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Foi falta? Gol polêmico de Kieza leva o Bahia às semis do Nordestão às custas do Campinense

Mais de 20 mil pessoas na Fonte Nova, homenagem aos 55 anos do título da Copa Brasil de 1959 e uma classificação às semifinais da Copa do Nordeste cheia de polêmica. Foi assim a tarde do torcedor do Bahia, em Salvador, na vitória por 1 a 0 sobre o Campinense que levou o clube tricolor à próxima fase da competição.

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Depois de um empate sem gols no jogo de ida, os 23.218 pagantes que estiveram no estádio ficaram rapidamente empolgados com a volúpia do time da casa em busca do primeiro gol. Foram três chutes a gol logo no comecinho da partida antes de Gledson ser vazado. E esse lance com Kieza foi bastante polêmico.

Souza mandou escanteio para a área, e a zaga desviou para cima. A bola desceu na direção de Kieza e Gledson, mas diferente do que costuma acontecer, o goleiro perdeu a dividida para o atacante. Reclama que o autor do gol usou o braço para impedir o seu salto e ganhar de cabeça.

“Jogar contra time grande, contra essa torcida e ainda contra o juiz é difícil”, disse Gledson após a partida. “Subi no tempo da bola e o cara me deslocou com o braço. É falta”. Kieza rebate: “Eu só olhei para a bola e tive a felicidade de fazer o gol”. E você, o que acha?

De qualquer forma, mesmo que tenha havido falta nesse lance, é difícil tirar os méritos do Bahia, responsável por controlar as ações durante os 90 minutos. Gledson foi o principal destaque do Campinense com uma série de defesas que impediu a ampliação do placar. E os donos da casa ainda reclamam de um pênalti não marcado pelo árbitro Marcelo de Lima Henrique, em um lance em que a bola bateu na mão de um jogador do Campinense dentro da área.

Com o nome dos heróis do título de 1959 na camisa, o Bahia passou às semifinais da Copa do Nordeste e aguarda o vencedor de Sport e Fortaleza. No próximo fim de semana, tenta dar sequência à boa fase contra o Juazeirense, pelo Campeonato Baiano, e talvez levar dois títulos logo no primeiro semestre.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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