Brasil

Menos estrelas, mais coletivo: Os ensinamentos que Marquinhos leva do título pelo PSG à Seleção

Após fazer história no clube francês, zagueiro é o provável capitão de Carlo Ancelotti no Brasil para estreia contra o Equador

Nem mesmo se Marquinhos quisesse, ele conseguiria despistar que os últimos dias foram de festa. Ainda rouco após erguer o título inédito da Champions League como capitão do PSG, o zagueiro era só sorrisos antes, durante e depois de sua entrevista coletiva nesta terça-feira (3) pela seleção brasileira.

Ao chegar à sala de entrevistas do CT Joaquim Grava, do Corinthians, em São Paulo, o defensor foi cumprimentado e parabenizado por vários jornalistas que ali estavam. Depois, ele ficou em uma longa conversa com funcionários do seu time do coração e que o revelou para o futebol.

Em casa nas dependências do Timão, o capitão do PSG (e provável capitão de Ancelotti) levou importantes ensinamentos do clube que podem ser replicados na seleção brasileira.

Marquinhos ergue a taça de campeão da Champions League pelo PSG (Foto: Imago)
Marquinhos ergue a taça de campeão da Champions League pelo PSG (Foto: Imago)

PSG é exemplo do que a Seleção pode ser?

A conquista da Champions League e a experiência daquele que é um dos “veteranos” pautaram boa parte da entrevista coletiva de Marquinhos.

Cumprir um objetivo tão sonhado depois de 12 longos anos no PSG faz o defensor levar a sua trajetória pelo clube como exemplo para o que pretende alcançar na Seleção na Copa do Mundo de 2026.

Para Marquinhos, a mudança de rumos do PSG com Luis Henrique é a prova de que as coisas podem mudar rapidamente com Carlo Ancelotti na Seleção.

— Falta um ano para a Copa do Mundo. Eu no PSG vi como as coisas podem mudar de energia, tudo muito rápido. Espero que isso ocorra aqui também. Com essa experiência a adaptação será rápida, vai entender rapidamente o posicionamento, todos os tipos e estilos que ele teve na mão. É muito importante para um treinador de seleção que tem pouco tempo e precisa linkar muitos jogadores em pouco tempo. Temos um treinador muito apropriado — disse Marquinhos.

No PSG, o zagueiro viu a equipe alcançar o título tão esperado na Champions League após as saídas das estrelas Neymar, Messi e por último Mbappé. Por ter vivido isso na própria pele, o zagueiro sabe que um elenco em que todos se doam igual à equipe é parte importante para o sucesso.

— Quando se ganha um título, vêm essas reflexões. Mas todos conhecendo quem o PSG tinha, os jogadores que a seleção tinha… São jogadores abertos ao coletivo e ao time. Não simplesmente pelo nome. Tem treinador que prefere um estilo, uma filosofia diferente, em que um encaixa mais ou menos. Vemos o Luis Enrique falando após a conquista da Champions que gostaria de ter o Mbappé. Quando a gente fala de um time forte, de um time apto a buscar grandes coisas, esse grupo tem que estar forte e preparado para tudo o que se pode acontecer dentro de uma competição e dentro de um jogo. Foi assim que a gente se preparou para esse time forte e acho que é assim que a gente tem que fazer aqui na seleção também — afirma Marquinhos.

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> Confira mais respostas de Marquinhos:

 Será o capitão?

“Não falamos da braçadeira ainda, todos que estão aptos querem e a seleção estará bem servida. O grupo é bom, parceiro, nos ajudamos muito independentemente da braçadeira. Resolver também coisas de papel, reunião, além do futebol. Independentemente de quem for o capitão, estaremos bem servidos”.

Chegada de Ancelotti

“As expectativas, o desejo e a ambição são as melhores possíveis. O Ancelotti já mostrou a força que tem e o que ele pode fazer no futebol. A inteligência que tem. Foi isso que a Seleção foi buscar nele. Tive pouco contato com ele aqui, só ontem a noite e hoje de manhã e me passou algo muito bom. Com a experiência que ele tem essa adaptação vai ser muito rápido. Já vimos ele ter muita estratégia, ter os jogadores na mão, e isso é importante para uma Seleção. Linkar tudo isso é ótimo”.

Já conversou com Ancelotti?

“Ainda não tive papo particular com ele, foi mais em grupo. Mas acho que primeiramente é importante na Seleção ter esse ambiente confortável, os jogadores tranquilos para conseguir chegar, os jogadores novos. Mas também é de tamanha importância ter a ideia clara da filosofia que ele vai querer em jogo, que vai pedir aos jogadores. Em uma reunião só com ele já deu para saber o que ele quer. Com o passar dos dias vamos entendendo”.

Quando Ancelotti estreia pela Seleção?

O treinador comanda mais um treino em São Paulo na manhã desta terça-feira (3). Depois, Ancelotti terá mais um treino no Equador, antes da estreia contra os donos da casa, em Guayaquil. Depois, serão mais quatro sessões de treinamento até a partida contra o Paraguai, em São Paulo.

  • Equador x Brasil — Eliminatórias — quinta-feira, 5 de junho, às 20h (horário de Brasília) — Monumental de Guayaquil
  • Brasil x Paraguai — Eliminatórias — terça-feira, 10 de junho, às 21h45 (horário de Brasília) — Neo Química Arena
Igor Barrankievicz/GluckSports Photo
Ancelotti em treino da seleção brasileira. Foto: Igor Barrankievicz/GluckSports Photo
Foto de Eduardo Deconto

Eduardo DecontoSetorista

Jornalista pela PUCRS, é setorista de Seleção e do São Paulo na Trivela desde 2023. Antes disso, trabalhou por uma década no Grupo RBS. Foi repórter do ge.globo por seis anos e do Esporte da RBS TV, por dois. Não acredite no hype.

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