Palmeiras bate e WTorre promete troca, mas sem cronograma: Guerra por gramado do Allianz só está começando
O Palmeiras não vai mais jogar em seu estádio até que o gramado seja substituído
O Palmeiras estava decidido a ter o gramado de seu estádio trocado. Depois da vitória sobre o Santos, pelo Campeonato Paulista, o clube alviverde emitiu um comunicado duro, em que ameaça entrar na Justiça pedindo a interdição do Allianz Parque e afirma que não joga mais no local até a troca do gramado sintético.
Horas mais tarde, foi a vez de a WTorre contra-atacar. De acordo com a coluna de Rodrigo Mattos, no UOL, a construtora solicitou à Soccer Grass, fornecedora do piso, que proceda com a substituição.
A Sociedade Esportiva Palmeiras informa que, em razão das atuais condições do gramado do Allianz Parque, somente voltará a mandar jogos no estádio quando a Real Arenas honrar com a sua obrigação de realizar a manutenção adequada do campo.
Importante salientar que o problema não… pic.twitter.com/lyrJ1romaO
— SE Palmeiras (@Palmeiras) January 28, 2024
Ainda de acordo com a coluna, a decisão veio após um laudo da própria Soccer Grass. Inicialmente, tanto a construtora quanto a Soccer Grass batiam o pé para dizer que o gramado tinha dez anos de vida útil. Não teve nem três, no ritmo de uso a que foi submetido.
Ainda não há um cronograma para o serviço. De modo que não se sabe quando o Palmeiras voltará a jogar em casa.
Nesse interim, o Palmeiras vai mandar seus jogos na Arena Barueri. Por nenhuma coincidência, uma empresa criada por Leila Pereira e seu marido Roberto Lammachia tornou-se superficiária do estádio da Grande São Paulo.
Contudo, a ideia de Leila era fechar a Arena Barueri para fazer todas as reformas necessárias. Inclusive substituir o gramado atual por um sintético igual ao usado pelo Palmeiras no Allianz. Com a possibilidade concreta de o Palmeiras jogar em Barueri, todas as obras no local terão de ser interrompidas.
Interdição era instrumento de pressão
Inicialmente, parecia estar em curso uma situação bizarra. Afinal, o Palmeiras estaria pedindo a interdição de sua própria casa. A questão é que uma interdição poderia tirar da arena não apenas os jogos, mas também os shows, que são a grande fonte de renda da WTorre/ Real Arenas.
Também deveria ser fonte de renda para o Palmeiras. Mas como a construtora nunca fez os repasses percentuais pelos ganhos com eventos não-futebolísticos ao clube, isso pesaria pouco, em caso de interdição – ao passo que estrangularia a WTorre.
Ao que parece, a companhia sentiu a pressão.
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Jogadores estão temerosos
O elenco do Palmeiras não está se sentindo seguro no Allianz Parque. De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, muitos manifestaram preocupação – em especial depois da lesão de Bruno Rodrigues.
Não há como saber se o gramado agravou o problema, que deve tirar o atleta de combate por cerca de quatro meses. Mas só o fato de existir a hipótese, já assustou os jogadores.
Abel Ferreira foi bem explícito ao tratar o tema, em sua entrevista coletiva:
– Quando eu cheguei em 2020, nunca reclamei ou falei nada do sintético. É uma opção válida. Temos que entender que um estádio como este, pode ser mais do que um estádio. Entendo perfeitamente. Mas há uma coisa que se chama manutenção. E não altero uma vírgula do que disse há um mês e meio. Só há uma forma: grama sintética e nova – disse ele.
– Nós precisamos com urgência que troquem o gramado. Que metem outro do mesmo nível que estava quando eu cheguei no Palmeiras. Neste momento, não é só prejudicial aos adversários. É prejudicial para o Palmeiras. Que fique bem claro. Quando o Abel chegou, nunca reclamei. Gramado estava top. O que falta é manutenção – completou.



