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Santos entra com recurso no STJD para amenizar punição na Série B; veja detalhes

Por conta das bombas e invasões de campo na última rodada da Série A de 2023, o Santos foi punido com seis jogos pelo STJD na Série B

Apesar de estar em vias de disputar a semifinal do Campeonato Paulista contra o Red Bull Bragantino, às 20h30 (horário de Brasília) da próxima quarta-feira (27), na Neo Química Arena, o Santos já começou a sua preparação para a Série B do Campeonato Brasileiro. Pelo menos nos bastidores. Punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) com seis jogos de portões fechados, o Peixe, segundo o apurado pela Trivela, entrou com um recurso no órgão solicitando uma redução da pena e aguarda o posicionamento da entidade.

A punição aplicada ao Santos é consequência das bombas e invasões de campo ao final da derrota alvinegra para o Fortaleza, por 2 a 1, na Vila Belmiro, que sacramentou o inédito rebaixamento do clube.

Além de disputar os seis primeiros jogos da Série B como mandante com os portões fechados, o STJD determinou o pagamento de multa de R$ 100 mil.

Diante disso, o Santos já apresentou duas propostas ao órgão.

Qual foi a primeira proposta do Santos?

Com o intuito de amenizar a pena, o Santos enviou ao STJD uma primeira proposta nos seguintes moldes:

  • 1) Duas partidas como mandante com portões abertos e apenas o setor destinado às torcidas organizadas do estádio fechado.
  • 2) Liberação total do estádio nas quatro partidas restantes da punição original.
  • 3) Pagamento de R$ 50 mil nestes seis jogos, o que totalizaria R$ 300 mil, a serem pagos em dez parcelas.

Sob a justificativa de que os episódios contra o Fortaleza foram graves e de que o clube é reincidente, o STJD recusou a proposta enviada pelo Santos.

O órgão, porém, propôs outras condições ao clube.

Qual foi a contraproposta do STJD ao Santos?

  • 1) Três partidas como mandante com os portões fechados.
  • 2) Três partidas como mandante com os portões abertos, porém sem a presença das torcidas organizadas.
  • 3) O setor utilizado pelas torcidas organizadas – situado atrás do gol do lado esquerdo do estádio -, terá que permanecer fechado.
  • 4) No setor das torcidas organizadas deverá ser estendida uma faixa com os seguintes dizeres: “Fechado por decisão do STJD”.
  • 5) Em razão dos três jogos com portões abertos, mas sem as torcidas organizadas, o Santos terá que pagar R$ 300 mil, em três parcelas, sendo metade do valor para instituições médicas e de caridade.
  • 6) Pagamento da multa de R$ 100 mil à CBF.

Com a alegação de que o clube passa por sérias dificuldades financeiras devido ao rebaixamento, e de que sem a venda de ingressos para o setor das organizadas ficaria difícil pagar as multas estipuladas, o Alvinegro enviou a sua segunda proposta ao STJD.

Qual foi a segunda proposta do Santos?

  • 1) Três partidas como mandante com portões fechados
  • 2) Três partidas como mandante com portões abertos
  • 3) Nas três partidas com portões abertos, o setor das torcidas organizadas será destinado a torcedores comuns com ingresso a R$ 100,00, além da colocação da faixa sugerida pelo STJD
  • 4) Em razão das três partidas com portões abertos e torcedores comuns no setor das organizadas, o Santos se propõe a pagar R$ 300 mil em seis parcelas, ao invés de três conforme proposto pelo órgão, sendo metade do valor para instituições médicas e de caridade.
  • 5) Após o pagamento da multa de R$ 300 mil, o Santos se propõe a pagar os R$ 100 mil à CBF por meio de quatro parcelas.

Desde então o Peixe aguarda uma resposta por parte do STJD. Se a segunda proposta de redução de pena for aceita, o Santos enfrentará Paysandu, Guarani e Brusque na Vila Belmiro sem o apoio do seu torcedor.

Foto de Bruno Lima

Bruno Lima

Bruno Lima nasceu em Santos (SP) e se formou em Jornalismo na Universidade Católica de Santos (UniSantos) em 2010. Antes de escrever para Trivela, passou por A Tribuna.
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