Tite reclama da arbitragem e prefere pés no chão após vitória maiúscula do Flamengo no Fla-Flu
A vitória do Flamengo por 2 a 0 deixou Tite mais tranquilo, mas longe do relaxamento absoluto na semifinal do Campeonato Carioca
O alívio pela vitória maiúscula no primeiro jogo, mas os pés no chão para admitir que ainda não tem nada definido. Essa foi a coletiva de Tite após o triunfo por 2 a 0 sobre o Fluminense, que rendeu excelente vantagem na semifinal do Campeonato Carioca. Destaque também para as reclamações da arbitragem e Cléber Xavier, auxiliar, que falou bastante durante os cerca de 30 minutos de contato com a imprensa.
O que Tite disse durante a coletiva?
- Valorizou a atuação do Flamengo em Fla-Flu movimentado
- Exaltou o trabalho de Fábio, goleiro do Fluminense, quando questionado sobre o baixo aproveitamento em chances
- Reclamou de um possível pênalti em De La Cruz
- Viu a semifinal ainda em aberto
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Dá para relaxar, Tite?
— Tem uma relação de profissionais que são transparentes e leais. Que querem trabalhar. E querem merecer através do trabalho. Não quer tirar nada do adversário ou de arbitragem, mas também não quer que ninguém tire o que é seu. É um direito que ela tem. Ela procura dentro do trabalho se fazer merecedora. Às vezes o jogo do desempenho não é o jogo do placar, mas às vezes se traduz. Não temos familiares, temos um grupo extraordinário. Os atletas comentaram que ano passado eles tinham vencido por 2 a 0 e perdeu, né?
Além de Tite, Cléber Xavier também teve oportunidade de falar um pouco sobre a vitória do Flamengo no jogo de ida. Assim como o comandante, o auxiliar frisou que a semifinal segue em aberto, mas que o resultado, e a vantagem, vieram com muita justiça.
— Demos pouca chances ao adversário. Foram poucas finalizações e nenhuma no gol. Fomos efetivos nas opções de ataque, e poderia ter tido alguma situação mais clara. Mantivemos a média de não tomar gol e fazer dois ou mais gols. Estamos felizes pela grandeza do adversário, mas com a consciência de que sábado continua — disse o auxiliar.

Spindel cobra a arbitragem
Depois que Tite preferiu não atacar a arbitragem, Bruno Spindel, executivo de futebol do Flamengo, cobrou um posicionamento após possível pênalti não marcado em De La Cruz. Segundo o dirigente rubro-negro, faltou critério ao árbitro Yuri Elino Ferreira da Cruz.
— Vamos ver se eles vão divulgar as imagens, queremos ver a justificativa deles. Teve uma falta do Nico (De La Cruz) em cima do Martinelli que foi marcada, e logo depois o contrário, em lance muito parecido, não foi marcado. A interpretação deles foi essa, mas eu não consegui ver essa falta. Vamos ver — disse o membro do departamento de futebol do Flamengo.
Pedro celebra bom momento
O jogador a falar com a imprensa após o apito final foi Pedro. Autor do segundo gol do Flamengo, que sacramentou a vitória, o centroavante preferiu valorizar o coletivo ao individual, e, assim como Tite e Cléber Xavier, confirmou que não vê um Rubro-Negro já classificado.
— Agradecer a Deus por essas metas alcançadas. A gente sabe que quando o coletivo vai bem, o individual tende a se sobressair. Nunca escondi que estou preocupado mesmo é em ganhar títulos, mas claro que esses números são legais, importantes. Espero poder cada vez mais escrever meu nome na história do Flamengo — confessou. A gente sabe que não tem nada ganho também. Temos que entrar com a mesma seriedade para fazer a mesma grande partida que fizemos hoje — finalizou.

O Flamengo tentará a classificação à final do Campeonato Carioca no próximo sábado (09), às 21h (de Brasília), novamente no Maracanã. Pelo resultado do primeiro jogo, o Rubro-Negro pode até perder por dois gols de diferença na volta que, mesmo assim, garantirá a vaga na decisão.
Veja outros pontos abordados na coletiva
Mais sobre o jogo
— Um grande jogo. Um jogo digno da grandeza do Fla-Flu, da qualidade técnica das duas equipes, de uma grande apresentação. E um resultado inconteste. Não dá para avaliar os números agora, não tem jeito. A adrenalina fica projetando uma semifinal ainda aberta.
Possível pênalti em De La Cruz
— Eu vi, tenho uma opinião, mas é a direção que vai falar a respeito disso.
Cabia mais?
— Tem o Fábio no gol do outro lado, né? (risos)
Como foi a semana de trabalho?
— Trabalhamos normalmente essa semana. Trabalhamos muito finalização e outras valências – táticas e técnicas. E vamos continuar trabalhando. Trabalhando movimentações estratégicas. Bolas de fundo e bolas frontais. O trabalho é esse. A gente quer evoluir jogo a jogo. (Cléber Xavier)
Erick Pulgar
— O Erick faz grandes jogos. Ficou fora de uma ou duas partidas. Não lembro de foi denge. Mas ele voltou bem. Ele é um grande jogador. Faz função de primeiro, de segundo. Hoje fez um grande jogo novamente. Sentiu um pouco. Entrou o Igor que fez um bom jogo de novo. É um menino que vem crescendo. (Cléber Xavier)
— Erick é um grande jogador. Grande jogador. (Tite)
Elogios a Igor Jesus
— O Flamengo tem por tradição revelar jogadores. Igor fez uma cirurgia no ano passado, se recuperou, trabalhou com a gente na pré-temporada. É importante ter grandes atletas para ensinar algumas coisas. O Sampaio que foi um grande volante é quem tem o cuidado com os jogadores da profissão. O Igor é um grande jogador que vem crescendo, tem muito para evoluir, e é uma grata surpresa. Fez um bom jogo de novo. (Cléber Xavier)
Chegada de Léo Ortiz
— O Flamengo projeta uma equipe a médio e longo prazo. independente do técnico. Tem dois atletas que estão jogando muito e selecionáveis. Tem o David que é um extraordinário jogador. Tem o Bahia surgindo e procurando espaço. Saiu o Pablo e o Rodrigo Caio. Tem que ter na estrutura um jogador desse nível para reposição. O Léo (Ortiz) se encaixa. Tanto no perfil técnico quanto no perfil ”pessoa”.
Sistema defensivo forte
— A gente no processo defensivo faz a marcação nas três alturas. Fizemos pressão alta, forte. Com todas as formas que eles tem de saída. Na média também estávamos organizados. Na baixa, a gente já vem trabalhando e conforme o adversário a gente muda. Estudamos muito os adversários para isso. Não é a melhor defesa. É o time. É o time que se defende. Eles tem solidariedade. É o coletivo para jogar, mas também para defender. A gente bate na questão do equilíbrio: quanto menos tomar gol é importante, mas também buscar o gol com a posse. Roubar a bola na frente é levar perigo no adversário. A gente fez bem. Temos evoluído.



