Brasil

Vida que segue, Seleção

Ela entrou para a lista de maiores bizarrices da história da Seleção Brasileira. A eliminação nos pênaltis diante do Paraguai na Copa América, com todos os jogadores canarinhos desperdiçando suas cobranças, junta-se a coisas como a eliminação diante da Venezuela no Pré-Olímpico de 1992, ou para a derrota para Honduras na Copa América de 2001. Daqueles momentos da Seleção Brasileira dignos de esquecimento, mas que assombrarão todos os envolvidos para sempre.

Desde o último domingo mídia e torcedores já crucificaram todo o time e o treinador Mano Menezes, mas como competição oficial agora só em 2013 (descontando os Jogos Olímpicos em Londres, ano que vem), teremos dois anos da seleção jogando apenas amistosos. Será que não é hora do treinador tentar novos nomes ou “perdoar” alguns que andam afastados da seleção?

Dois exemplos vêm à tona: Marcelo e Hernanes. O primeiro vem de temporadas sensacionais no Real Madrid, envolveu-se numa polêmica com Mano Menezes de recusa de convocação, mas é, com sobras, o melhor lateral-esquerdo brasileiro. Para piorar a situação do treinador, seu titular, André Santos, fez uma pífia Copa América.

Já Hernanes entrou na “geladeira” canarinho após ser expulso no amistoso contra a França, mas seguiu jogando bem pela Lazio e merece retornar.

Outros nomes que merecem mais chances na seleção, de preferência em jogos inteiros, são os atacantes Hulk e Nilmar. O primeiro vem de pelo menos duas temporadas excelentes no Porto, e o segundo parece finalmente ter se livrado das seguidas contusões e conseguiu firmar seu espaço no Villarreal.

A próxima partida da seleção é no dia 10 de agosto, em Stuttgart, contra a Alemanha. Capaz de Mano Menezes, para poupar alguns jogadores (os santistas Neymar, Ganso e Elano, por exemplo) pode convocar uma seleção bem diferente e fazer os testes que precisa. Esperemos.

Campeonato brasileiro: São Paulo e Santos agitam a janela de transferências

Com o fim da janela de transferências de jogadores do exterior para o Brasil (a inversa vai até 31 de agosto), Santos e São Paulo foram os clubes que mais se movimentaram.

Do lado santista, chegaram o meia Ibson, do Spartak Moscou, e o atacante Alan Kardec, emprestado pelo Benfica; no mercado interno, o clube mandou o volante Charles para o Cruzeiro, e trouxe o também volante Henrique. Em compensação, Danilo e Alex Sandro devem sair, além das novelas sobre Ganso e Neymar seguirem até agosto.

No São Paulo, troca de comando. Paulo César Carpegiani foi demitido, e chegou Adílson Batista, em seu terceiro emprego em um grande clube paulista em menos de um ano – esteve no Corinthians no segundo semestre de 2010, e no Santos no começo deste ano. Além do novo treinador, chegaram o meia-atacante Cícero, do Wolfsburg; o volante Denílson, emprestado pelo Arsenal; o meia argentino Marcelo Cañete, revelado pelo Boca Juniors e que estava na Universidad Católica, do Chile; e o lateral-direito paraguaio Piris, do Cerro Porteño, um dos destaques da atual Copa América.

Outros clubes também trouxeram reforços do exterior. O Atlético-MG contratou o atacante André, revelado pelo Santos, mas que passou quase despercebido por Dynamo Kiev e Bordeaux. Já o Fluminense, após uma novela que também envolveu o Palmeiras e uma confusa assinatura de pré-contratos, anunciou o atacante argentino Alejandro Martinuccio, destaque do Peñarol na última Libertadores. O Flu também fez uma aposta em Manuel Lanzini, meia de 18 anos revelado pelo River Plate, que chega por empréstimo e com a responsabilidade de ser o “novo Conca” do tricolor. Já no mercado interno, o Flu também trouxe o atacante Rafael Sóbis, do Internacional.

