Invasão no Palmeiras: ‘Disseram que, na próxima vez, virão com 100’; Mancha nega truculência
O clube se negou a abrir diálogo com os torcedores uniformizados que invadiram a Academia de Futebol
Segundo fontes ouvidas pela Trivela, os torcedores da Mancha Verde que invadiram a Academia de Futebol, CT do Palmeiras, no início da tarde desta quarta-feira (1º) ameaçaram retornar com um contingente maior para novas manifestações.
— Disseram que, na próxima vez, vão voltar com 100 — afirmou uma fonte à Trivela.
As mesmas fontes relataram que os torcedores ameaçaram apedrejar ônibus da delegação em caso de eliminação nas Copas do Brasil e Libertadores. E que vão fazer vigílias em casas noturnas a fim de flagrar jogadores.
O grupo entrou no local quando o portão do CT abriu para a saída de um veículo. Por cerca de 30 minutos, solicitaram, em vão, serem recebidos pelo técnico Abel Ferreira e alguns jogadores.
A reportagem apurou também que a presidente Leila Pereira proibiu que membros da comissão técnica e atletas conversassem com os uniformizados. A dirigente tem medida protetiva contra alguns dirigentes da Mancha, dentre os quais, o presidente Jorge Luiz.
Jorge, que esteve no CT, não pode ter contato presencial ou virtual com a dirigente, nem chegar a menos de 300 metros de distância dela. Leila, contudo, não estava no local no momento da invasão.
Mancha afirma que não teve truculência
A Mancha Verde afirmou à Trivela que a manifestação teve tom amistoso e que não houve qualquer tipo de truculência. A torcida enviou vídeos à reportagem que mostram Jorge Luiz conversando com profissionais do clube e policiais militares.
No diálogo, Jorge diz a um funcionário que, no passado, a torcida conversou com o técnico Roger Machado (2018), com Breno Lopes — após incidente do ano passado — e com Dudu, quando de sua decisão de deixar o Palmeiras, neste ano. E que apenas quer fazer o mesmo com Abel.
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Invasão ao CT do Palmeiras é inédita na história recente
Uma invasão ao CT palmeirense é inédita na história recente do clube. Além da gestão atual, o episódio também não aconteceu sob as presidências de Maurício Galiotte, Paulo Nobre e Arnaldo Tirone, mandatários anteriores.
A atual diretoria, que é rompida com a Mancha Verde, não tem qualquer intenção de voltar a dialogar com a organizada. Ainda mais depois da invasão, que causou indignação interna.



