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Em novo clássico quente, o Bahia ferve a Fonte Nova e vira rumo à final do Nordestão

O Bahia atravessou três dias de penitência. Aturou os torcedores do Vitória desde a última quinta, quando os rubro-negros venceram o movimentado jogo de ida das semifinais da Copa do Nordeste por 2 a 1, no Barradão. Mas a vingança não precisa ser necessariamente um prato que se come frio. Dá para apreciar quente, com tempero baiano e o clima fervente de outro Ba-Vi bastante tumultuado. A Fonte Nova entrou em ebulição para que os tricolores buscassem o triunfo por 2 a 0, suficiente para reverter o placar agregado e buscar a vaga na decisão, contra Santa Cruz ou Sport. Campeão do Nordestão pela última vez em 2002, o Bahia volta à final após dois anos.

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Em bom número nas arquibancadas, com 34 mil presentes, a torcida na Fonte Nova viu um primeiro tempo bastante pegado e disputado. O Bahia tinha a iniciativa e arriscava bem mais no ataque, contra o rival se resguardando na defesa. Assim, o gol tricolor saiu aos 37 minutos. Lance de extrema felicidade de Allione, acertando um chutaço de fora da área, sem chances de defesa para Fernando Miguel. Fez a massa explodir.

Já no segundo tempo, o Bahia permaneceu acelerando até ampliar, aos 14 minutos. Régis recebeu na área, fintou a marcação e bateu na saída do goleiro. Naquele momento, a situação do clássico sofria uma reviravolta, com a classificação na mão dos tricolores. E com um a menos, já que o árbitro resolveu mostrar o segundo amarelo a Régis, por comemorar com a torcida. A sorte do time da casa foi que Patric receberia o segundo amarelo menos de cinco minutos depois, deixando o Vitória também com 10. Precisando de um gol para prorrogar suas chances, os rubro-negros ameaçaram pouco. Tiveram que amargar a eliminação.

Após o apito final, entre as comemorações de torcedores e jogadores, sobrou espaço para a pancadaria. Houve um desentendimento entre atletas e membros da comissão técnica das duas equipes no túnel, com trocas de socos. A polícia precisou apaziguar a situação. Por fim, prevaleceu mesmo a festa tricolor. Só que o clássico não esfriará tão cedo. As equipes ainda se enfrentam mais duas vezes, nas finais do Campeonato Baiano. Com o Bahia podendo se gabar da chance de também levantar outro caneco no Nordestão.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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