O medíocre equilíbrio
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Palmeiras perde para Juventude e Sport. Cruzeiro, desponta para brigar pelo título, mas fica sete jogos sem ganhar. Santos, que é o vice-líder, tem um aproveitamento de 56% e foi capaz de somar um ponto, em casa, quando pegou América, Náutico e Atlético Mineiro. E, para se encerrar bem o raciocínio: Botafogo, líder durante onze rodadas seguidas, esteve também a quatro pontos do rebaixamento, mas voltou a sonhar com Libertadores. Só que empatou com América e Juventude e deu adeus.
Diante desse contexto, não é maldoso dizer que o São Paulo, campeão na quarta-feira última, é o “menos pior” do país. Ainda que, claro, tenha inúmeros méritos, jamais o campeonato apresentou um adversário, por mais coadjuvante que fosse, capaz de se opor com segurança.
Para se ter uma idéia do nivelamento das equipes, a diferença entre Corinthians (16º) e Palmeiras (5º) é de apenas 13 pontos. Tamanha proximidade não havia ocorrido nas edições em pontos corridos, desde 2003. Veja os índices:
Em 2003, distância de 17 pontos; em 2004, 20 pontos; em 2005, 15 pontos e, em 2006, 16 pontos. Pegando as três principais ligas européias da temporada passada, são estes os esclarecedores números: Premier League, 21 pontos; Liga Espanhola, 22 pontos, Serie A da Itália, 18 pontos.
Se tradicionalmente se disse que o futebol brasileiro sempre teve 12 clubes grandes, a verdade é que não há, salvo uma ou outra exceção, alguns capazes de se estabelecer. Apenas em 2007, Corinthians, Botafogo, Internacional, Atlético Mineiro e Vasco tiveram planejamentos fracassados. Até mesmo os que, teoricamente vão bem, já falharam demais, como ficou nítido na abertura do texto.
Dizer que por isso o nível da competição é fraco, em tese, não é legítimo. O próprio elenco são-paulino, tido por muitos como acima da média, não é absoluto a ponto de, por isso, impor quatorze pontos de vantagem ao segundo colocado. Pesa a organização, contratações inteligentes, estabilidade política, bom planejamento e ambiente interno agradável. Fatores que, se parecem lógicos ao primeiro olhar, são verdadeiros mitos para algumas direções. b
Enquanto for assim, a tendência é seguir vendo o São Paulo sorrir absoluto.
Começou o sobe-sobe
Diferentemente da Série A, na segundona há um grupo de considerável estabilidade que se mantém entre os quatro primeiros. Dentre eles, porém, é o Coritiba que mostra estar um degrau acima e, mesmo com um empate ruim dentro de casa, confirmou o acesso com uma hora de atraso, graças ao milagre do Santo André em Criciúma. Entre os acertos do Coxa, vale ressaltar o trabalho excepcional de Renê Simões.
O treinador, rebaixado com o Vitória para a Série C em 2005, pegou o Coritiba em 11ºlugar e o entregou dez lugares acima. Além disso, teve decisões acertadas, como o voto de confiança aos jogadores, a recuperação de Ricardinho e o deslocamento de Anderson Lima para o miolo de zaga. Fez, do Coxa, um time de mobilidade tática acima da média para os padrões nacionais.
Toda grande equipe, claro, depende de valores individuais. O principal do Coritiba é o garoto Keirrison, que fará 19 anos em dezembro. Com nove gols, tem técnica e o famoso faro de gol. Rapidamente, e é uma pena, deve ser vendido, assim como o zagueiro Henrique. Pedro Ken é o terceiro elemento da base que, nos últimos anos, lançou Miranda, Rafinha e Adriano Correia.
Vale enfatizar que o Coritiba, por sua grandeza, não faz mais que a obrigação em retornar para a elite. Mesmo acima dos três que vêm abaixo e devem também subir, precisa trabalhar para fortalecer o time para 2008. E para isso, manter Renê Simões e os guris, já será excelente.
Série C
Embora próximos do G-4, Vila Nova e Atlético Goianiense não conseguem atingir as primeiras posições. Finalizado o primeiro turno do octagonal final, a classificação é:
1) Bragantino – 15 pontos
2) Crac – 12
3) Bahia – 12
4) ABC – 11
5) Atlético-GO – 10
6) Vila Nova – 10
7) Barras-PI – 4
8) Nacional de Patos – 2
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