A estratégia de Dorival para não perder jogadores para outras seleções
Treinador só volta a comandar a seleção brasileira em junho, em amistosos contra Estados Unidos e México
Dorival Júnior e sua comissão técnica retornam mais do que satisfeitos da Europa ao Brasil nesta quarta-feira (27) após a primeira Data Fifa do treinador no comando da Seleção. A estreia foi com vitória por 1 a 0 sobre a Inglaterra em Wembley, seguida do empate em 3 a 3 com a Espanha na última terça-feira (26), no Santiago Bernabéu. Agora, o treinador só voltará a trabalhar em campo no mês de junho, nos dois amistosos contra Estados Unidos e México, às vésperas da Copa América. Até lá, a rotina do comandante será de futebol todos os dias.
De volta ao Rio de Janeiro, onde passou a morar desde que foi contratado pela CBF, Dorival se reunirá com sua comissão técnica e com a diretoria da entidade para definir o calendário de viagens para observação in loco de jogadores. O encontro também servirá para apontar erros e acertos nos dois jogos até agora. O treinador pretende marcar presença na final da Champions League e estuda ir também à Arábia Saudita observar alguns jogadores que estão na lista longa de 55 nomes. São os casos de Renan Lodi, Alex Telles e Anderson Talisca.
Mas até essa definição, o treinador seguirá as observações pela televisão. Ele e seus auxiliares – Lucas Silvestre e Pedro Sotero – assistem a jogos de futebol todos os dias. São ao menos oito por semana. Eles ficam encarregados de acompanhar as partidas dos 55 atletas monitorados que estiveram na pré-lista de sua primeira convocação. As reuniões periódicas para debater o desempenho dos jogadores e acrescentar possíveis novos nomes são periódicas.
A estratégia para não “perder jogadores”
Além disso, um dos analistas também fica encarregado de monitorar mais jogos de atletas que não estão nesta relação. O objetivo disso é garimpar novos jogadores que possam fazer parte da Seleção e evitar que o Brasil perda atletas de destaque para outras seleções. Como aconteceu, por exemplo, com Matheus Nunes, que decidiu defender Portugal.
Nesta convocação, Dorival chamou Galeno justamente para que pudesse observá-lo antes da seleção portuguesa. Mas a ideia é antecipar ainda mais este processo e descobrir esses jogadores antes das demais seleções e de que a imprensa comece a levantar a possibilidade de eles jogarem por outros países.

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Dorival se adapta à rotina de Seleção
Com duas décadas de carreira e quase duas dezenas de clubes comandados, Dorival Júnior ainda se adapta à rotina como técnico da seleção brasileira. O treinador disse durante uma entrevista durante esta Data Fifa que o motivo de maior estranheza é a distância entre os jogos para conseguir fazer correções no dia a dia de treinamentos.
– A diferença maior é que no clube, você jogou no domingo, segunda inicia os trabalhos para a recuperação de um grupo, para correções do que foi visto na partida. Continua dentro de campo. Amanhã, cada um retornará ao seu clube, nós iremos para o Rio, na CBF. Sentaremos e buscaremos os acertos e erros, mas sem a possibilidade de começar os trabalhos de campo no dia seguinte – disse o treinador.
O tempo sem trabalhos de campo é preenchido com as observações e com as viagens. Antes de sua primeira convocação, o técnico rodou a Europa para observar in loco e conversar com jogadores brasileiros que podem pintar na Seleção. O treinador esteve por Espanha, França e Inglaterra e se encontrou com atletas de Real Madrid, Barcelona, PSG, Manchester United, Tottenham e Wolverhampton. O técnico também assistiu a partidas de Manchester City, Arsenal e Liverpool.
Quando o Brasil volta a jogar?
Agora, a Seleção só volta a jogar às vésperas da Copa América. Dorival Júnior terá dois testes em amistosos contra México, em 7 de junho, e Estados Unidos, em 12 junho, antes da disputa da competição. A estreia está marcada para 24 de junho, contra a Costa Rica. O Brasil está no Grupo D, que conta ainda com Colômbia e Paraguai.



