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O CRB criou uma escalação com 11 Panteras Negras, antes de vencer o clássico contra o CSA

Ao longo do final de semana, não foram poucas as homenagens a Chadwick Boseman ocorridas dentro de campo. A mensagem do ator através de seu Pantera Negra ecoou forte no esporte, sobretudo entre atletas negros, e o gesto de ‘Wakanda Forever’ se repetiu em diversas comemorações de gol, como tributo à morte do americano. Já o CRB foi além, antes do clássico contra o CSA pela Série B do Brasileirão neste domingo. Os alvirrubros publicaram uma escalação inteira de jogadores vestidos como o personagem da Marvel. E o Galo ainda se deu bem no Trapichão, vencendo os rivais por 2 a 0.

“WAKANDA FOREVER!!! Nosso time de heróis já está escalado para o maior espetáculo esportivo de Alagoas! Que a coragem, força e persistência de Chadwick Boseman estejam conosco! Pra cima deles Galo!”, escreveu o CRB, em suas redes sociais. Na imagem, medalhões como Gum e Léo Gamalho apareciam usando a roupa preta do Pantera Negra.

A vitória do CRB foi construída ainda no primeiro tempo, e nem precisou dos gols do artilheiro Léo Gamalho. Num contra-ataque, Magno puxou a jogada e a bola espirrou até Reginaldo mandar para dentro, aos 15 minutos. Aos 43, o Galo ampliou a diferença. Numa boa tabela, Luidy mandou por entre as pernas do goleiro Bruno Grassi e correu para o abraço. No segundo tempo, o goleiro Victor Souza ainda pegou um pênalti dos azulinos, em cobrança do veterano Alecsandro.

O CRB começa bem a Série B e está na briga pelas primeiras colocações. Os alvirrubros ocupam a quinta posição, com 11 pontos, derrotados apenas na primeira rodada. Léo Gamalho ainda lidera a artilharia, com seis tentos em seis rodadas. Já o CSA está em crise e figura apenas no 16° lugar, com três pontos. Os azulinos fizeram apenas quatro partidas, porém, por conta dos casos de coronavírus no elenco.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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