Brasil

Desapropriação autorizada e busca por parceiros: o que falta para o estádio do Flamengo sair do papel

Construtora e naming rights ainda não foram definidos, e Rubro-Negro tenta dar últimos passos em busca do sonho

Os últimos dias reservaram grandes emoções para o torcedor do Flamengo. A desapropriação do terreno do Gasômetro, atrelada às primeiras imagens do projeto do novo estádio, aumentaram demais a expectativa dos rubro-negros. O sonho está mais próximo, mas ainda restam alguns passos importantes.

Os principais são de definir quem vai fechar parceria com o Flamengo nessa empreitada. Construtora e naming rights ainda pendem, e a diretoria terá uma agenda nas próximas semanas para buscar as melhores ofertas. A Trivela apurou a situação e explica um pouco mais sobre o assunto.

O que já está definido?

A segunda-feira (24) começou com a publicação da decisão da Prefeitura no Diário Oficial. A desapropriação é um direito constitucional do Órgão Público, que se baseia na premissa de que um estádio para o Flamengo seria bom para a cidade do Rio de Janeiro.

Depois disso, membros da diretoria do Flamengo publicaram fotos do projeto do novo estádio. O terreno do Gasômetro ultrapassa a marca dos 110 mil metros quadrados, e o clube, além da arena, também deseja construir um estacionamento no local. A ideia é comportar cerca de 80 mil torcedores.

Uma das imagens do projeto de estádio do Flamengo (Foto: Divulgação)

Rodrigo Dunshee de Abranches, candidato que tem o apoio de Rodolfo Landim nas próximas eleições, publicou o vídeo apresentado pelo Flamengo à Prefeitura do Rio de Janeiro, no Instagram. Marcos Braz e Diogo Lemos, membros do departamento de futebol, acompanharam no Twitter.

Sobre a construção do estádio

Agora que o Flamengo se alinhou com a Prefeitura, resta efetuar o pagamento para iniciar o processo de construção. Nesse sentido, o Rubro-Negro também já segue planejamento de cobrir 85% do valor mínimo estipulado para a Caixa Econômica Federal, que é de R$ 150 milhões. O clube pretende usar os imóveis no morro da viúva para angariar cifras.

Depois de adquirir o terreno em definitivo, o Flamengo buscará parcerias para fechar de vez o projeto de construção do estádio. A escolha da empresa que cuidará da obra será fundamental, visto que algumas já sofrem reclamações. O caso mais recente é o da MRV, que teve problemas com a acústica da nova arena do Atlético Mineiro. 

E o naming rights?

Por enquanto, a definição não aconteceu. A Allianz, empresa que também faz parte das arenas de Palmeiras e Bayern de Munique, por exemplo, já entrou na briga em reunião com o presidente Rodolfo Landim. A diretoria, contudo, deixa as opções em aberto.

A reportagem entende, inclusive, que o Flamengo pode dar prioridade a um dos seus patrocinadores no processo. O clube quer ter os maiores valores de naming rights do país, que, no momento, pertencem ao Pacaembu.

São os planos do Flamengo, que já não parecem estar tão no horizonte assim. O sonho é real.

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme Xavier

Jornalista formado pela PUC-Rio. Da final da Libertadores a Série A2 do Carioca. Copa do Mundo e Olimpíada na bagagem. Passou por Coluna do Fla e Lance antes de chegar à Trivela, onde apura e escreve sobre o Flamengo desde 2023.
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