Nubank Parque? O que muda para Palmeiras e WTorre com novo contrato de naming rights
Banco digital assume direito de nomear casa alviverde a partir deste ano; votação entre torcedores, com três opções, irá definir como estádio será nomeado
O Allianz Parque terá um novo nome a partir desta temporada. A WTorre, administradora do estádio, chegou a um acerto com o banco digital Nubank nesta semana e encerrou o vínculo com a seguradora, então detentora do patrocínio. O clube receberá uma parcela do montante acumulado pela construtora. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (10), na casa alviverde.
O novo nome será definido pelos torcedores do Palmeiras e anunciado em 4 de maio. As possibilidades são “Nubank Parque” — que mais se aproxima do antigo nome —, “Nubank Arena” e “Parque Nubank”. A rescisão com a Allianz, antiga patrocinadora, foi assinada nesta quinta-feira (9). As conversas entre WTorre e Nubank já ocorriam desde junho de 2025.
O Nubank não divulgou oficialmente os valores da negociação, mas garante que será uma parceria de longo prazo com a WTorre. A construtora do estádio controla a gestão do espaço até 2044, quando ela passará a ser inteiramente do Palmeiras. Até este momento, o clube não tem influência no negócio, e não terá a marca exposta em seu uniforme.
— Extremo respeito ao Palmeiras. Eu, pessoalmente, tenho extremo respeito pelo clube. A gente está fazendo um movimento inclusivo, DNA de inclusão. Sou confiada por 62% dos brasileiros, eles me escolhem como conta principal. Não posso fazer movimentos que excluam parte da população. A gente tem muitas ideia, mas não vamos contar — apontou Livia Chanes, CEO do Nubank no Brasil.
O novo contrato de naming rights com o Nubank irá render cerca de US$ 10 milhões (R$ 51 milhões) ao ano, segundo revelado pelo “O Globo”. A troca de letreiro irá ocorrer até julho deste ano, e precisará passar pela “Lei Cidade Limpa”, da prefeitura. Além disso, até o anúncio oficial do novo nome, em maio, o estádio seguirá se chamando “Allianz Parque”.
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F04%2Fimago1027564142-scaled.jpg)
O contrato entre Allianz e WTorre foi firmado em 2014, nos últimos meses da construção do novo estádio do Palmeiras, por R$ 15 milhões anuais. No contrato entre a administradora com o clube alviverde, ficou acertado que a maior parte desse acordo pelos naming rights ficaria com a WTorre, enquanto 5% seria repassado ao time.
A partir de 2024, esta quantia subiu para 15%. Além disso, o valor passa por reajustes de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A Allianz repassava com isso valores superiores a R$ 25 milhões, e o Palmeiras recebia R$ 4 milhões.
O Palmeiras, pelo contrato de cessão ao estádio à WTorre, não participa diretamente das negociações pelo acordo de naming rights. A construtora é responsável pela gestão da arena, bem como pela realização dos eventos fora do campo, como shows e ações corporativas. O mesmo modelo deve ser seguido com o Santos pela Vila Belmiro, que já tem um memorando assinado junto à construtora.
Nubank acerta segundo contrato de naming rights
A arena do Palmeiras será a segunda a receber o patrocínio do Nubank. Antes disso, a fintech acertoy o patrocínio pelo recém inaugurado “Nu Stadium”, do Inter Miami de Lionel Messi, na Flórida. O movimento se deu após a marca conseguir a liberação do governo dos Estados Unidos para operar no território estadunidense.
— Esta parceria de longo prazo representa um alinhamento estratégico com uma franquia esportiva internacional que compartilha nossa ambição e mentalidade global. O Nu Stadium vai ancorar nossa marca nos Estados Unidos, permitindo o engajamento com uma comunidade diversa e internacional — afirmou Cristina Junqueira, cofundadora e CEO do Nubank, em março.
Fundado em São Paulo, o Nubank conta com mais 131 milhões de clientes no território brasileiro, além de México e Colômbia, antes de conseguir a aprovação para operar no mercado dos Estados Unidos. O movimento em direção ao Allianz Parque também fez com que fosse necessário a rescisão do contrato com a seguradora.
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F04%2FIMG_8115-scaled.jpeg)
O Nubank Parque terá o maior contrato de naming rights do futebol brasileiro. Até este momento, o Mercado Livre Arena Pacaembu (R$ 1 bilhão, por 30 anos) assumia a dianteira do ranking de patrocínios do tipo.
Ranking de valores de patrocínio de naming rights na capital paulista
- Nu Arena (Palmeiras) – R$ 50 milhões anuais
- Mercado Livre Arena Pacaembu (Mercado Livre) – R$ 1 bilhão por 30 anos – R$ 33,3 milhões por ano
- Morumbis/São Paulo (Mondeléz) – R$ 90 milhões por 3 anos – R$ 30 milhões por ano
- Neo Química Arena/Corinthians (Hypera Farma) – R$ 300 milhões por 20 anos – R$ 15 milhões por ano
Além destes, o Santos chegou a se aproximar — e anunciar — um vínculo com a Viva Sorte pelos naming rights da Vila Belmiro. Entretanto, em função deste memorando assinado junto à WTorre, o clube voltou atrás no contrato no último ano.
Além do Brasil, o Nubank também tem em mente e mantém conversas a respeito dos investimentos em outros mercados na América do Sul. Em especial Colômbia e México, por exemplo, que já tem entrada da marca.
- - ↓ Continua após o recado ↓ - -
WTorre conquista valor ambicionado pelo Corinthians
Tanto WTorre quanto o Corinthians, maior rival do Palmeiras, recebiam valores semelhantes pelo patrocínio de naming rights. Em 2020, o Alvinegro chegou a um acordo com a Hypera Pharma, pelos mesmos R$ 300 milhões anuais, reajustados anualmente, por 20 anos.
E assim como a WTorre, o Corinthians também entendia que poderia receber mais pelo nome da Neo Química Arena. Em 2013, o Allianz Parque foi um dos estádios pioneiros a realizar esta mudança em seu nome, ainda durante sua construção. Desde então, MorumBis (São Paulo), Arena MRV (Atlético-MG) e Casa de Apostas Arena das Dunas (Natal, Rio Grande do Norte) foram alguns dos estádios que receberam esta mudança de nome.
Em 2025, com a chegada do presidente Osmar Stábile, o Corinthians foi ao mercado em busca de uma valorização deste espaço na Arena, mirando um acordo por R$ 60 milhões ao ano. Não houve, até este momento, nenhuma marca que estivesse disposta a desembolsar estes valores pedidos. Já a arena do Palmeiras, por sua vez, conseguiu se aproximar desta marca, com os R$ 50 milhões do Nubank.