Carpini já faz história pelo São Paulo com quebra de tabu em Itaquera e nem por isso muda o seu tom
Treinador conquista vitória inédita em Itaquera e prefere dividir méritos com seus antecessores no cargo
Thiago Carpini fez sua estreia em um Majestoso nesta terça-feira (30), e aos 39 anos já alcançou um feito inédito que outros 12 técnicos não conseguiram pelo São Paulo. O treinador comandou o Tricolor em sua primeira vitória sobre o Corinthians na Neo Química Arena na história. O tabu de quase dez anos e exatos 19 clássicos foi exorcizado com um 2 a 1 construído ao natural, em duelo válido pela quarta rodada do Campeonato Paulista.
São apenas quatro jogos, menos de um mês de clube e uma marca inédita já alcançada. E nem por isso, o treinador muda o seu tom ponderado e centrado durante a entrevista coletiva em Itaquera. O treinador se permitiu comemorar, claro, mas apenas até o próximo dia. Seu discurso sempre com a ressalva de que este é apenas o início de uma semana decisiva para o São Paulo.
No próximo domingo (4), às 16h (horário de Brasília), a equipe tem novo clássico pela frente. E trata-se de um Choque-Rei que vale taça. O Tricolor enfrenta o Palmeiras no Mineirão no duelo decisivo pela Supercopa do Brasil.
“Os jogadores comemoram. Eles merecem. Até hoje o final do dia é importante dar uma extravasada. Tiraram uma responsabilidade, um peso grande. Fizeram história. A primeira vitória do São Paulo aqui. Está na história, isso ninguém tira. Mas nada em excesso. Sem muita euforia” (Thiago Carpini)
– A decisão do fim de semana vai ser muito difícil. É um momento também muito importante para o São Paulo. A gente começa ainda hoje a nos preparar. Nós enquanto comissão. Com algumas ideias para esse jogo, e a gente começa a se preparar no dia a dia, não só no momento da partida, então nada em excesso, né, a partir de amanhã vira a chave e esse jogo já ficou pra trás, a história pra contar, valorizar o momento, valorizar a invencibilidade, mas agora a gente tem uma batalha muito difícil pela frente e que nós podemos também seguir fazendo história, né, porque não tinha que trabalhar muito tanto que isso aconteça sabendo da dificuldade.
Carpini divide méritos de quebra do tabu
Carpini tanto não muda o seu tom tranquilo, que ele fez questão de dividir os méritos da vitória em Itaquera com os outros treinadores que passaram pelo clube durante o período do tabu. Especialmente com Muricy Ramalho, seu coordenador técnico no São Paulo, e Dorival Júnior, seu antecessor no cargo e que deixou o legado com o qual ele trabalha neste início de trajetória.
– Em relação ao tabu, em algum momento ele iria acontecer, eu acho que não sou melhor e pior do que nenhum deles, com certeza esses caras viveram muito mais. O Muricy é um cara que eu tenho oportunidade de conviver com ele, e procuro extrair o máximo de todo o seu conhecimento, eu gosto muito de ouvir as pessoas, ele é um cara vitoriosíssimo, é muito importante ter ele no meu lado, em algum momento iria acontecer, natural, que bom que foi na minha vez, o mérito maior desses atletas do útil, do comprometimento desses caras, um trabalho também, uma boa herança, o trabalho do Dorival, eu não me canso de citar o trabalho anterior, porque a gente vem no processo onde as coisas vinham acontecendo de uma maneira positiva, e isso também não vou negar que facilita o meu trabalho – ressalta o comandante.
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Vitória reforça lado mental para decisão no domingo
Ainda no vestiário da Neo Química Arena, o treinador primeiro deixou o grupo comemorar a vitória. Depois, já assumiu a palavra para falar do duelo seguinte, com o Palmeiras. Isso, porque ele entende que os dois jogos estão entrelaçados. De acordo com Carpini, a vitória em Itaquera tem reflexos diretos no que vem pela frente.
– Não tem como separar. As três primeiras rodadas foram importantes para a gente chegar nesse jogo. E as quatro primeiras rodadas, uma que era de tabu, isso tem um aspecto muito positivo. Claro que a hora que começa o jogo isso não vai influenciar nada. Mas chegar num momento bom, num momento onde o São Paulo navega mais tranquilamente, sem dúvida, é muito positivo. Eu preferia sempre que fosse assim, como eu falei, que não seja demais, que essa calmaria também não nos atrapalhe. Calmaria no bom sentido. Então, é importante sim. O jogo está atrelado ao outro. É uma construção de ideias, é uma evolução, uma continuidade. Então não tem como dizer que o nosso momento para decisão é um momento positivo, assim como é do adversário também, que vem ganhando tudo há muito tempo – assegura.
Boooaaaa, professor!!!
“Vamos por mais!” ?#VamosSãoPaulo ?? pic.twitter.com/7fbEcOpJFK
— São Paulo FC (@SaoPauloFC) January 31, 2024
Lucas e Rafinha não preocupam, e James ainda é dúvida
O técnico ainda aproveitou sua entrevista coletiva para tranquilizar a torcida sobre as situações de Lucas Moura e Rafinha. Ambos foram substituídos no intervalo, mas não preocupam para o duelo com o Palmeiras. Especialmente o camisa 7, que aparentou sentir incômodos na perna durante a primeira etapa.
– Não, não preocupam. Eu achei que o Lucas estava um pouco, talvez, inseguro em soltar um pouco mais. Então eu vi que no início ele estava meio apreensivo. Depois acho que acaba esquecendo um pouco da lesão. Acho que isso é involuntário do ser humano. Então era programado, já nesse controle de carga, 45 minutos o mesmo caso do Rafinha. O Rafinha suportou bem, o Lucas também terminou o jogo bem, tranquilo. Poderia ter ido um pouquinho mais – garantiu o técnico.

O caso de James Rodríguez, por sua vez, é diferente. O colombiano ainda não estreou na temporada e cumpre uma rotina de controle de carga nos treinamentos. Ele já foi integrado ao elenco nos trabalhos do dia a dia, mas tem status de dúvida.
– Eu não posso te afirmar se ele já está condicionado para participar do elenco que viaja para Belo Horizonte, mas essa semana ele já treinou com o grupo. Já veio se sentindo melhor em relação ao controle de carga, ele está muito próximo de todos. Agora vai muito mais do feedback do atleta, então a gente precisa respeitar isso em relação a parte clínica, física e a técnica. Talvez ele precise de jogo para atingir o seu melhor momento, mas a gente precisa respeitar o momento onde o James se sinta seguro para atuar – afirma o treinador.
Próximos jogos do São Paulo
- Palmeiras x São Paulo – Supercopa do Brasil – domingo, 04 de fevereiro, 16h00 (horário de Brasília)
- São Paulo x Água Santa – Campeonato Paulista – quarta-feira, 07 de fevereiro, 21h35 (horário de Brasília)
- Ponte Preta x Corinthians – Campeonato Paulista – sábado, 10 de fevereiro, 18h00 (horário de Brasília)



