Sem prazo para troca de grama do Allianz, Palmeiras definirá mando por rodada, e Dérbi não tem palco definido
O Palmeiras não tem qualquer definição sobre quando poderá retornar ao Allianz Parque, e deve ficar em Barueri por tempo indefinido
Está só no começo, a saga da troca do gramado sintético do Allianz Parque. Como ainda não tem um cronograma de realização da obra, o Palmeiras vai definir seus locais de mando de jogo a cada rodada.
O primeiro compromisso com o time desalojado será contra o Ituano, no dia 8, na Arena Barueri. O pedido da troca de local foi encaminhado na segunda-feira (29) e já acatado pela Federação Paulista.
Mas o jogo seguinte, o Dérbi contra o Corinthians, também pelo campeonato Estadual, ainda não tem local definido.
A tendência é que Barueri seja também o local da partida contra o arquirrival. Mas nada impede que o Palmeiras, em busca de uma arrecadação maior ou de um estádio com mais torcedores, decida mandar o jogo em outro estádio.
Para chegar a tal decisão, o Palmeiras tem de mensurar diversos impactos logísticos que vão muito além da simples praça de realização do jogo.
No ano passado, após o Palmeiras bater o Inter pelo Campeonato Brasileiro, Abel Ferreira bateu duro no local e no fato de ser obrigado a jogar lá. Pois é bom o português ir se conformando, pois o time não tem prazo para voltar para casa.
É possível que a vitória contra o Santos, diante de 40 mil pessoas, no domingo (28), tenha sido o último jogo do Verdão em sua casa em muito tempo.
Deslocamento e rotinas
O Palmeiras vive uma situação ímpar entre os principais clubes do Brasil, já que se concentra em um local no qual tem acesso ao seu estádio em menos de dez minutos no ônibus da delegação. A distância entre a Academia de Futebol e o clube social, onde fica o Allianz, não chega a dois quilômetros.
Já para chegar à Arena Barueri, o time leva aproximadamente 45 minutos, se escoltado por batedores. Parece pouco, mas é uma diferença considerável para um time que costuma treinar nos dias dos jogos, por exemplo.
Em tese, jogar na Arena Barueri significa tirar 35 minutos de treino de Abel ou 35 minutos de descanso dos jogadores. Da maneira como a comissão portuguesa trabalha, com treinamentos muito densos e concentrados, o prejuízo é maior do que parece.
Todas as refeições e outras rotinas, como massagens e aquecimentos, também mudam consideravelmente. Isso sem contar os deslocamentos da equipe de infraestrutura, que leva uniformes e equipamento para treinos, etc.
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Desconforto
A Arena Barueri também é muito menos confortável que a casa do Palmeiras, onde todos os equipamentos e materiais são de primeira linha – ainda que já um tanto desgastados.
O estádio está sucateado como um todo, tanto nas áreas onde transitam a comissão técnica e os jogadores, como também nos setores destinados à torcida e à imprensa.
Conseguir tomadas e pontos de internet funcionando nas tribunas é uma loteria. A maior parte das cabines não tem conexão com computadores por meio de cabos, muito mais seguras para quem está no local a trabalho.
Concessionária do estádio por meio de uma empresa recém-criada, sem relação com o Palmeiras, a presidente Leila Pereira tinha como plano fazer uma reforma geral na Arena Barueri antes de disponibilizá-la para uso.
Inclusive, conforme a Trivela adiantou no domingo, a ideia era colocar gramado sintético no estádio. Mas, com a necessidade de o estádio na Grande São Paulo se tornar a casa honorária do clube, todos os planos nesse sentido foram abandonados.



