Brasil

Santos tenta acordo contra transfer ban, mas Arouca não demonstra interesse

Diretoria quer quitar dívida pela compra de João Basso por meio de pagamento parcelado

Com receio de ser proibido pela Fifa de contratar novos jogadores por conta de dívidas, o Santos tenta convencer o Arouca, de Portugal, a receber 2,5 milhões de euros (R$ 16 milhões na cotação do dia) parceladamente. O valor é referente à compra do zagueiro João Basso, em 2023, que não foi quitada pelo Peixe

A informação sobre a tentativa de acordo foi noticiada inicialmente por “A Tribuna de Santos”. De acordo com a publicação, a diretoria alvinegra está otimista para assinar o novo parcelamento nos próximos dias. 

Apesar da confiança, os dirigentes do Arouca não compartilham da mesma opinião. 

Em contato com a Trivela neste sábado (14), um membro da alta cúpula do clube português descartou a possibilidade de fazer novas parcelas para o Santos honrar o compromisso. 

— Não vai haver acordo –, disse o cartola do Arouca na condição de anonimato.   

Arouca aguardou as parcelas do Santos por dois anos

Aparentemente, o clube português parece permanecer irredutível em relação a tratativas amigáveis com o Peixe. Logo após a condenação do Santos na Fifa, representantes do Arouca já demonstravam irritação com o Alvinegro, pois esperaram o pagamento parcelado por quase dois anos e não receberam. 

João Basso desembarcou na Vila Belmiro em agosto de 2023, quando o Santos, ainda administrado pelo ex-presidente Andres Rueda, decidiu investir os mesmos 2,5 milhões de euros (pouco mais de R$ 13 milhões na cotação da época) com pagamentos em quatro parcelas.

João Basso com a roupa de treino do Santos
O zagueiro João Basso tem contrato com o Santos até dezembro de 2026 (Foto: Gazeta Press)

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Como Santos e Arouca negociaram as parcelas?

Conforme o apurado pela Trivela na oportunidade, o negócio foi sacramentado com o pagamento de 500 mil euros (cerca de R$ 2,6 milhões) à vista, na assinatura do contrato, e mais três parcelas nas seguintes condições: a segunda, também no valor de 500 mil euros, para ser quitada em novembro de 2023, e as duas restantes, no valor de 750 mil euros (R$ 4 milhões) cada, para serem pagas em março e julho de 2024.

Ocorre que só a primeira foi respeitada. Diante da situação, o clube português se viu sem outra alternativa e ingressou com uma ação na entidade que comanda o futebol mundial e recebeu o posicionamento desejado.

Foto de Bruno Lima

Bruno LimaSetorista

Jornalista pela UniSantos com passagem pelo Jornal A Tribuna de Santos. Já trabalhou na cobertura de jogos da Libertadores e das Eliminatórias Sul-Americanas no Brasil e no Exterior. Na Trivela, é setorista do Santos.

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