino do Ano” na liga americana em 2015. Numa seleção sem tanta expressão, prima pela experiência. Aos 31 anos, disputará sua quinta edição da Copa Ouro pelos salvadorenhos. É o capitão do time.
Kevin Molino
A seleção de Trinidad e Tobago caiu de nível nos últimos anos, mas conta com Kevin Molino entre suas referências. O meia possui bons números pela equipe nacional, com 23 gols em 52 partidas. Sua carreira também se desenvolveu na MLS, após pintar com destaque na USL, liga secundária dos Estados Unidos. O veterano passou por Orlando City e Minnesota United, antes de virar reforço do Columbus Crew na atual temporada. Está em sua terceira participação na Copa Ouro, dono da camisa 10 dos trinitinos.
Gyasi Zardes
Zardes transmite aquela impressão de não ter se transformado em tudo o que se imaginava quando surgiu para o futebol, mas será uma referência nesta seleção dos Estados Unidos sem seus principais nomes. O atacante de 29 anos defende o US Team desde 2015, com 12 gols em 56 partidas. Disputará a sua quarta Copa Ouro, presente no título de 2017, quando era reserva na equipe. Com trajetória ligada principalmente ao Los Angeles Galaxy, Zardes completa sua quarta temporada pelo Columbus Crew, com o qual conquistou a MLS Cup em 2020 anotando gols importantes.
Brad Guzan
O nome mais conhecido da seleção dos Estados Unidos é Guzan. Aos 36 anos, o goleiro não deve ter tantas chances mais pela equipe nacional. O momento mais importante de sua carreira ocorreu na Inglaterra, defendendo o Aston Villa por sete temporadas. Desde 2017, assumiu a meta do Atlanta United e participou de momentos de destaque pelo clube. São 64 jogos pelo US Team, numa história que começou na Copa Ouro de 2007. Esta é sua quarta aparição no torneio. Também compôs o elenco nas Copas de 2010 e 2014.
Cyle Larin
O Canadá não contará com seus dois grandes astros, Alphonso Davies e Jonathan David. Assim, o protagonismo recai sobre Cyle Larin. O atacante fez bom papel nas Eliminatórias e deve formar uma dupla ofensiva perigosa com Junior Hoilett. Está em sua quarta Copa Ouro, mas nunca antes viu tal expectativa sobre os canadenses. O atacante que explodiu no Orlando City vem de uma grande temporada no Besiktas, com o qual faturou a dobradinha na Turquia.
Emmanuel Rivière
Rivière tem uma história respeitável no futebol francês. O atacante defendeu Saint-Étienne, Toulouse e Monaco, entre outros clubes do país. Também fez carreira no exterior, atualmente no Crotone. E, embora tenha passado por todos os níveis das seleções de base francesas, acabou por defender a Martinica no principal. O primeiro chamado aconteceu em 2019, quando Rivière já tinha 29 anos. Nascido na ilha caribenha, antes de se mudar na infância à França, ele disputará seu primeiro torneio internacional nesta Copa Ouro.
Duckens Nazon
O Haiti se vale de muitos descendentes nascidos em outros países para fortalecer sua seleção. Nazon é um desses casos. O atacante é parisiense e fez sua carreira toda na Europa. Chegou a defender times como o Lorient e o Laval, passou na Inglaterra por Coventry City e Oldham, atualmente milita na Bélgica. E o artilheiro vem de uma temporada interessante pelo Sint-Truiden, com seis gols anotados em 22 partidas. Ainda assim, seu ápice é com a seleção haitiana. Foi um dos destaques do time na última Copa Ouro, com gols decisivos contra Costa Rica e Canadá. São 26 tentos em 49 aparições pela equipe nacional.
Joel Campbell
A seleção da Costa Rica conta com diversos medalhões. E, na ausência de Keylor Navas, falta aquele nome que realmente transmita confiança. Joel Campbell tem seu sucesso na carreira basicamente limitado à equipe nacional. Aos 29 anos, o atacante não deu muito certo na Europa, atuando por clubes como Arsenal, Betis, Villarreal, Sporting e Frosinone. Atua no México desde 2019 e teria seu peso no título do León em 2020, antes de ser emprestado ao Monterrey. Com os Ticos, vai completar 100 partidas nesta Copa Ouro e soma 19 gols. É sua oitava competição internacional pelo país. É acompanhado por veteranos como Bryan Ruiz e Celso Borges.
Leon Bailey
A Jamaica ganha boas perspectivas ao convocar jogadores nascidos na Inglaterra, como Bobby Decordova-Reid e Ravel Morrison. Ainda assim, seu maior talento nesta Copa Ouro é Leon Bailey. O ponta nasceu em Kingston e fez um caminho pouco comum na Europa. Jogou por clubes de Áustria, Eslováquia e Bélgica, até desembarcar no Bayer Leverkusen em 2017. Apesar das oscilações, é um dos principais jogadores do time alemão e fez uma boa temporada. Pela seleção, disputou somente oito partidas, com um gol anotado. Esteve na Copa Ouro em 2019.
Nigel Hasselbaink
Sem Curaçao, Suriname é quem pinta como representante da tradição dos Países Baixos na Copa Ouro. A seleção cresceu a partir do momento em que passou a convocar descendentes surinameses nascidos na Europa e assim conquistou a classificação inédita à competição continental. Nigel Hasselbaink é um desses reforços. Sobrinho do lendário atacante Jimmy Floyd Hasselbaink, o centroavante de 30 anos possui uma carreira rodada e atualmente defende o Bnei Sakhnin, de Israel. Pela seleção, possui uma impressionante marca de sete gols em seis aparições. Ryan Donk e Diego Bisewar são outros medalhões, com histórico nas seleções holandesas de base.
Yohann Thuram-Ulien
Guadalupe, assim como Martinica, não pode disputar as Eliminatórias da Copa por ser território ultramarino francês e não ter filiação à Fifa. Em compensação, estará em sua terceira Copa Ouro e traz o sobrenome do jogador mais famoso nascido na ilha. Yohann Thuram-Ulien é primo de Lilian Thuram. Diferentemente do antigo lateral dos Bleus, o goleiro nasceu na França e jogou nas seleções francesas de base, até ganhar as primeiras convocações por Guadalupe em 2016. Por clubes, chegou a passar por Monaco e Standard de Liège. Atualmente, defende a meta do Amiens.
Maynor Figueroa
Aos 38 anos, Maynor Figueroa é o jogador mais velho da Copa Ouro. E merece respeito por tudo o que fez na carreira. Jogou por anos na Europa, com destaque à passagem pelo Wigan, com o qual conquistou a FA Cup. Desde 2015 atua na MLS e é o capitão do Houston Dynamo. Já pela seleção, o defensor acumula 168 partidas. São dez competições internacionais, com sete Copas Ouro desde 2005, além de dois Mundiais. Dentro das proporções locais, é uma lenda hondurenha.
Édgar Bárcenas
O Panamá perdeu alguns jogadores notáveis desde a Copa de 2018, muito por conta da idade dos medalhões. Édgar Bárcenas é um dos protagonistas que permanecem. O meia de 27 anos ganhou importância nos últimos tempos e disputou todos os jogos do Mundial da Rússia. Esta será sua terceira Copa Ouro. Por clubes, o camisa 10 vem se destacando na segundona do Campeonato Espanhol. Passou perto do acesso com o Girona na última temporada, sendo uma peça importante na equipe e aparecendo decisivamente nos playoffs – apesar da queda diante do Rayo Vallecano.



