Ednaldo Rodrigues é acusado por suposta fraude em jogo da Seleção Brasileira, diz site
Presidente da CBF foi acusado de duas supostas adulterações no jogo entre Brasil e Uruguai, na Arena Fonte Nova
Ednaldo Rodrigues enfrenta uma séria denúncia em Salvador. O presidente da CBF foi acusado de fraude no jogo da seleção brasileira contra o Uruguai, em novembro de 2024, na Arena Fonte Nova, pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. A entidade nega todas as acusações.
O portal “A Tarde” recebeu duas denúncias contra Ednaldo. A mais grave delas indica que o boletim financeiro da partida foi aumentado, o que configuraria fraude. Além disso, o mandatário da federação teria contratado torcedores para lotar o estádio “artificialmente”.
Outra informação do veículo é que Ednaldo Rodrigues teria decidido intervir no preço dos ingressos, determinando que as entradas custassem três vezes mais do que o planejado.
Contra a Celeste, o ingresso mais barato não saia por menos de R$ 100, enquanto o mais caro atingiu a marca dos R$ 800. Como consequência, a Fonte Nova não lotou suas arquibancadas, registrando 41.511 presentes.
Uma semana antes da bola rolar, poucas entradas haviam sido comercializadas. Para evitar um público vexatório, o presidente da CBF, ainda segundo a denúncia, supostamente tomou algumas ações polêmicas:
- Distribuição de ingressos por toda a Bahia;
- Contratação de torcedores “profissionais” para ficarem na parte de maior visibilidade das câmeras de TV;
- Fraude no boletim de jogo que registra o número de torcedores no estádio.
Além disso, Ednaldo ainda teria ordenado a contratação da banda Olodum, que ocupou parte da Arena Fonte Nova. Naquela partida, a Seleção empatou com os uruguaios por 1 a 1.
Ednaldo Rodrigues pode enfrentar uma CPI
Como a Fonte Nova se trata de uma concessão pública que deve respeitar a governança das informações, já existe um movimento nos bastidores da Assembleia Legislativa para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito.
A CPI da seleção brasileira poderia ter reflexos até mesmo em partidas realizadas em outros estados e no exterior, como forma de garantir se não houve outras fraudes com possível envolvimento da CBF.
Ednaldo Rodrigues foi procurado pelo portal “A Tarde” para comentar sobre as acusações, porém, não retornou os contatos até a publicação da matéria. Essa não é a primeira vez que o mandatário da federação enfrenta um momento conturbado no cargo.
No dia 7 de dezembro de 2023, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro definiu o afastamento de Ednaldo da presidência. Desde então, o Supremo Tribunal Federal (STF) analisava o caso para dar seu veredito.
Caso Ednaldo Rodrigues fosse afastado, uma nova eleição definiria o próximo presidente da CBF. Entretanto, segundo a revista “Veja”, o mandatário deve ser mantido no cargo até março de 2026.
Um acordo assinado por cinco dirigentes e pela Federação Mineira de Futebol (FMF) deve manter Ednaldo como mandatário da federação. A tendência é que o STF homologue o tratado nos próximos dias.



