Quebra do tabu do São Paulo tem bicho, provocações a Luciano em Itaquera e elenco blindado para Supercopa
Diretoria do São Paulo pagará bonificação aos jogadores por vitória sobre o Corinthians em Itaquera
Minutos após a primeira vitória do São Paulo sobre o Corinthians em Itaquera na história, o vestiário dos visitantes da Neo Química Arena mais parecia o MorumBIS. Ali, os jogadores cantavam e pulavam como torcedores – e junto com o presidente Julio Casares – para festejar a quebra de um tabu de quase dez anos, e exatos 19 Majestosos na casa do rival.
Um breve e merecido momento de euforia com o aval (e o incentivo) do técnico Thiago Carpini. E também da diretoria. Além de eternizar seus nomes no Tricolor com um feito até então inédito, os jogadores ainda garantiram um bônus – o popular “bicho” – pelo resultado na partida desta terça-feira (30), pela quarta rodada do Campeonato Paulista.
A euforia, porém, não passa desta noite. Ainda no vestiário em Itaquera, o treinador já tomou a palavra para alertar o elenco de que este era apenas o início de uma semana decisiva para o clube – e para ele próprio. Em meio à festa pela quebra de tabu, o São Paulo já começou a blindagem de seu elenco para a decisão da Supercopa do Brasil contra o Palmeiras no próximo domingo (4), às 16h (horário de Brasília), no Mineirão.
Após a partida, quase todos os jogadores pararam para atender a imprensa na zona mista. Foi o último momento de entrevistas até o domingo. O clube adotou uma espécie de “lei do silêncio” e vetou exclusivas ao longo da semana.
– A decisão do fim de semana vai ser muito difícil. É um momento também muito importante para o São Paulo. A gente começa ainda hoje a nos preparar. Nós enquanto comissão. Com algumas ideias para esse jogo, e a gente começa a se preparar no dia a dia, não só no momento da partida, então nada em excesso, né, a partir de amanhã vira a chave e esse jogo já ficou pra trás, a história pra contar, valorizar o momento, valorizar a invencibilidade, mas agora a gente tem uma batalha muito difícil pela frente e que nós podemos também seguir fazendo história, né, porque não tinha que trabalhar muito tanto que isso aconteça sabendo da dificuldade – afirma o técnico Thiago Carpini.
Diretoria paga bicho por quebra do tabu
Além dos jogadores, o presidente Julio Casares também concedeu entrevista na zona mista em Itaquera. E ele foi sincero ao revelar que a diretoria fez um acordo com os jogadores ainda antes do clássico para o pagamento de uma bonificação em caso de vitória e quebra de tabu. Trata-se de uma prática recorrente da atual gestão em negociações com elenco e até mesmo com os treinadores – foi o caso de Dorival Júnior, por exemplo.
– Teve um prêmio, um adicional bônus. Eles merecem. Eu não tenho vergonha de dizer. O incentivo às vezes é bom. O dirigente tem que sentir a hora que deve fazer. Não é uma regra, mas às vezes tem que ter. Esses caras trabalham muito, sofrem como a gente, tem família que sofre. A gente vem aqui, joga, joga, bate na trave, sai pênalti e o tabu continua. Hoje tiramos esse peso que tinha sobre a instituição. Eles merecem o que foi oferecido antes do jogo – ressalta o dirigente.
“Os jogadores comemoram. Eles merecem. Até hoje o final do dia é importante dar uma extravasada. Tiraram uma responsabilidade, um peso grande. Fizeram história. A primeira vitória do São Paulo aqui. Está na história, isso ninguém tira. Mas nada em excesso. Sem muita euforia” (Thiago Carpini)
? VAMOS, MEU TRICOLOR QUERIDO! ? #VamosSãoPaulo ?? pic.twitter.com/Fe1HHYq8X3
— São Paulo FC (@SaoPauloFC) January 31, 2024
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Luciano não brilhou, mas…
Dessa vez, Luciano não foi decisivo, muito menos comemorou um gol com chute na bandeira de escanteio. Mas ele não deixou de ser o alvo da torcida e até de alguns jogadores do Corinthians durante a partida. Ao menos, em suas palavras após o clássico. O camisa 10 afirmou que alguns atletas rivais estavam “pilhados” e apelaram para pontapés para tentar marcá-lo. Ele ainda disse que foi atingido por cusparadas da torcida.
– Só não sei o que fiz para alguns (jogadores), porque os caras estavam muito pilhados hoje. Até brinquei com alguns que estavam muito nervosos, me batendo, procurando confusão. Mas, hoje eu estava com a cabeça no lugar, tranquilo, e evitei isso. Cuspiram (em mim), mas isso aí eu nem ligo, não. Faz parte do jogo. Acho que no estádio deles, eles se incomodam muito, mas faz parte do jogo – afirmou o camisa 10.
Próximos jogos do São Paulo
- Palmeiras x São Paulo – Supercopa do Brasil – domingo, 04 de fevereiro, 16h00 (horário de Brasília)
- São Paulo x Água Santa – Campeonato Paulista – quarta-feira, 07 de fevereiro, 21h35 (horário de Brasília)
- Ponte Preta x Corinthians – Campeonato Paulista – sábado, 10 de fevereiro, 18h00 (horário de Brasília)



