Matheus Cunha mantém retorno à ‘função raiz’ na Seleção e reforça discurso: ‘Sempre fui’
Jogador do Manchester United se consolida e será presença certa na Copa do Mundo de 2026 com o Brasil
A seleção brasileira venceu a Croácia por 3 a 1 na última terça-feira (31), com vários destaques. Primeiro com Vinicius Júnior e Danilo Santos, decisivos no primeiro gol, depois Endrick e Igor Thiago, a dupla que construiu o segundo e terceiro tento. Os holofotes ficaram nesses nomes, mas bem que poderiam estar também em Matheus Cunha.
O jogador do Manchester United surpreendeu em seu posicionamento. Quando o Brasil tinha a bola, ele se posicionava como um meio-campista à esquerda no esquema 4-3-3, à frente de Casemiro e alinhado com Danilo.
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Não é necessariamente uma novidade, afinal, o “4-2-4” que tanto se fala na Seleção de Carlo Ancelotti sempre tinha Cunha com muita liberdade para flutuar, atuando praticamente como um camisa 10 em vários momentos. Dessa vez, o atacante fez um papel ainda mais recuado.
Foi dessa região que, em contra-ataque após escanteio croata, encontrou um lindo lançamento em profundidade para Vini Jr antes do primeiro gol do dia aos 46 minutos do primeiro tempo.
Inclusive, Matheus chamou atenção por estar sempre próximo do atacante do Real Madrid, evitando deixar o ponta isolado e com muitos marcadores. Nesse posicionamento no bico da área, finalizou três vezes, duas com passes de Vinicius, e uma delas foi uma batida colocada quase perfeita que exigiu defesaça de Dominik Livakovic.
Em outros momentos, atacou o espaço entre zagueiro e ala para que o camisa 10 pudesse ficar no mano a mano.
Números ofensivos de Matheus Cunha contra a Croácia
- 38 ações com bola
- 3 finalizações
- 1 drible certo
- 23 passes certos de 24 tentados
- 1 grande chance criada
Fonte: “SofaScore”
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Matheus Cunha também teve papel defensivo importante em Brasil x Croácia
O posicionamento de Cunha com a posse de bola também era uma forma de “facilitar” o seu papel sem ela. O jogador de 26 anos fazia a recomposição como meia esquerdo em um 4-4-2, mesma função que tem no Manchester United.
A ideia era poupar Vinicius Júnior, o ponta esquerda no momento ofensivo, que fechava como dupla de ataque de João Pedro por dentro na fase defensiva. O atacante do Real Madrid tem tido uma queda na dedicação sem bola nos últimos anos, compensada pela intensidade e entrega de Cunha pelo lado na partida com os croatas.
Números defensivos de Cunha
- 1 desarme
- 4 recuperações de bola
- 3 duelos pelo chão ganhos
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Jogador da seleção brasileira defendeu que ‘sempre foi meia’
Enquanto é ponta esquerda com liberdade para flutuar para dentro no United, Cunha tem sido um típico meia desde que se firmou com Ancelotti, logo na segunda partida do italiano na seleção brasileira, vitória por 1 a 0 sobre o Paraguai com assistência dele. O atacante/meia contou sua mudança de posição em entrevista à “CazeTV”.
— Desde pequeno sou meia. Sempre fui no Coritiba [onde fui revelado]. Chegou um momento em que eu estava magro demais e cresci, “espichei”, fiquei gigantesco. Os caras olhavam para mim e falavam: ‘Você está muito grande, fica lá [no ataque]’. Comecei a fazer gol. ‘Vai ficando’ — revelou, aos risos.
— No Sion [clube suíço que atuou após o Coxa] fiz 10 gols em três meses. [Depois fui para] seleção olímpica, campeão, como atacante. Atlético de Madrid, atacante. Esqueceu. ‘Matheus Cunha virou nove’. [Hoje] o pessoal fala ‘Matheus virou meia’. Não, não, eu voltei para virar o que eu sempre fui.
— Isso me ajudou muito a conseguir jogar em outras posições e ter o entendimento de jogo de outras funções. Eu sinto hoje que sou um jogador muito mais completo e versátil por tudo isso — finalizou.
A poucos meses da Copa do Mundo de 2026, o que se sabe é que Matheus Cunha estará na lista final da seleção brasileira, divulgada em 18 de maio, e tem tudo para ser um dos pilares na busca do hexa mundial.