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René Simões “perde” cargo na CBF e vai para o Vasco

René Simões sempre esteve nos planos do presidente do Vasco, Roberto Dinamite. Foram ao menos três consultas ao treinador nos últimos meses. Mas o cartola sempre bateu na trave. Na manhã desta terça-feira, no entanto, Dinamite finalmente apresentará o ex-diretor das categorias de base do São Paulo como diretor executivo para comandar o departamento de futebol ao lado de Ricardo Gomes.

As negociações se desenrolaram ao longo de novembro e chegaram a ser colocadas em dúvida com o avanço de outro clube, o Avaí, sobre o técnico. René Simões, inclusive, viajou até Florianópolis para participar de um seminário promovido pelo time catarinense e confirmou o convite para trabalhar na Ressacada numa função diferente, ainda no banco de reservas, mas fazendo a gestão de todo o futebol. O Atlético Goianiense, rebaixado, foi outra equipe a sondá-lo.

Não vinha de nenhum dos dois clubes, contudo, a principal ameaça ao sonho do presidente Roberto Dinamite. Ao mesmo tempo em que falava com o Vasco, René mantinha contato também com o então diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez, para assumir o comando das categorias de base da entidade. Ele receberia o cargo que se encontra vago desde a ida de Ney Franco para o São Paulo, em julho. Com a saída de Andrés, o interesse da entidade se perdeu.

Conforme revelado pelo blog, Andrés Sanchez havia sondado antes o ex-treinador cruzmaltino, Cristóvão Borges, para o posto. Na oportunidade, a relação conturbada do dirigente com o presidente da CBF, José Maria Marin, e seu vice e fiel escudeiro, Marco Polo del Nero, brecou um acordo.

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Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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