Brasil

Problemas na bola aérea defensiva do Flamengo contra o Palestino não passaram batidos

Tite e companhia tentarão ao máximo corrigir os problemas pensando nos próximos desafios do Flamengo na temporada

A bola aérea defensiva do Flamengo tinha passado por pouquíssimos momentos complicados em 2024, mas o jogo contra o Palestino chegou para mudar isso. Se no primeiro tempo os chilenos atacaram muito pouco, no segundo eles conseguiram criar boas oportunidades, a vasta maioria em cruzamentos. Se não fosse por Rossi, ou pela pontaria ruim do adversário, o Rubro-Negro poderia ter sido vazado.

Ao todo, foram cinco finalizações originadas de cruzamentos que geraram perigo ao gol do Flamengo, e a Trivela destrinchará cada uma delas. A reportagem também conversou com membros da comissão técnica após a coletiva, que explicaram um pouco mais sobre as mudanças na bola aérea defensiva.

Tite gosta bastante que a bola aérea defensiva do Flamengo esteja muito bem protegida (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF/Sipa USA)

Os lances de perigo do Palestino

Como mencionado, os visitantes só conseguiram criar lances de perigo a partir do segundo tempo. Logo no primeiro minuto, Carrasco cobrou falta para dentro da área e, para a sorte do Flamengo, a cabeçada não encontrou nem o gol defendido por Rossi, nem outro jogador do Palestino. Eram pelo menos três atletas em condição de completar.

Essa primeira jogada já dava indícios de que o posicionamento do Palestino seria um problema para o Flamengo. A troca de posições entre os atletas do adversário, sempre vindos de trás, dificultou bastante a marcação da equipe de Tite. Como chegavam com impulso, os visitantes quase sempre venceram o duelo contra a forte defesa rubro-negra.

Em duas dessas jogadas, Rossi conseguiu defesas interessantes. A mais importante veio em chute de Joe Abrigo, depois que a defesa rebateu cruzamento para a entrada da área, e o jogador do Palestino recebeu sozinho. As outras duas chances foram mais a “queima-roupa”, porém não tiveram a direção do gol.

Como a comissão técnica viu os problemas do Flamengo

Após a coletiva, a reportagem da Trivela teve a oportunidade de conversar com membros da comissão técnica do Flamengo, em especial Matheus Bachi, responsável pela bola aérea do time. Questionado sobre os problemas contra o Palestino, o auxiliar viu muito mais mérito do adversário do que um problema do Rubro-Negro. Segundo ele, a variação utilizada por Pablo Sánchez foi uma novidade.

Tite e Matheus Bachi ponderam sobre o posicionamento do Flamengo constantemente (Foto: Jorge Rodrigues/AGIF/Sipa USA)

Se surpreende, é passível de correção. Ao observar os lances de perigo do Palestino, praticamente todos aconteceram entre os primeiros 15 minutos da etapa complementar, ou seja, o Flamengo conseguiu ajustar melhor a bola aérea defensiva depois disso. A única outra jogada que trouxe ansiedade foi nos acréscimos, quando Léo Ortiz já havia desafogado os quase 60 mil rubro-negros no Maracanã.

Fica o aprendizado para as próximas partidas, além de uma boa impressão na rapidez de correção por parte da comissão técnica do Flamengo.

Encaixe tem sido excelente em 2024

Com exceções de algumas partidas, como a estreia na Libertadores diante do Millonarios e o clássico diante do Vasco, em que Léo Pereira foi salvador, o Flamengo tem sido cirúrgico na bola aérea defensiva. Tanto que, até o momento da publicação desta reportagem, não sofreu nenhum gol em jogadas desse tipo. As únicas vezes em que a meta rubro-negra terminou vazada envolveram jogadas com a bola no chão.

A defesa do Flamengo é a melhor do Brasil neste início de 2024 (Foto: Reprodução/Canal GOAT)

Essa solidez vem de um posicionamento forte, e jogadores com boas pré-disposições para a bola aérea. Fabrício Bruno e Léo Pereira costumam ser soberanos lá atrás, assim como David Luiz e Léo Ortiz, que, nesse momento, integram o banco de reservas. Pulgar é outro que ajuda, assim como Pedro. Tite ainda conta com opções como Bruno Henrique para lançar no segundo tempo.

Segundo dados do portal SofaScore, o Flamengo ganha quase 70% dos duelos aéreos em 2024, um dos melhores aproveitamentos do Brasil.

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme Xavier

É repórter na cobertura do Flamengo há três anos, com passagens por Lance! e Coluna do Fla. Fã de Charlie Brown Jr e enxadrista. Viver pra ser melhor também é um jeito de levar a vida!
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