Brasil

Antes fosse só a lateral: Serginho, ex-Milan e São Paulo, vê muitos pontos fracos na Seleção

O ex-lateral do São Paulo e do Milan comentou sobre o momento político da CBF e a incerteza sobre o nome do novo treinador

Apesar de ter sido um dos grandes brasileiros a atuar em sua posição, o ex-lateral esquerdo Serginho nunca foi protagonista na Seleção Brasileira, já que o seu grande concorrente na época era Roberto Carlos.

Mesmo chegando após o período de ouro do São Paulo nos anos 90, em que o time dirigido por Telê Santana ganhou dois títulos de Libertadores e Mundial de Clubes, ele se tornou um nome bastante relevante da história do clube, antes de ser negociado com o Milan, onde jogou de 1999 a 2008. Ele estará em campo na reedição da final do Mundial de 1993, que será disputada como partida comemorativa, neste sábado (16), no estádio do Morumbi.

Antes abundância, agora seca: a lateral-esquerda na Seleção

Anos depois, o Brasil vive um momento de “seca” na função do ídolo dos são paulinos. A lateral-esquerda é vista hoje como o grande problema da Amarelinha. Em entrevista coletiva anterior ao jogo comemorativo, Serginho comentou sobre a carência na posição, apontando que o lado direito também não está em seus melhores dias.

– A lateral-esquerda passa por um momento difícil. Mas não vejo somente a lateral-esquerda, vejo vários pontos fracos dentro da nossa seleção. E hoje, a lateral- esquerda é uma das posições mais carentes. Mas a direita também. A gente vem passando por um momento que não encontramos nenhum Cafu. Mas acredito que o mais breve possível vamos encontrar novamente.

Serginho acredita que esse período é algo normal em qualquer grande seleção, sendo necessária uma transição – que o time está vivendo hoje. Porém, na visão dele, passar por esse processo está ainda mais complicado pela falta de certeza sobre o novo treinador e o momento político da CBF.

Para Serginho, complicações vão além das laterais na Seleção

– A gente vem passando por um momento complicado, até mesmo no fator treinador. Você vê aí o Carlo Ancelotti. Vem? Não vem? É complicado, tudo fica mais difícil para você ter um ponto de partida. […] Acho que tem um problema político na CBF neste momento de transição (também). 

Vale lembrar que, oficialmente, a seleção brasileira está sem um comandante fixo desde a saída de Tite, após a Copa do Mundo de 2022, no Catar. O presidente da CBF Ednaldo Rodrigues vinha relatando em entrevistas que Ancelotti viria, mas o treinador do Real Madrid mantém seu discurso de que seu contrato com a equipe espanhola segue normalmente.

Ednaldo, inclusive, foi destituído da presidência recentemente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), pois o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado no ano passado, durante as eleições para a presidência da entidade, foi considerado inválido pela Justiça.

Apesar de tudo, para Serginho, Seleção passará pelo momento ruim

Apesar dos imbróglios vividos na seleção atualmente, Serginho vê o futuro com positividade e acredita que a equipe vai “encontrar um caminho”.

– Acredito que toda seleção passa por isso. Vai chegar o momento em que a seleção brasileira vai se reencontrar. Nós somos uma das seleções mais importantes no futebol mundial e acredito que muito em breve vamos encontrar um novo caminho.

Foto de Maria Tereza Santos

Maria Tereza Santos

Me formei em Jornalismo pela PUC-SP em 2020. Antes de escrever para a PL Brasil, fui editora na ESPN e repórter na Veja Saúde, Folha de S.Paulo e Superesportes.
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