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Jogo do Brasil de Pelotas contra o Flamengo expôs o melhor e o pior do Brasil

Mais de 12 mil pessoas praticamente lotaram o Bento Freitas. A expectativa de que o estádio seria o caldeirão do Brasil de Pelotas contra o Flamengo foi cumprida, mas os cariocas conseguiram deixar o Rio Grande do Sul com a vitória por 2 a 1. Independentemente do resultado, a festa da torcida xavante foi incrível, mas contrastou com um grande problema na própria arquibancada: a falta de estrutura e a má administração causaram um problema que poderia ter tido consequências catastróficas.

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Durante o primeiro tempo do jogo, parte da arquibancada do Bento Freitas cedeu, machucando levemente duas crianças. O buraco que aparece nas imagens registradas pela ESPN, e que você pode ver no vídeo abaixo, não é tão grande, mas a queda poderia ter sido bem maior se mais pessoas estivessem no local. A partir do incidente, a Brigada Militar isolou a área, espremendo um pouco os torcedores que estavam ao lado da parte que cedeu.

De acordo com a Zero Hora, Paulo Schmitt, procurador do STJD, confirmou que o clube será encaixado no artigo 211 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, por não manter o local com a infraestrutura necessária para a realização do jogo com segurança. O estádio poderá ser interditado, e a multa ao Xavante iria de R$ 100 a R$ 100 mil.

É triste que, ao mesmo tempo em que tenha feito uma festa belíssima, o Brasil de Pelotas tenha responsabilidade em um descaso que poderia ter saído ainda mais do controle. Por sorte, apenas duas pessoas se machucaram, de maneira leve. A paixão do torcedor xavante e a pulsação do estádio acabaram ficando em primeiro plano. Mas a sanção por um caso desses deve ser pesada – proporcionalmente falando -, e os demais encarregados, como o Corpo de Bombeiros, a quem fica o dever de fazer a inspeção dos estádios, também identificados e responsabilizados de alguma maneira. Todo torcedor deve ter a liberdade de exprimir a paixão pelo seu clube sem medo de alguma tragédia.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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