Brasil

Braz explica falha em negociação do Flamengo por Maycon, e responde sobre Gabigol e falta de isonomia da CBF

Vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira (08), ao lado do companheiro de pasta, Bruno Spindel

Depois da apresentação de Léo Ortiz, Marcos Braz e Bruno Spindel ficaram para conversar com a imprensa nesta sexta-feira (8). Entre os assuntos abordados, a negociação pela renovação de Gabigol, a falta de isonomia da CBF com relação à paralisação do Campeonato Brasileiro durante a Copa América, e a frustração por Maycon. No geral, foi uma coletiva didática.

O que Braz e Spindel disseram durante a coletiva?

  • O interminável assunto Gabigol
  • Os problemas do calendário da CBF
  • A negociação por Maycon
  • Mais reforços por aí?

- - Continua após o recado - -

Assine a newsletter da Trivela e junte-se à nossa comunidade. Receba conteúdo exclusivo toda semana e concorra a prêmios incríveis!

Já somos mais de 4.800 apaixonados por futebol!

Ao se inscrever, você concorda com a nossa Termos de Uso.

Gabigol vai renovar ou não?

— Em relação à pergunta da renovação dele, posso afirmar, mais uma vez, que a situação será resolvida no momento adequado. Pode ser certeza que em breve isso será resolvido de uma forma ou de outra. De resto o Gabriel sempre teve uma boa relação com a comissão e com todos. Em momentos pontuais, após tanto tempo, é lógico que pode acontecer uma coisa ou outra. Mas é um atleta que sempre cumpre seu horário e não tem nenhum tipo de problema com o Gabriel aqui.

Além da Gabigol, Braz também falou sobre a tentativa frustrada de contratar Maycon, volante do Corinthians. Segundo o dirigente, o Rubro-Negro realizou uma proposta ao Shakhtar, que foi recusada, e vida que segue. Marcos criticou a imprensa por criar múltiplas narrativas para a negociação, que não teve final feliz pela falta de tempo para terminá-la.

— Dia 19 de fevereiro o Flamengo fez uma proposta para o Shakhtar e a proposta foi recusada. É difícil a gente fazer uma proposta, por um clube, que não tenha sido bem encaminhada com o empresário ou com o atleta. Não to mais na fase de menino e nem de amador. Se a gente fez a proposta é que as coisas andaram bem na outra ponta (com o jogador). O que aconteceu é que o Shakhtar negou a proposta do Flamengo — disse, antes de completar:

— O Shakhtar negou a proposta. A gente por razões internas, a gente entendeu que não deveria, ou que poderia fazer uma contraproposta. O tempo foi passado, a gente tinha a situação do prazo do dia 7 e o Flamengo não avançou, em função da demora em relação ao Ortiz, foi isso o que aconteceu. Mas não vou falar mais sobre o assunto. A narrativa de São Paulo é editada. Aí não sei, a gente mandou a proposta no dia 19, por razões óbvias, não deve ter sido recusada no dia 19. Boa sorte para o Maycon, boa sorte para o Corinthians. Mas é um assunto que eu não gostaria de falar mais — analisou.

CBF e John Textor

Marcos Braz voltou a comentar sobre a falta de isonomia da CBF, que recusou pedido dos clubes de paralisar o Campeonato Brasileiro durante a Copa do Mundo. O vice-presidente de futebol afirmou que a situação não acontece em nenhum outro campeonato do mundo. Perguntado sobre as possíveis provas de manipulação de resultados de John Textor, dono do Botafogo, Braz respondeu com veemência.

— Ele tem a grandeza dele. Agora, está desconfortável ou para o Textor ou para a CBF. Agora, ou ele prova o que ele disse e se ele não fizer, a gente vai aguardar o que a CBF vai fazer. Diante dessas acusações não fazer nada, fica difícil.

Vai contratar mais?

Braz e Spindel também falaram sobre possíveis contratações. Uma brecha no regulamento permite que o Flamengo consiga fechar com mais reforços, mesmo depois da janela de transferências. Na opinião do vice-presidente de futebol, o Rubro-Negro precisa ter calma para melhorar ainda mais o seu elenco.

— O Flamengo ainda tem uma sobra bem pequena para fazer investimento. Lógico que quando a gente fala da sobra, bom, se for só a sobra a gente não consegue trazer um jogador da prateleira que a gente acha que seja interessante. A gente vai continuar trabalhando, a gente vai tentar usar esse tempo que temos para mapear o mercado e talvez trazer um outro jogador. Não é certo. É complexo até porque só pode ser os jogadores que estejam nos Estaduais. Enfim, a gente está trabalhando para isso aí. Se tiver um jogador que a gente se sinta confortável e dentro do orçamento não tem porque não fazer — confessou.

O primeiro jogo da semifinal do Campeonato Carioca está se aproximando. O Flamengo encara o Fluminense no Maracanã neste sábado (9), às 21h (horário de Brasília).

Veja outros pontos abordados na coletiva

Flamengo entregou o que prometeu a Tite?

— O Flamengo atendeu todos os pedidos do Tite. Não só nas posições. Mas pelos nomes dos atletas. De la Cruz, que era uma solicitação dele, e um sonho antigo do Flamengo. O Viña foi uma indicação dele que estava no nosso radar. O Ortiz não é novidade, a gente sempre consultou se havia possibilidade de contratar. O Bragantino nunca quis vender e a gente não tinha uma certeza se iríamos para dentro em outro momento. Mas foi diferente esse ano. Com a parada do grande jogador Rodrigo Caio, a gente fez de maneira mais incisiva e com aval do Tite.

Torcida única em jogos?

— A minha posição pessoal, não dá para descolar de vice-presidente de futebol, é junto com a da Ferj, junto com o presidente Rubens, em que a gente entende que é possível fazer os jogos clássicos com duas torcidas. Eu acho que o problema de você fazer um jogo de futebol com uma ou duas torcidas é um problema de Estado, de segurança. Tem muitas pessoas envolvidas, não é só o clube que é responsável. Acho que enriquece a partida esportiva, seja ela qual for (ter duas torcidas). Você vê situações em jogos de basquete, jogos de vôlei, que sempre é importante ter duas torcidas. Colocar só uma torcida diminui muita coisa, mas não resolve problema nenhum. Você tem inúmeras situações em outros estados que têm só uma torcida, mas têm brigas a dois, três, até dez quilômetros do estádio. Eu vejo que essa posição da Federação do Rio é importante e apoio ela.

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme XavierSetorista

Jornalista formado pela PUC-Rio. Da final da Libertadores a Série A2 do Carioca. Copa do Mundo e Olimpíada na bagagem. Passou por Coluna do Fla e Lance antes de chegar à Trivela, onde apura e escreve sobre o Flamengo desde 2023.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo