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Relembre 10 nomes que a Série C apresentou ao Brasil

Se nem sempre é um primor em termos de qualidade dos gramados ou organização, a Série C do Campeonato Brasileiro oferece boas oportunidades para jogadores que querem crescer na carreira. O nível técnico menos exigente acaba às vezes ajudando na progressão técnica dos atletas que, em contrapartida, possuem mais tempos de jogo. A prova disso são os nomes que surgiram nos últimos anos no torneio.

Jogadores como David Luiz, campeão da Liga dos Campeões com o Chelsea e Wallyson, artilheiro da última Copa Libertadores, se destacaram por lá antes de evoluir na carreira. Roger, do Fluminense, começou a fazer ali sua fama. Confira, na lista preparada pela Trivela, esses e outros nomes:

Lucas (Botafogo-SP) – 1996

Vice-campeão da Série C de 1996, o Botafogo de Ribeirão Preto tinha em seu time titular um atacante de 17 anos que logo se tornaria conhecido em todo o país. Após aquele campeonato, Lucas se transferiu para o Atlético Paranaense e se destacou a ponto de disputar os Jogos Olímpicos de 2000 pela seleção brasileira. Nos anos seguintes, passou pelo Rennes e teve discretas voltas ao Brasil por Corinthians e Cruzeiro antes de virar ídolo no Japão. Atualmente está no FC Toquio.

Robson Ponte (Juventus-SP) – 1997

Na última vez em que o Juventus conseguiu o acesso para a Série B, revelou um atacante que ficou pouco conhecido no Brasil, mas teve uma carreira importante na Alemanha. Robson Ponte, que tinha 21 anos na época, já mostrava a velocidade e o talento que fizeram com que o Bayer Leverkusen o contratasse junto ao Guarani dois anos depois. Nos Aspirinas, ficou por seis anos e foi vice-campeão da Liga dos Campeões em 2001/02.

Kléber Pereira (Moto Club-MA) – 1998

Campeão brasileiro pelo Atlético Paranaense em 2001, Kléber Pereira começou a chamar a atenção do Brasil em 1998, quando, aos 23 anos, foi artilheiro da Série C pelo Moto Club-MA. Os motenses não passaram da terceira fase da competição, mas conseguiram fazer um bom dinheiro (cerca de R$ 800 mil, valor que pagava praticamente toda a folha salarial anual do time) com a venda dele para o Furacão no ano seguinte.

Roger (Fluminense-RJ) – 1999

O Fluminense estava no fundo do poço em 1999 quando disputou a Série C e precisou apostar na molecada. Um desses jovens era Roger, então com 21 anos, que fez gols decisivos no quadrangular final e chegou a ser comparado a Maradona por Carlos Alberto Parreira, então técnico tricolor. Nos anos seguintes, Roger cresceu na carreira e se tornou ainda mais ídolo da torcida tricolor.

Tcheco (Malutrom-PR) – 2000

Revelado no Paraná Clube, Tcheco não teve muitas chances por lá e acabou dispensado. Mas no módulo branco da Copa João Havelange de 2000, ele despontou pelo Malutrom e a partir dali sua carreira deslanchou. Contratado pelo Coritiba em 2002, logo virou ídolo da torcida e, após passagem apagada pelo Santos, voltou a brilhar no Grêmio, onde foi vice-campeão da Copa Libertadores de 2007.

Artur (Etti Jundiaí-SP) – 2002

Titular do Benfica durante toda a temporada 2011/12, Artur foi um dos principais nomes do Etti Jundiaí na campanha do título da Série C de 2001. Ao lado de nomes como Marcinho, ex-Corinthians, Maurinho, ex-Santos, e Nenê, do Paris Saint-Germain (era reserva na campanha), formou uma das grandes gerações da história do clube, com bom desempenho também no Rio-São Paulo do ano seguinte.

Rodrigo Tabata (Campinense-PB) – 2003

O Campinense chegou ao quadrangular final da Série C de 2003. Ficou na última colocação, mas contava com Rodrigo Tabata, meia que se destacava pela velocidade e precisão nas bolas paradas. De Campina Grande, Tabata foi para o Goiás, e posteriormente para o Santos, onde foi bicampeão paulista em 2006 e 2007. Atualmente, está no Al Rayan, do Catar.

Naldo, Ederson e Thiago Silva (RS Futebol-RS) – 2003

Fundado em 2001, o RS Futebol era comandado por Paulo César Carpegiani e tinha Rodrigo Caetano como diretor executivo. A ascensão foi rápida, culminando com a quinta colocação na Série C de 2003. No time, que foi eliminado pelo campeão Ituano, figuravam três nomes que chegaram à seleção brasileira: o meia Ederson, então com 17 anos, vestia a camisa 10, e a dupla de zaga era formada por Naldo, então com 21 anos, e Thiago Silva, 19. Uma parede para os adversários.

David Luiz (Vitória-BA) – 2006

Após sofrer dois rebaixamentos seguidos, o Vitória apostou na base para retomar espaço no cenário nacional. Um dos destaques da campanha do título da Série C de 2006 era David Luiz, então com 19 anos. Com atuações extremamente seguras e esbanjando categoria, o zagueirão fazia trio com Wallace, hoje no Corinthians, e Sandro, ex-Botafogo. Anderson Martins era reserva daquele time, que ainda contava com o hoje gremista Marcelo Moreno (também com 19 anos) no comando de ataque.

Wallyson (ABC-RN) – 2007

Herói do título potiguar de 2007, Wallyson ganhou ainda mais notoriedade ao marcar 16 gols na Série C daquele ano, ajudando o ABC a ficar na quarta colocação e subir para a Série B. Vendido ao Atlético Paranaense no ano seguinte, sofreu muito com contusões de lá para cá, mas ainda assim conseguiu se destacar como artilheiro da Copa Libertadores em 2011.
 

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