Brasileirão Série B

Torcida do Santos paralisa rodovia para protestar contra elenco e comissão técnica

Membros de uma organizada do Peixe bloquearam a Rodovia Washington Luiz perto de pedágio para protestar

A paciência da torcida com o elenco do Santos chegou ao fim. Na madrugada deste sábado (8), horas após a derrota do Peixe para o Novorizontino, por 3 a 1, em Novo Horizonte, pela 9ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, uma das organizadas alvinegras promoveu um protesto contra a delegação santista que retornava à Baixada Santista. De acordo com o apurado pela Trivela, as manifestações ocorreram pouco antes das 3 horas (horário de Brasília) na Rodovia Washington Luiz.

A derrota em Novo Horizonte representou o terceiro jogo consecutivo do Santos sem vitórias na Série B. A equipe do técnico Fábio Carille ainda se encontra na terceira colocação da competição, com 15 pontos, mas pode ser ultrapassado por alguns concorrentes e deixar, pela primeira vez no campeonato, o grupo de equipes que retornarão à elite do futebol nacional.

Como foi o protesto da torcida na rodovia?

Ainda segundo as informações obtidas pela Trivela, um dos ônibus da torcida organizada que levou seus integrantes ao estádio Jorge Ismael de Biasi parou o pedágio da rodovia e inviabilizou o tráfego normal dos veículos.

Assim que o ônibus com elenco e comissão técnica se aproximou do local, os torcedores passaram a cobrar jogadores e membros de toda a comissão técnica do Peixe.

Policiais Militares que faziam a escolta do veículo santista imediatamente passaram a disparar bombas em direção aos torcedores com o intuito de colocar fim ao protesto e liberar o tráfego dos demais veículos. O que de fato aconteceu.

Santos reconhece o momento de crise?

Após a derrota para o Novorizontino, o executivo de futebol do Peixe, Alexandre Gallo participou da entrevista coletiva do técnico Carille e reconheceu que o momento do Santos não é bom. Porém, pediu para elenco e comissão técnica não caiam em armadilhas.

— A gente não pode cair nas pequenas armadilhas do sucesso, tampouco nas pequenas armadilhas dos fracassos. É um processo. Para chegar ao propósito que almejamos, temos que passar pelo processo. Nenhuma conquista nunca foi fácil. A gente sabia que não seria essa, que a gente espera seguir dentro dessa competição buscando sempre o objetivo. Evidentemente que três derrotas com um grande clube, com uma camisa desse tamanho como a do Santos, choca bastante porque montamos um elenco para estar sempre na frente. Sempre entre os primeiros, como estivemos nas oito primeiras rodadas — falou o dirigente.

Antes mesmo do protesto na rodovia, a derrota para o Novorizontino fez com que os torcedores do Santos presente no estádio protestassem contra o atual elenco e cobrassem a chegada de novos jogadores.

Questionado sobre os atletas que desembarcaram na Vila Belmiro após o Campeonato Paulista, Gallo comentou que é preciso ter paciência com o processo de adaptação de Patrick e Serginho, por exemplo, que ainda não conseguiram ter uma sequência.

— Tudo demanda tempo. Não existe imediatismo no futebol. Podemos levantar uma quantidade de atletas inúmeros que chegaram e demandaram tempo para se adaptar à cidade, ao time, aos companheiros, ao posicionamento físico deles. Isso tudo acontece. E acontece com os nossos jogadores também. Esse imediatismo não levamos em consideração. Nós temos bastante consciência dos atletas que trouxemos, confiamos neles. E é claro que temos um plano para a próxima janela, uma janela importante para que a gente melhore, qualifique a equipe como todos os grandes clubes do Brasil vão fazer. O Santos não ficará de fora — completou o dirigente do Peixe.

O Santos volta a campo na próxima sexta-feira (14) para enfrentar o Operário, às 19 horas (horário de Brasília), no estádio Germano Kruger, em Ponta Grossa, no Paraná.

Foto de Bruno Lima

Bruno Lima

Jornalista pela UniSantos com passagem pelo Jornal A Tribuna de Santos. Já trabalhou na cobertura de jogos da Libertadores e das Eliminatórias Sul-Americanas no Brasil e no Exterior. Na Trivela, é setorista do Santos.
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