Brasil

John Textor é mais uma vez punido no STJD e tem novo prazo para apresentar provas

Dono da SAF do Botafogo, John Textor foi multado mais uma vez pelo STJD e terá que apresentar provas da suposta manipulação de resultados no futebol brasileiro

John Textor segue com problemas com a Justiça Desportiva. Nesta segunda-feira (6), o dono da SAF do Botafogo foi mais uma vez punido no STJD. Dessa vez, por não apresentar as supostas provas da manipulação de partidas no futebol brasileiro que afirmou ter em suas mãos no começo de março. A 1ª Comissão Disciplinar do STJD aplicou uma multa de R$ 60 mil e deu o prazo de cinco dias para Textor apresentar as provas que diz ter ou, ao menos, justificar a impossibilidade de entregar estas evidências.

Textor havia sido denunciado nos artigos 220-A (deixar de colaborar com os órgãos da Justiça Desportiva) e 223 (deixar de cumprir ou retardar o cumprimento de decisão, resolução, transação disciplinar desportiva ou determinação da Justiça Desportiva). No entanto, o empresário americano foi absolvido no 223 e recebeu a multa de R$ 60 mil pelo artigo 220-A.

Além da multa, a 1ª Comissão Disciplinar também determinou o prazo de cinco dias para John Textor apresentar as provas que diz ter sobre manipulação no futebol brasileiro. Caso não entregue as provas ou uma justificativa para não o fazer, o dono do Botafogo pode ser novamente julgado no artigo 223.

O prazo para a entrega das provas de John Textor passará a ser contado a partir da publicação do acórdão pelo relator Miguel Ângelo Cançado. O auditor deve finalizar e entregar o documento no STJD até a próxima quinta-feira (09).

O que John Textor falou sobre manipulação de resultados

John Textor foi julgado, nesta segunda-feira, por suas falas após a partida entre Botafogo e Red Bull Bragantino, no Nilton Santos, no começo de março, pela terceira fase da Copa Libertadores. Na ocasião, o dono da SAF alvinegra disse possuir o áudio de árbitros reclamando sobre não terem recebido propina.

– Alguém dizer que não há corrupção no Brasil, quando eu tenho juízes gravados reclamando de não terem suas propinas pagas… Talvez a CBF não devesse me processar. Eu não acusei o Ednaldo (Rodrigues, presidente da CBF). Nunca disse nada sobre ele. Ele não é um corrupto. Ele é um homem que comanda uma organização que provavelmente precisa administrar melhor a corrupção externa. Porque é uma batalha contra fatores externos. É uma batalha que existe e está aqui. Houve manipulações e erros em 2021, 2022, 2023, e nós temos provas – disse Textor no começo de março.

Após as falas de John Textor, o STJD abriu um inquérito solicitando que o dono da SAF do Botafogo apresentasse as provas da manipulação em um prazo de três dias. O americano, no entanto, ignorou a solicitação do STJD. O americano e a defesa do Botafogo entendem que ele não é obrigado a apresentar as provas e que a Justiça Desportiva não é competente para analisar o caso.

Texto já foi punido pelo STJD

Esta não foi a primeira punição sofrida por John Textor no STJD. No fim de abril, o Pleno do Tribunal condenou o empresário dos EUA a uma suspensão por 45 dias de acompanhar jogos do campeonato do estádio e a pagar R$ 100 mil de multa. Neste caso, Textor foi julgado por suas falas após a derrota por 4 a 3 para o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro de 2023.

Na ocasião, o dono da SAF do Botafogo reclamou da expulsão de Adryelson, com acusações de roubo e corrupção, e citou nominalmente Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF.

— Não tenho certeza nem se foi falta. Mas não é cartão vermelho, ele mudou o jogo. Isso é corrupção, isso é roubo. Por favor, me multa, Ednaldo, mas você precisa renunciar amanhã de manhã. É isso que precisa acontecer. Esse campeonato se tornou uma piada — disse Textor na época.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues é jornalista formado pela UFF e soma passagens como repórter e editor de Lance!, Esporte News Mundo e Jogada10.
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