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Duelo contra a Inter de Limeira pode ditar os rumos do Santos no mata-mata do Campeonato Paulista

Santos encara a Inter de Limeira, na Vila Belmiro, com chances de subir ou descer na classificação geral do Paulistão

Já classificado para as quartas de final do Campeonato Paulista, o Santos encerra a primeira fase da competição às 18 horas (horário de Brasília) deste sábado (9), na Vila Belmiro, diante da Inter de Limeira. Mas se engana aquele que imagina o confronto como um simples cumprimento de tabela. Apesar de improvável, o Peixe ainda pode terminar essa etapa do Estadual na liderança geral. Por outro lado, também corre o risco de ser ultrapassado e perder a vice-liderança para o Red Bull Bragantino.

O Santos lidera o Grupo A do Paulistão com 22 pontos e não pode ser mais alcançado pela Portuguesa, que tem 10, e será o adversário do Alvinegro nas quartas de final. Esse confronto terá mando de campo do Peixe e a diretoria estuda se irá realizar o duelo eliminatório na Vila Belmiro ou na Neo Química Arena.

Do que o Santos precisa para ser o líder geral?

A 12ª rodada começa com o Palmeiras na primeira colocação geral do Paulistão. Os comandados de Abel Ferreira têm 25 pontos conquistados por meio de sete vitórias, nove gols de saldo e 19 gols marcados – depois da pontuação, esses são os três primeiros itens a serem levados em consideração no critério de desempate.

O Santos, por sua vez, além dos 22 pontos, tem sete vitórias, seis gols de saldo e 15 gols marcados.

Para superar o Palmeiras, que enfrenta o Botafogo-SP, na Arena Barueri, sábado (9), às 18 horas (horário de Brasília), o Santos precisa vencer a Inter de Limeira e torcer para o Alviverde ser derrotado.

Neste cenário, o Peixe igualaria os 25 pontos do Palmeiras e assumiria a primeira colocação geral no número de vitórias (8×7).

Quais são os critérios de desempate do Paulistão?

  • a) Maior número de vitórias;
  • b) Maior saldo de gols;
  • c) Maior número de gols marcados;
  • d) Menor número de cartões vermelhos recebidos;
  • e) Menor número de cartões amarelos recebidos;
  • f) Sorteio público na sede da FPF.

Por que a liderança geral do Santos é improvável?

Ocorre que um empate diante do Botafogo-SP, que não tem mais chance de classificação, tampouco de rebaixamento, já serve para o time de Abel Ferreira.

Vale lembrar que o Palmeiras é a única equipe do campeonato que não perdeu. Além das sete vitórias, o Alviverde acumula quatro empates.

Em todo caso, matematicamente há motivos para acreditar na liderança geral que não é conquistada desde 2014.

Como o Red Bull Bragantino pode ultrapassar o Santos?

Além de mirar a liderança geral, o Santos também precisa olhar para um time que vem na sua cola para não perder o direito de jogar uma possível semifinal em casa. E esse direito é o que busca Red Bull Bragantino nesta última rodada da primeira fase.

Apesar de também já estar classificado e com a primeira colocação do Grupo C assegurada, o Red Bull Bragantino sonha com a vice-liderança geral. Para isso, o time de Bragança Paulista precisa vencer o Guarani, ameaçado de rebaixamento, em Campinas, e torcer por um empate ou uma derrota do Santos contra a Inter Limeira.

Se isso ocorrer, o time de Pedro Caixinha ultrapassa o Peixe no número de pontos. E só a vitória interessa ao Red Bull Bragantino. Qualquer outro resultado mantém o Peixe à frente do Massa Bruta, ainda que seja nos critérios de desempate.

Por que São Paulo e Novorizontino não ameaçam o Santos?

Na briga pela classificação no Grupo D, o São Paulo tem 19 pontos e divide a liderança da chave com o Novorizontino. Apesar de ambos terem chances de chegar aos mesmos 22 pontos do Santos, eles não são uma ameaça para o Peixe por conta do número de vitórias.

São Paulo e Novorizontino, que concorrem pela classificação na chave com o São Bernardo, que tem 18 pontos, acumulam cinco triunfos, cada, e não têm mais condições de chegar às sete vitórias já obtidas pelo Peixe.

Foto de Bruno Lima

Bruno Lima

Bruno Lima nasceu em Santos (SP) e se formou em Jornalismo na Universidade Católica de Santos (UniSantos) em 2010. Antes de escrever para Trivela, passou por A Tribuna.
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