Brasil

Os jogadores que ainda precisam convencer Abel no Palmeiras e podem passar por ‘vestibular’ no Paulista

Palmeiras tem algumas peças que podem se aproveitar do Estadual e mostrar serviço para serem opções no calendário longo do clube

O elenco profissional do Palmeiras já recomeça a trabalhar em 8 de janeiro do próximo ano, quando os jogadores se reapresentam na Academia de Futebol.

Primeira competição do ano, o Paulistão vai acabar também sendo uma espécie de laboratório para o restante da temporada.

Competição menos valorizada dentre as que o clube vai disputar, será também vestibular para alguns jogadores. Para o técnico já começar a saber com quem poderá mesmo contar ao longo de quase doze meses de um calendário longo e entrecortado com Olimpíada e Copa América.

Reforços vão se apresentar

Os dois primeiros, em termos de expectativa, são os recém-contratados. O volante Aníbal Moreno, anunciado em novembro, vindo do Racing, precisa mostrar de que formas pode ser utilizado pelo técnico e o que é capaz de fazer.

Inicialmente um camisa 5, pode ser testado também como um 8, até para poder fazer alternância com Zé Rafael, que tende a ser o títular, e ou Richard Ríos e Gabriel Menino.

Bruno Rodrigues, o ponta destro que atua pela direita, precisa mostrar quão bem pode emular o trabalho de Dudu pelo setor. Abel precisa entender se sua chegada justificaria, por exemplo, um retorno ao 4-3-3 que o time utilizava antes da lesão do camisa 7.

Ou se ele sabe fazer papel semelhante ao performado por Breno Lopes nos últimos 12 jogos do Brasileiro, numa dupla de ataque com Endrick.

Marcação e criação no meio

Fabinho, que fez boas partidas em 2023 pode ganhar mais rodagem como titular em alguns jogos. O volante já convenceu Abel de seu potencial, e a questão com ele é somar mais minutos.

Na parte criativa, Jhon Jhon e Luis Guilherme, que entraram mais como pontas nesta temporada, podem ter seus desempenhos como substitutos par Veiga testados.

A armação pelo meio é a grande lacuna do elenco Alviverde, aliás. Hoje, de especialistas creditados por Abel para a função, o técnico só conta mesmo com Raphael Veiga.

Opção na lateral e na zaga

Talvez o reserva com menos chance de ganhar uma vaga, Garcia poderia receber algumas chances de começar jogando. A concorrência de Mayke e Rocha chega a ser quase desleal com o cria da Academia, tamanha a confiança de Abel nos veteranos.

É um caso semelhante ao de Naves na zaga. Além de Gómez e Murilo, Luan ganhou espaço na última temporada, quando Abel precisou mudar o time para um 3-5-2. E até Marcos Rocha, que se tornou um zagueiro a mais para o técnico, está hoje à frente do garoto.

Minutos são fundamentais para Naves tentar se inserir nessa lista. E o Paulista é o melhor caminho para tal.

Na esquerda, Vanderlan vive caso semelhante ao de Fabinho no meio. Já é possível ver que se trata de um jogador de muito bom nível, e o Paulista vem bem a calhar no seu desenvolvimento.

Kevin precisa “daquele jogo” diferente

Uma das peças mais pedidas pela torcida depois da derrocada contra o Boca, o atacante Kevin não conseguiu justificar totalmente o clamor pela sua entrada.

Não foi mal, mas tampouco foi bem. Contra o Santos, no primeiro jogo pós-eliminação na Libertadores, fez sua melhor apresentação. O Paulista pode dar a ele a chance de ter “aquele jogo” diferente, que romperá o lacre da timidez.

Hoje, Kevin está atrás de Breno Lopes como opção.

Flaco e oriundos da Copinha

E já que Endrick pode ir para o Pré-Olímpico, é a hora de Flaco López assumir a titularidade. Esta é a temporada definitiva do centroavante, que não vai mal quando entra, mas também não se destaca de verdade.

Haverá outros vestibulares ao longo da temporada. E até dentro do Paulista, jogadores podem vir para o elenco com o fim da Copinha e do pré-olímpico.

Gilberto, Michel, Ian Custódio, Thallys, Kauan Santos e Estevão, entre outros, podem tranquilamente figurar em jogos do Estadual. Não haverá, na temporada, oportunidade maior para testá-los.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata Lima

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.
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