Santos tenta acordo contra transfer ban, mas Arouca não demonstra interesse
Diretoria quer quitar dívida pela compra de João Basso por meio de pagamento parcelado
Com receio de ser proibido pela Fifa de contratar novos jogadores por conta de dívidas, o Santos tenta convencer o Arouca, de Portugal, a receber 2,5 milhões de euros (R$ 16 milhões na cotação do dia) parceladamente. O valor é referente à compra do zagueiro João Basso, em 2023, que não foi quitada pelo Peixe.
A informação sobre a tentativa de acordo foi noticiada inicialmente por “A Tribuna de Santos”. De acordo com a publicação, a diretoria alvinegra está otimista para assinar o novo parcelamento nos próximos dias.
Apesar da confiança, os dirigentes do Arouca não compartilham da mesma opinião.
BEM-VINDO, JOÃO BASSO! ⚪⚫
— Santos FC (@SantosFC) July 31, 2023
O Santos FC fechou oficialmente nesta segunda-feira (31) a compra do zagueiro João Basso junto Arouca, de Portugal. O atleta de 26 anos chega para reforçar o sistema defensivo do Peixão e assinou contrato válido até o dia 31 de dezembro de 2026! pic.twitter.com/M2nL9bgcqv
Em contato com a Trivela neste sábado (14), um membro da alta cúpula do clube português descartou a possibilidade de fazer novas parcelas para o Santos honrar o compromisso.
— Não vai haver acordo –, disse o cartola do Arouca na condição de anonimato.
Arouca aguardou as parcelas do Santos por dois anos
Aparentemente, o clube português parece permanecer irredutível em relação a tratativas amigáveis com o Peixe. Logo após a condenação do Santos na Fifa, representantes do Arouca já demonstravam irritação com o Alvinegro, pois esperaram o pagamento parcelado por quase dois anos e não receberam.
João Basso desembarcou na Vila Belmiro em agosto de 2023, quando o Santos, ainda administrado pelo ex-presidente Andres Rueda, decidiu investir os mesmos 2,5 milhões de euros (pouco mais de R$ 13 milhões na cotação da época) com pagamentos em quatro parcelas.

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Como Santos e Arouca negociaram as parcelas?
Conforme o apurado pela Trivela na oportunidade, o negócio foi sacramentado com o pagamento de 500 mil euros (cerca de R$ 2,6 milhões) à vista, na assinatura do contrato, e mais três parcelas nas seguintes condições: a segunda, também no valor de 500 mil euros, para ser quitada em novembro de 2023, e as duas restantes, no valor de 750 mil euros (R$ 4 milhões) cada, para serem pagas em março e julho de 2024.
Ocorre que só a primeira foi respeitada. Diante da situação, o clube português se viu sem outra alternativa e ingressou com uma ação na entidade que comanda o futebol mundial e recebeu o posicionamento desejado.



