Seleção: Os vários perdedores e os poucos vencedores na derrota para França
Luiz Henrique é a maior notícia do Brasil e dois novatos na defesa são pontos negativos
O maior teste da era Carlo Ancelotti na seleção brasileira até aqui terminou de forma trágica. Nesta quinta-feira (26), a França venceu o Brasil por 2 a 1, mesmo atuando por quase todo o segundo tempo com um jogador a menos.
Foi realmente uma atuação abaixo do lado brasileiro, postado para atuar no contra-ataque na etapa inicial e, quando estava melhor na segunda parte, sofreu o segundo gol já após a expulsão de Dayot Upamecano, o que foi um balde de água fria no bom momento.
A derrota dolorida tem muitos “perdedores” pensando na lista final da Copa do Mundo de 2026, apesar de ainda ter outro amistoso nos próximos dias, e alguns poucos vencedores.
Os vencedores da seleção brasileira na derrota para a França
Luiz Henrique melhorou a seleção brasileira
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Ao substituir Raphinha — com dores na coxa — no intervalo do jogo, Luiz Henrique conseguiu tornar o Brasil mais incisivo e ser o único jogador fisicamente pronto para vencer os duelos mano a mano com os franceses.
Só nos primeiros dez minutos em campo foram três jogadas do jogador do Zenit que não aconteceram em todo o primeiro tempo — é verdade que, nos primeiros 45 minutos, o Brasil teve um jogo bem menos com a bola e mais talhado para os contra-ataques.
O ponta canhoto, logo no primeiro minuto, colocou Theo Hernández para dançar, invadiu a área e deu para Gabriel Martinelli, que serviu Casemiro, mas o volante não conseguiu finalizar. Em outra jogada, de novo deixou o lateral-esquerdo para trás e finalizou colocado para a primeira defesa de Maignan no jogo. Ele deu o toque antes do lançamento de Andrey Santos para Wesley que culminou na expulsão francesa.
Após o gol, a Seleção sentiu demais e não conseguia imprimir o mesmo ritmo. LH acabou participando bem menos da partida, mas conseguiu brilhar nos poucos momentos que teve. Em falta cobrada na área e desviada por Casemiro na segunda trave, o atacante tocou de volta para o meio da confusão e Bremer diminuiu a derrota.
Antes dos acréscimos, Luiz Henrique ainda apareceu na ponta esquerda para deixar um no chão e cruzar para Bremer, que, dessa vez, errou o chute.
O atleta de 25 anos deu um recado daqueles em posição superconcorrida, tendo Endrick e Rayan como opções no banco de reservas — além de Estêvão, titular, mas fora da convocação, e Antony, que não deve ir para a Copa.
Wesley, apesar de adversários complexos, teve boa atuação
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Um dos receios da Seleção na prévia do jogo era ver Wesley, lateral-direito mais conhecido por seu jogo ofensivo do que defensivo, sendo atacado em seu lado por Kylian Mbappé, Hugo Ekitiké e Hernández.
O jogador de 22 anos perdeu alguns duelos, ganhou outros e, no fim, dá para dizer que conseguiu ir bem enfrentando alguns dos melhores do mundo.
Muito preso junto aos zagueiros, o ex-Flamengo, em alguns raros momentos, também conseguiu subir até a linha de fundo, como fez no lance que deveria ter feito a seleção brasileira ao mesmo empatar, mas a expulsão não mudou a vitória francesa.
Wesley ganha pontos para ser o titular na Copa caso Éder Militão não esteja 100% saudável. Danilo, do Flamengo, é uma opção mais defensiva para a mesma função.
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Os perdedores
Ederson
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Claro que Vinicius Júnior, Matheus Cunha, Casemiro e Raphinha não tiveram boas atuações. Mas eles provavelmente serão titulares de qualquer forma no Mundial. Ou seja, não perderam nada. Quem saiu menor na partida foram dois defensores. Ederson, um deles.
O goleiro do Fenerbahçe, só titular pela lesão de Alisson, era dúvida real pela disputa com Bento, em alta no Al-Nassr. Ganhou a chance, mas teve uma exibição ruim até em sua maior valência, a saída de jogo, entregando a bola pelo chão e pelo alto a partir da pressão francesa.
Ederson não falhou nos dois gols franceses, porém, vale questionar como foi facilmente batido em duas cavadinhas.
Como os problemas físicos do arqueiro do Liverpool são recorrentes, a posição de dono do gol pode se ver aberta em junho. Ederson sai menor nessa disputa.
Léo Pereira
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Não apenas por perder na velocidade para o Mbappé no primeiro gol, o que é até normal, mas o zagueiro do Flamengo não conseguiu replicar o nível que tem no futebol brasileiro. No começo desse mesmo lance, Léo Pereira deu uma “pedrada” no pé de Andrey, que precisou se virar e tocou para Casemiro, desarmado em tentativa de giro antes da assistência de Dembélé.
O zagueiro parece ter sentido o peso do jogo e não arriscou tantos passes ousados como faz. Um exemplo de sua fala de confiança veio no ataque. A bola sobrou na área em uma falha na saída de bola e ele errou um passe fácil que poderia ter empatado a partida.
Léo disputa um dos setores mais difíceis da Seleção. Com Gabriel Magalhães e Marquinhos como titulares, Bremer conseguindo deixar uma boa impressão no final do jogo, Militão e Danilo quase que como certezas na lista final da Copa, o defensor pode se complicar,
Claro que ainda há um segundo jogo, com a Croácia, para a próxima terça (31), que pode reverter o cenário dos perdedores — dar mais motivos para criticá-los.