Brasileirão Série B

Gallo pede para elenco do Santos não cair nas armadilhas do sucesso ou do fracasso

Executivo de futebol do Santos, Gallo concedeu entrevista coletiva após a derrota para o Novorizontino

A terceira derrota consecutiva do Santos na Série B do Campeonato Brasileiro, na noite desta sexta-feira (7), para o Novorizontino, no Jorge Ismael de Biasi, por 3 a 1, levou Alexandre Gallo, executivo de futebol do Peixe, a participar da entrevista coletiva do técnico Fábio Carille.

Preocupado com o momento da equipe que ajudou a montar, o dirigente afirmou que jogadores e comissão técnica não podem cair na armadilha do sucesso ou do fracasso.

Antes de perder para o Novorizontino, o Santos foi batido por América-MG e Botafogo-SP. Com o resultado desta sexta-feira, o Peixe segue na terceira posição, com 15 pontos conquistados, mas pode sair do G4 pela primeira vez na competição.

Como Gallo vê o momento do Santos?

Além de pedir com as armadilhas do campeonato, Gallo usou alguns números para explicar a falta de sorte do Santos nos últimos compromissos.

— A gente não pode cair nas pequenas armadilhas do sucesso, tampouco nas pequenas armadilhas dos fracassos. É um processo. Para chegar ao propósito que almejamos, temos que passar pelo processo. Nenhuma conquista nunca foi fácil. A gente sabia que não seria essa, que a gente espera seguir dentro dessa competição buscando sempre o objetivo. Evidentemente que três derrotas com um grande clube, com uma camisa desse tamanho como a do Santos, choca bastante porque montamos um elenco para estar sempre na frente. Sempre entre os primeiros, como estivemos nas oito primeiras rodadas — começou a discursar o dirigente.

— A expectativa é de seguir trabalhando de uma maneira bem sábia. Não existe outra coisa. O trabalho faz com que a recuperação venha. Montamos um elenco a contento para ser um diferencial dentro dessa competição. Jogamos para isso. A partida que perdemos para o Botafogo-SP nós comandamos o tempo todo. O que aconteceu foi do futebol. Você cria 23 finalizações, com nove no alvo, contra nove do adversário e quatro no alvo. Ele faz dois gols e você não consegue marcar. Essas máximas acontecem no futebol. Agora é momento de equilíbrio. Ouvir bastante, trabalhar o máximo para retomarmos o bom futebol. Também não vamos cair na armadilha de um pequeno mau momento que está acontecendo — continuou Gallo.

As contratações do Santos não foram boas?

A derrota para o Novorizontino fez com que os torcedores do Santos presente no estádio protestassem contra o atual elenco e cobrassem a chegada de novos jogadores.

Questionado sobre os atletas que desembarcaram na Vila Belmiro após o Campeonato Paulista, Gallo comentou que é preciso ter paciência com o processo de adaptação de Patrick e Serginho, por exemplo, que ainda não conseguiram ter uma sequência.

— Tudo demanda tempo. Não existe imediatismo no futebol. Podemos levantar uma quantidade de atletas inúmeros que chegaram e demandaram tempo para se adaptar à cidade, ao time, aos companheiros, ao posicionamento físico deles. Isso tudo acontece. E acontece com os nossos jogadores também. Esse imediatismo não levamos em consideração. Nós temos bastante consciência dos atletas que trouxemos, confiamos neles. E é claro que temos um plano para a próxima janela, uma janela importante para que a gente melhore, qualifique a equipe como todos os grandes clubes do Brasil vão fazer. O Santos não ficará de fora — completou o dirigente do Peixe.

Foto de Bruno Lima

Bruno Lima

Jornalista pela UniSantos com passagem pelo Jornal A Tribuna de Santos. Já trabalhou na cobertura de jogos da Libertadores e das Eliminatórias Sul-Americanas no Brasil e no Exterior. Na Trivela, é setorista do Santos.
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