Brasil

A ligação de Diniz que fez Renato Augusto escolher o Fluminense para colocar seu nome na história do clube

Em apenas 10 minutos de negociação, Renato Augusto escolheu o Fluminense por Fernando Diniz, volta ao Rio de Janeiro e para voltar a levantar taças 

O Fluminense apresentou nesta quinta-feira seu maior reforço para a temporada de 2024. Criado no Flamengo e idolo do Corinthians, Renato Augusto volta ao Rio de Janeiro para defender os atuais campeões da América. Sua motivação, principalmente após ligação do técnico Fernando Diniz, é colocar seu nome na história do clube com títulos.

— Sempre quis saber como o Diniz chega no resultado final. Como ele pensa, como ele quer encontrar espaços. Tenho uma admiração mútua. Quando ele me ligou para falar de Fluminense, o que eu tinha de dúvida ele tirou na ligação.

Renato nunca escondeu sua admiração por Diniz. Em diversas entrevistas, elogiou o estilo de jogo e como gostaria de entender o processo. Depois de iniciar cursos de treinador para saber o outro lado da bola, o meia chega ao Fluminense também para realizar o desejo de trabalhar com o técnico.

— Vim de um clube onde eu já conhecia. Tinha esse receio. Conversei com ele e busquei mais informações com alguns amigos. Para saber de grupo, de ambiente. Perguntei como era o clube. Esse é um dos motivos de estar aqui hoje. Fiz curso para treinador, aprendi muito com outros e quero aprender com ele.

Além de trabalhar com Fernando Diniz, Renato Augusto quer colocar o nome na história do Fluminense. E para isso, acredita que precisa voltar a conquistar títulos.

— Sempre acreditei que, para colocar seu nome na história do clube, você tem que conquistar títulos. (O Fluminense) já vem conquistando. São jogadores acostumados a ganhar. Chego numa situação diferente, de não ter responsabilidade de tudo, de ajudar os mais jovens e mais experientes. Forma diferente de jogo, muitas coisas que tenho que me adaptar e crescer.

Dos títulos no futsal ao retorno ao Fluminense

Ele já sabe o que é isso ao menos pelo futsal. Foi na categoria mirim (até 13 anos), que o então ala, com a camisa 10 às costas, conquistou o bicampeonato carioca no Flu. A história durou pouco e Renato acabou criado no Flamengo. Mas a lembrança ficou na sua cabeça.

— Futsal me deu muita coisa, a forma de pensar, o jogo rápido. Passes curtos. Sou muito grato ao futebol. Escrevi uma história bonita no futsal. Agora vai ser uma continuação de um momento que tive um tempo atrás. O Fluminense não conquistava o mirim há muito tempo. Fomos bicampeões consecutivos, em 1999 e 2000. Foram anos especiais. Para você ficar marcado, você tem que conquistar títulos. Espero conquistar mais títulos, já começando pelo Carioca.

Vinte e quatro anos depois, o meia volta ao Fluminense em um outro momento. Já em um grupo vencedor, repete história que construiu no Corinthians, em que chegou ao clube após o título inédito da Libertadores dos paulistas.

— Espero que siga esse caminho, ganhe a Recopa como ganhei lá, espero continuar a trajetória. Você chegar em um time que acabou de ser campeão, com confiança e astral elevado ajuda, mas ao mesmo tempo tem uma responsabilidade grande de chegar ao atual campeão. O trabalho é dobrado — opinou.

Por Diniz, Renato Augusto acredita que pode jogar com Ganso no Fluminense

Questionado se jogaria ao lado de Ganso no meio-campo do Fluminense, Renato Augusto não pestanejou. Além de chamar o camisa 10 da equipe de craque, o novo reforço colocou em Fernando Diniz a responsabilidade de escalar a equipe com os dois em campo.

— Ganso é craque, um jogador que admiro bastante. Já passei por situações assim na carreira, onde dizem que o Renato não pode jogador com Jadson, com não sei quem, e acabava que todo mundo jogava e dava certo. Isso cabe ao Diniz, ele vai saber usar na hora certa, em alguns momentos um joga e o outro não, em outros os dois jogam juntos. Importante é ele ter opções em um calendário violento como o nosso, se não tiver, acaba deixando competições de lado. Acredito que o elenco que te dá títulos — opinou.

Foto de Caio Blois

Caio Blois

Caio Blois nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e se formou em Jornalismo na UFRJ em 2017. É pós-graduado em Comunicação e cursa mestrado em Gestão do Desporto na Universidade de Lisboa. Antes de escrever para Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.
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