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Falou, falou e… nada! John Textor pode se dar mal por acusações sem provas

Procuradoria do STJD denunciou John Textor após o dono do Botafogo não entregar as supostas provas de manipulação no futebol brasileiro

O empresário John Textor, dono da SAF do Botafogo, vai, mais uma vez, ter que responder pelas acusações feitas sobre manipulação no futebol brasileiro. Nesta segunda-feira (25), a procuradoria geral do STJD apresentou a denúncia contra o americano por ele não ter entregado as supostas provas da manipulação que ele afirmou ter em suas mãos. A informação foi dada inicialmente pelo jornal “O Globo” e confirmada pela Trivela.

Após John Textor ter afirmado, no começo de março, possuir o áudio de um árbitro falando sobre a manipulação de um jogo em uma “divisão menor”, o STJD abriu um inquérito solicitando que o dono da SAF do Botafogo apresentasse as provas da manipulação em um prazo de três dias. O americano ignorou a solicitação do STJD, alegando que o Tribunal não seria competente para julgar o caso. Textor entende que a “Justiça comum” e o Ministério Público é quem deve apreciar as provas.

Qual punição John Textor pode sofrer no STJD?

John Textor foi denunciado no artigo 223 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. O artigo fala em “deixar de cumprir ou retardar o cumprimento de decisão, resolução, transação disciplinar desportiva ou determinação da Justiça Desportiva”. Por este artigo, John Texto pode sofrer dois tipos de punição.

  • Multa de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais);
  • Suspensão por noventa a 370 dias;

O que John Textor falou sobre manipulação no futebol brasileiro?

Em entrevista divulgada pelo próprio John Textor em seu site no começo de março, o empresário falou sobre um áudio que confirmaria uma caso de manipulação no futebol brasileiro. O americano disse que o caso seria em uma “divisão menor” e o que o árbitro tem “sotaque carioca”.

— Eu recebi uma gravação de um funcionário ligado à CBF. Foi validado e autenticado. Foi falado para mim, por autoridades de confiança, não foram jornalistas, nem agentes. Também estão na mão da polícia e estiveram nas mãos de governantes por um ano. Foi em uma divisão menor, é um jogo conhecido por nós. Tem um técnico, um time, pessoas que autenticamos. Tem a gravação de um árbitro dizendo que estava triste de ter perdido dinheiro porque o jogo que ele estava tentando manipular não tinha ido do jeito que ele estava tentando influenciar. Ele foi específico: ele deu 1 minuto no relógio e deu um pênalti que não deveria e o atacante bateu o pênalti na trave. Ele reclamou, dizendo que tudo que fez tudo que foi possível. É de um sotaque carioca, vocês vão saber melhor que eu, isso nos permite identificar de qual árbitro é – disse Textor.

John Textor também afirmou, sem probas, que haveria um caso de manipulação durante uma partida entre Palmeiras e Fortaleza, em 2022. O americano disse que o caso não envolvia jogadores do Verdão ou o próprio clube, mas isso não impediu o Verdão de soltar um forte nota contra o dono do Botafogo.

— As pessoas costumam falar de corrupção e colocam o jogador no meio o tempo todo porque é mais fácil. Primeiro, alguém foi pago para levar um cartão amarelo. Não é nem ilegal. As pessoas descobrem, pedem desculpas. Na época daquela gravação, que estava nas mãos do governo, tinha um relatório de manipulação de resultados, isso também tinha sido produzido, acredito que tinha sido envido e já fornecemos evidência disso para o tribunal. O relatório da manipulação de resultados é relacionado a um jogo que terminou em 2022, era um jogo do Palmeiras. Parece que o Palmeiras não estava envolvido. Era Palmeiras x Fortaleza. Essa evidência foi enviada para a CBF, não sei quem estava envolvido nisso, eu não estava envolvido — disse Textor.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues é jornalista formado pela UFF e soma passagens como repórter e editor de Lance!, Esporte News Mundo e Jogada10.
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