Brasileirão Série B

Com ídolo no pé, Souza quer agarrar chance para brilhar no profissional do Santos

Em entrevista à Trivela, o jovem lateral-esquerdo Souza conta como tem sido o seu início no elenco profissional do Santos

Apontado internamente como um dos Meninos da Vila mais promissores da atualidade no Santos, o lateral-esquerdo Souza, de apenas 17 anos, tem visto um sonho de infância se realizar. Recuperado de problemas musculares desde o ano passado, o garoto treina com o elenco profissional desde o término da última Copa São Paulo, e soube, na última terça-feira (30), que é considerado o reserva imediato do argentino Gonzalo Escobar, contratado para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro.

Orgulhoso de tudo que está construindo no Santos desde os 9 anos de idade e sonhando com aquilo que ainda pode conquistar no clube, Souza, em entrevista à Trivela, conta como foi controlar a ansiedade após chegar ao time principal, mas não poder atuar em razão das lesões. Além disso, o jovem fala sobre a convivência com jogadores experientes do elenco e sobre o seu desejo de se estabilizar na posição como o ídolo Léo, que atualmente exerce a função de coordenador de futebol no Peixe.

Trivela: Você foi um dos primeiros jogadores a ser promovido pelo Carille após a Copinha, mas não teve muitas chances por conta das lesões. Você está totalmente recuperado?

Souza: Já estou 100%. Fiquei um bom tempo me recuperando, fiz fortalecimento muscular durante a Copinha e, depois, no profissional também. Quando faltava cerca de um mês para a Copinha, eu me machuquei. Precisei fazer uma recuperação acelerada para conseguir jogar. O problema foi que no jogo contra o Cruzeiro (nas oitavas de final da Copinha), senti um pouco de desgaste por conta de muitos jogos em um período curto de tempo. Cheguei no profissional já com um desgaste na posterior. Iniciei o tratamento, mas com a ausência dos laterais-esquerdos precisei acelerar o processo novamente para jogar contra Mirassol. No último lance daquela partida acabei sentindo a posterior da coxa esquerda. Mas isso é passado, agora já estou 100% recuperado e pronto para jogar.

Como tem sido a experiência de, aos 17 anos, já estar treinando com o elenco profissional?

Para mim, estar treinando no profissional é motivo de muito orgulho. No início foi um processo muito difícil por causa da lesão. Ainda mais sofrendo com o segundo problema muscular logo em seguida e precisando fazer todo o trabalho de força na academia para fortalecer a posterior novamente. Foi muito tempo também na transição para se recuperar e não sentir novamente. Mas agora estou pronto.

O Carille revelou antes do jogo do sub-20, nesta terça-feira (30), que vê você como o reserva imediato do Escobar na lateral esquerda. Vocês já conversaram sobre isso?

Soube disso agora. Não estava sabendo (risos). Já é mais um motivo de muito orgulho. Venho trabalhando desde novinho na base do Santos. Para ser mais exato, estou sonhando com esse momento desde 2015, desde os nove anos, que foi quando cheguei ao clube. A partir de agora, quando tiver a oportunidade, vou tentar agarrar para não sair mais.

O Orlando Ribeiro, técnico da equipe sub-20, enxerga muito potencial no seu futebol, mas ressalta que você ainda precisa corrigir algumas questões defensivas. O Carille já começou a fazer isso nos treinamentos do profissional?

Ah… Como o professor Orlando comentou, tenho mais facilidade ofensiva mesmo. Eu gosto bastante de ir até a linha de fundo, gosto de ser um lateral muito ofensivo. Só que já tive muitos problemas defensivamente. Como isso não pode acontecer, aumentei muito os trabalhos defensivos nos treinamentos e estou evoluindo. Tanto é que no jogo desta terça-feira não sofri muito. Consegui ser bem firme. Mas vou evoluir ainda mais para não voltar a cometer erros na defesa.

Hoje o Santos tem um elenco experiente. Como tem sido treinar ao lado de atletas como Gil e Joaquim, por exemplo?

Os dois zagueiros, tanto o Gil quanto o Joaquim, têm me ajudado muito. No jogo contra o Mirassol, o Gil me ajudou muito nessa questão pedindo para eu fechar mais o meio e não apenas a lateral. Além disso, tinha toda a questão do nervosismo da estreia. Mas diariamente o grupo, que é muito forte e muito unido, vem me ajudando bastante.

Carille e Leo no CT Rei Pelé
Além de convencer o técnico Carille, Souza trabalha no CT Rei Pelé sob os olhares do ídolo Léo, que é coordenador de futebol do Santos (Foto: Flickr/SantosFC)

Quem é o ídolo do Souza no futebol?

O Léo. Ele também está com a gente no grupo profissional e todo dia pega no meu pé para que eu possa evoluir. É da posição, ídolo do Santos e sabe muito. Ele é a minha referência como lateral-esquerdo.

Foto de Bruno Lima

Bruno Lima

Bruno Lima nasceu em Santos (SP) e se formou em Jornalismo na Universidade Católica de Santos (UniSantos) em 2010. Antes de escrever para Trivela, passou por A Tribuna.
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