Brasileirão Série B

Santos faz o básico no 2º tempo e estreia na Série B com vitória sobre o Paysandu

Apesar de um primeiro tempo inofensivo, o Santos conseguiu se organizar após o intervalo e estreou na Série B com três pontos

A estreia do Santos na Série B do Campeonato Brasileiro não foi de encher os olhos. Principalmente no primeiro tempo. Ainda assim, com um segundo tempo minimamente organizado e propositivo, o Peixe construiu a sua vitória por 2 a 0 sobre o Paysandu, em uma Vila Belmiro sem torcida. Os gols do confronto foram marcados por Pedrinho e Guilherme. Com o resultado, os comandados de Fábio Carille assumem provisoriamente a vice-liderança da tabela — a primeira rodada só termina na próxima terça-feira (23).

Na próxima rodada, o Santos visita o Avaí, na Ressacada. O duelo será disputado sexta-feira (26), às 20 horas (horário de Brasília).

Santos sem torcida na Vila?

Impedido de contar com o apoio da sua torcida por conta da punição aplicada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o Santos recorreu a incentivo artificial. Para incentivar os jogadores em campo, o clube colocou cantos da torcida no seu sistema de som. Como no primeiro tempo a ideia não surtiu qualquer efeito, o recurso foi abandonado após o intervalo.

O que o Santos fez na primeira etapa?

Se essa pergunta tivesse que ser respondida de maneira objetiva, a resposta seria: Nada.

Com a base da equipe vice-campeão paulista, o Santos foi incapaz de oferecer dificuldades ao sistema defensivo do Paysandu. Diante de um adversário organizado, o Peixe ameaçou o gol Papão da Curuzu apenas uma vez, com uma cabeçada do estreante Enzo, que nem exigiu a defesa do goleiro Matheus Nogueira.

Sem ser ameaçado, o Paysandu foi se soltando na partida e pisando no campo de ataque. Contando com excessivos erros de passes do Santos no campo de defesa. Muitos deles, inclusive, infantilmente em tentativas de cruzar a bola pelo centro do gramado, o Papão da Curuzu terminou o primeiro tempo com mais chances de gol e posse de bola: 51% x 49% para os paraenses.

Carille gostou do 1º tempo do Santos?

Assim como qualquer um que assistiu à primeira etapa, o técnico Fábio Carille também não aprovou a atuação dos seus comandados. Por isso, aproveitou o intervalo para mexer na equipe. E as mudanças foram nas duas laterais. Saíram Aderlan e Hayner, ambos muito mal, e entraram JP Chermont e Rodrigo Ferreira, respectivamente.

Ofensivamente, as mexidas não trouxeram qualquer melhora ao Santos. Por isso, aos 15 minutos, Carille usou mais uma vez o banco de reservas. Pedinho e Julio César Furch foram para o jogo nos lugares de Otero e Enzo.

Carille tem estrela?

Com sangue novo no ataque, o Santos foi assumindo as ações do jogo. Depois de cerca de dez minutos empurrando a zaga do Paysandu para trás, o Peixe abriu o placar. Pedrinho, numa jogada individual, invadiu a área e colocou o Alvinegro em vantagem com uma finalização cruzada.

Após o gol, o Santos ganhou confiança e finalmente envolver o adversário por meio de um toque de bola lúcido.

Apesar disso, a postura ofensiva não melhorou. Satisfeito com os três pontos na estreia, o Santos não submeteu o goleiro do Paysandu a grandes dificuldades. Para evitar qualquer risco em termos defensivos, Carille ainda colocou o volante Tomás Rincón no lugar de Giuliano e assim proteger a meta do goleiro João Paulo.

Mesmo sem colocar o pé no acelerador, o Santos chegou ao segundo gol, nos minutos finais, com Guilherme, que ficou com o rebote após uma finalização cruzada de Pedrinho, e estufou as redes do Papão da Curuzu.

Foto de Bruno Lima

Bruno Lima

Bruno Lima nasceu em Santos (SP) e se formou em Jornalismo na Universidade Católica de Santos (UniSantos) em 2010. Antes de escrever para Trivela, passou por A Tribuna.
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