Brasil

STJ forma maioria para Robinho cumprir pena por estupro no Brasil

Superior Tribunal de Justiça atendeu o pedido da justiça italiana e Robinho pode ser preso no Brasil por participação em estupro coletivo em Milão

Condenado na Itália por participação em um estupro coletivo, em 2013, Robinho teve, nesta quarta-feira (20), a sua sentença de prisão homologada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com isso, o ex-atacante pode cumprir a pena de nove anos em regime fechado que recebeu da justiça italiana em uma unidade prisional do Brasil. A análise por parte do STJ se fez necessária a pedido do país europeu, uma vez que as leis brasileiras não permitem a extradição dos seus cidadãos.

A homologação da prisão foi definida dos 15 ministros mais antigos do STJ, que compõem a Corte Especial do órgão. Robinho foi condenado na Itália, em 2017, e teve os recursos negados em todas as instâncias italianas. Porém, como já estava no Brasil na época da condenação, o ex-atleta se livrou da cadeia na Europa.

A partir de agora, o STJ irá definir uma data para que Robinho seja preso e comece a cumprir a sua pena. A cadeia onde o ex-jogador ficará encarcerado será determinada pela Justiça Federal.

A homologação da prisão é dada 21 dias depois de Robinho participar de um churrasco no CT Rei Pelé junto com jogadores, membros da comissão técnica e da diretoria do Santos.

Robinho tentou uma última defesa no domingo

Preocupado com a homologação da sua sentença nesta quarta-feira, Robinho tentou, no último domingo (17), se defender do crime cometido na Itália. Em entrevista a TV Record e, em seguida, por meio de um vídeo em suas redes sociais, o ex-jogador alegou ser inocente e afirmou ter sofrido racismo por parte da justiça italiana.

– Os que não fazem nada com esse tipo de ato (racismo) são os mesmos que me condenaram. Com certeza, se meu julgamento fosse para um italiano branco, seria diferente. Sem dúvidas, com a quantidade de provas que eu tenho, não seria condenado -, falou o ex-jogador do Santos, Real Madrid, Milan, Atlético-MG e Seleção Brasileira.

Estupro coletivo contra albanesa em boate

O crime pelo qual Robinho foi condenado, foi cometido em uma boate em Milão, em 2013, contra uma mulher albanesa. Na ocasião, o ex-jogador estava acompanhado dos amigos Rudney Gomes, Clayton Santos, Alexsandro da Silva, Fabio Galan e Ricardo Falcon, este último também condenado a prisão.

O restante do grupo também foi denunciado, mas não chegou a ser julgado pelas leis italianas porque deixou o país europeu durante as investigações e não foi notificado para a audiência preliminar, que aconteceu em março de 2016.

Apesar disso, a defesa da vítima ainda tem planos de mudar esse cenário e buscar a condenação de todos os envolvidos.

Conforme as investigações, o estupro coletivo ocorreu em um dos camarins da boate Sio Café, onde um dos amigos de Robinho fazia show com a sua banda de pagode.

Como parte das investigações do caso, a justiça italiana instalou um gravador no carro do ex-jogador e por meio deste recurso foi possível captar diversas conversas de Robinho com amigos e a mulher. Em alguns trechos o ex-atacante confessa a participação no crime, e isso contribuiu para a sua condenação.

Foto de Bruno Lima

Bruno Lima

Bruno Lima nasceu em Santos (SP) e se formou em Jornalismo na Universidade Católica de Santos (UniSantos) em 2010. Antes de escrever para Trivela, passou por A Tribuna.
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