O Botafogo perdeu Arévalo Ríos para os mexicanos do Tijuana, mas trouxe o zagueiro Gustavo, do Lecce italiano, além do meia Felipe Menezes, ex-Goiás e que estava no Benfica. No mercado interno, o clube fechou com o volante Léo, do Santa Cruz.

O Ceará segue apostando em veteranos. Após a frustrada contratação de Belletti, que acabou encerrando a carreira, o clube trouxe Edmilson, campeão do mundo em 2002 pela Seleção Brasileira e que estava no Zaragoza. Também chegou para o Vovô o atacante Roger, ex-São Paulo e Vitória, que estava no Kashiwa Reysol, do Japão. De saída do clube, os veteranos Iarley e Geraldo foram para Goiás e Vitória, respectivamente.

O Cruzeiro, que trocou Cuca por Joel Santana no comando técnico, contratou o zagueiro ítalo-brasileiro Cribari, do Napoli. E do lado do Flamengo, chegaram o meia Airton, que estava no Benfica, o zagueiro Alex Silva, ex-São Paulo, e o atacante Jael, ex-Bahia e Portuguesa. E o clube ainda sonha com Kléber, do Palmeiras.

O Internacional acertou, no dia final da janela, a contratação de Jô, do Manchester City. O ex-corintiano chega para reforçar o ataque colorado, que andava dependente demais de Leandro Damião. O clube também procura um novo treinador após a demissão de Falcão.

O Palmeiras repatriou o zagueiro Henrique, que estava no Racing Santander, e promete ir à FIFA brigar por Martinuccio, que acertou com o Fluminense. Segundo os alviverdes, o atacante assinou um pré-contrato com o clube ainda durante a Libertadores, que estipula uma multa de R$ 50 milhões em caso de recisão.

E o Vasco contratou o zagueiro Victor Ramos, revelado pelo Vitória e que estava no Standard Liège, da Bélgica.

Tevez: sonho interrompido ou o Corinthians livrou-se de uma encrenca?

Nos últimos dias, surgiu a notícia-bomba de que o Corinthians gastaria cerca de 40 milhões de euros para contratar Carlos Tevez junto ao Manchester City. Dirigentes corintianos garantiam que o clube tinha o dinheiro, as negociações foram abertas, mas acabaram não dando certo.

A maioria das fontes aposta em dois fatores para o negócio ter melado: a falta de garantias bancárias do Corinthians e o fato de Tevez não abrir mão de bônus de aproveitamento aos quais tinha direito.

Com Tevez, o Corinthians ganharia um reforço de respeito, mas também um caminhão de possíveis problemas. Em 2005, o argentino e seu empresário, Kia Joorabichian, foram diretamente responsáveis pela demissão de Tite após uma derrota num clássico para o São Paulo. E quem é o atual técnico do Corinthians? O salário do argentino certamente seria mais alto que o de seus companheiros de elenco, o que poderia gerar conflitos, ciúmes e intrigas.

Além disso, há o aspecto tático do time. Com Tevez, e eventualmente Adriano entrando em forma, Tite seria obrigado a escalar os dois, além de Liédson, num trio ofensivo. Willian, em grande fase, e Jorge Henrique provavelmente iam sobrar, além de um dos meias. Considerando que Tite não abriria mão da dupla de volantes Ralf-Paulinho, Alex e Danilo disputariam a posição de armador da equipe. No fim das contas, sem Tevez, Tite segue sossegado com seu time na liderança folgada do Brasileiro.

E para encerrar, ainda falando do Corinthians, os governos municipal e estadual de São Paulo confirmaram os incentivos fiscais para a construção do “Itaquerão”. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse há um ano que não haveria incentivo algum. As pessoas e as opiniões mudam com o tempo, não é?

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Equipe Trivela

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