Brasil

Palmeiras projeta quartas aumentando a confiança em alguns jogadores e se preocupando com sumiço de outros

Para encarar a Ponte Preta nas quartas de final, Palmeiras contará com o retorno de Endrick e um Rony em ascensão

Rony foi a melhor notícia da vitória por 1 a 0, sobre o Botafogo-SP, no sábado (9). Autor do gol da vitória, num movimento característico seu, o camisa 10 reaparece como peça importante na melhor hora.

O atacante preferido de Abel ganha moral justamente enquanto o Palmeiras se prepara para entrar na fase eliminatória do Campeonato Paulista. O confronto das quartas de final, contra a Ponte Preta, deve acontecer no domingo, às 18h, na Arena Barueri.

Também foi Rony o protagonista de lance que gerou a expulsão de Matheus Costa, do Botafogo, que mudou a dinâmica de mais um jogo que se mostrava complicado para o Palmeiras. Complicação em muito devida à dificuldade de Raphael Veiga entregar seu melhor.

Aparece, mas não decide

Não tem faltado participação por parte do camisa 23. Além das bolas paradas, o meia se apresenta para o jogo com frequência. O que Veiga não vem conseguindo é ser decisivo, como foi no começo da temporada.

Nas muitas experiências táticas do técnico português, ele é quem mais vem sofrendo para encontrar um nicho de jogo.

Raphael vinha num ritmo bom no começo do ano. Mas, depois de perder a Supercopa Rei para o São Paulo, o camisa 23 ainda teve a lesão ocular que o tirou de três jogos. Desde que voltou, ainda não retornou ao patamar em que estava antes do problema médico.

Dois dos seis gols que o jogador tem no ano vieram nos últimos quatro jogos — ambos cobrando pênaltis, diante de Mirassol e São Paulo. O que no âmbitro alviverde não deixa de ser grande notícia.

Uma opção para Flaco

Endrick vai voltar ao time contra a Ponte. E Flaco, embora tenha perdido uma chance clara contra o Botafogo-SP, ainda merece crédito. Mas a sombra de Rony volta a crescer.

Qualquer técnico já veria com bons olhos a melhora nas apresentações do camisa 10. Um que tenha o atacante como xodó declarado, como é o caso do português, faz com que tal melhora de Rony se torne ainda mais chamativa.

Na partida do domingo, Flaco foi quem buscou mais jogo fora da área, para que Rony pudesse jogar ao seu estilo, mais espetado para ser lançado no espaço vazio das costas da defesa. O lance do cartão vermelho é um exemplo claro dessa dinâmica: foi o argentino quem lançou o 10.

Quem costuma fazer o papel de atuar fora da área auxiliando a armação, com o time completo, é justamente Endrick. De modo que não será totalmente surpreendente se Abel trabalhar ao longo da semana para Rony retornar ao time e formar dupla com o camisa 9.

Weverton passa jogo sem sustos

Depois de vacilar contra o São Paulo, Weverton fez um jogo sem sustos no último fim de semana. No novo estilo de jogo pedido a ele por Abel, de ir caçar mesmo as bolas mais distantes da sua meta, ele não falhou.

Foi o primeiro dos cinco jogos mais recentes que não teve erros notáveis do camisa 21. Primeiro e meio, que seja, se for levado em conta o bom segundo tempo dele no Choque-Rei.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata Lima

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.
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