Brasil

Os motivos que levam o Fluminense ter pressa para renovar com Fernando Diniz

O Fluminense quer renovar com Fernando Diniz por mais tempo e fazer do técnico um dos mais longevos de sua história

O Fluminense quer renovar o contrato de Fernando Diniz até o fim de 2025. A ideia do presidente Mário Bittencourt é ter o treinador até o fim de sua gestão — e o vínculo só não será mais longo porque o mandatário não poderá se reeleger.

Em um evento de marketing esportivo no Rio de Janeiro, Mário admitiu à imprensa que a negociação está em curso e deve ser fechada nos próximos dias.

— A gente teve um momento de dificuldade no Carioca, mas já passou. Estamos convictos naquilo que a gente faz. Vamos continuar com o nosso treinador. A gente já negocia a extensão do contrato dele até o final de 2025 porque a gente acredita no que a gente está fazendo. Creio que dentro do mês de abril a gente possa chegar a um denominador comum e anunciar a extensão — afirmou, ao UOL, no Futsummit.

Mesmo com a eliminação na semifinal do Campeonato Carioca, a diretoria deu de ombros para um momento aquém do esperado pelo desempenho nas últimas temporadas. E a Trivela apurou por que o Fluminense busca renovação com Fernando Diniz ainda no início.

Por que Fluminense busca renovação com Fernando Diniz

Não faltam motivos para o Fluminense buscar uma renovação com Fernando Diniz, que tem contrato com o clube até o final de 2024. A ideia de Mário Bittencourt é sempre confiar na manutenção do trabalho. Foi por isso, por exemplo, que o presidente bateu o pé para manter Diniz em 2023 mesmo com o técnico se dividindo entre o Tricolor e a Seleção Brasileira.

— É uma questão de surpresa de imaginar que a maior crítica que os clubes recebem é da falta de continuidade do trabalho. E quando você tem a continuidade de um treinador que está no clube há dois anos, com trabalho sólido, com grandes conquistas, desenvolvimento de um modelo de futebol diferente e vitorioso, algumas pessoas — não todas, acho que a minoria — criam um movimento contra uma longevidade. É uma surpresa. A gente vem trabalhando há cinco anos, tentando manter a solidez do trabalho — disse, na zona mista do evento.

Campeão do Campeonato Carioca, da Copa Libertadores e da Recopa Sul-Americana entre 2023 e 2024, o treinador é unanimidade internamente no Fluminense. Identificado com o clube, amigo pessoal de dirigentes e com relação excepcional com os jogadores, o treinador não deixou de ser um dos mais valorizados do país. O Tricolor também está de olho em evitar o acesso do mercado da bola.

— Se a cada insucesso a gente vai trocando não se tem solidez. A gente tem convicção, não cedemos à pressão. O torcedor sempre tem razão, claro, mas ele tem a paixão. Eu sei porque também sou um torcedor e já fui assim. Ficava chateado. A campanha feita por algumas pessoas recentemente com a nossa eliminação no Carioca, colocando em cheque um trabalho de dois anos do treinador a frente do clube é inacreditável — opinou o presidente.

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Diniz pode se tornar um dos mais longevos da história do Fluminense

Com 171 jogos pelo Fluminense, Fernando Diniz já é o quinto da lista entre os técnicos que mais comandaram a equipe.

Se completar mais 29 jogos, o que deve ser garantido já no meio do Campeonato Brasileiro, ele passaria Renato Gaúcho — que foi seu treinador no clube — e ficaria atrás apenas de três históricos: Zezé Moreira, Abel Braga e Ondino Vieira.

O uruguaio, que tem 302 partidas à frente do Flu, pode ser alcançado se essa extensão de vínculo for até o fim. Será difícil, mas a julgar pela média de partidas do calendário brasileiro e com o Mundial de Clubes de 2025 pela frente, existem chances.

— Eu acho que o trabalho, se fizermos um olhar macro, talvez o Fluminense viva um dos melhores da nossa história. Temos que colocar as cores necessárias para observar bem a realidade. O futebol de hoje em dia é: as pessoas que tem mais dinheiro, levam uma vantagem significativa, porque tem os melhores centros de treinamento, conseguem contratar jogadores que nós não conseguiríamos (…) A gente consegue nivelar com um trabalho coletivo de muito gente, muitas mãos trabalhando — afirmou Fernando Diniz em coletiva na última semana.

Foto de Caio Blois

Caio BloisSetorista

Jornalista pela UFRJ, pós-graduado em Comunicação pela Universidad de Navarra-ESP e mestre em Gestão do Desporto pela Universidade de Lisboa-POR. Antes da Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.

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