Brasil

Dorival prepara escalação da Seleção com cinco caras novas para estreia

Técnico escondeu time em todos os treinos em Londres e prepara muitas novidades contra Inglaterra

Dorival Júnior guarda segredo absoluto sobre a escalação da seleção brasileira para a sua estreia contra a Inglaterra, neste sábado (23), às 16h (horário de Brasília), no Estádio do Wembley. O treinador esconde a sua equipe titular até mesmo no treino da véspera da partida, já no palco do jogo.

Os primeiros dias do treinador na Seleção são de blindagem total de parte da CBF. Ao contrário do que ocorria, por exemplo, sob o comando de Fernando Diniz, todos os treinos comandados pelo técnico na Inglaterra foram fechados. A imprensa pôde acompanhar apenas 15 minutos de cada uma das atividades. Sempre em trabalhos de aquecimento, com trocas de passes e movimentação, mas sem qualquer sinal de disposição tática.

Escalação sem centroavante deve ter muitos estreantes

Mas a tendência é de que a primeira escalação do treinador seja cheia de caras novas e com uma mudança tática. A Seleção deve atuar sem um centroavante de ofício. Dorival ainda tem dúvidas sobre a condição física de Richarlison para estar em campo contra a Inglaterra. A tendência é de que ele fique à disposição, mas não em estado ideal para iniciar. Por isso, o ataque deve ser formado pelo trio Vini Jr, Rodrygo e Raphinha, sem uma referência mais à frente.

Ao todo, a escalação terá cinco estreantes em campo. Quase todos eles na defesa. Bento, Fabrício Bruno, Lucas Beraldo e Wendell devem fazer suas estreias pela Seleção. Assim como João Gomes. O volante deve ser o escolhido por Dorival para atuar ao lado de Bruno Guimarães, com Lucas Paquetá adiantado. Ao longo da semana, o técnico escalou diversas formações diferentes para testar opções. Uma delas, inclusive, teve Douglas Luiz como titular.

– É um passo adiante para esses jogadores que estão chegando agora de entender que é um começo de trabalho, mas eles precisam de trabalho. Dá, sim, para equilibrar as duas coisas. É uma coisa muito importante para poder colocar em campo a qualidade, uma espécie de plano de jogo e conseguir os resultados – disse o capitão Danilo, em entrevista antes do treino em Wembley.

Escalação provável da Seleção

Bento, Danilo, Fabrício Bruno, Beraldo e Wendell; Bruno Guimarães, João Gomes e Lucas Paquetá; Vini Jr, Rodrygo e Raphinha.

Meio-campo carioca e de Premier League

O meio-campo da Seleção pode até ser carioca, com um trio de jogadores do Rio de Janeiro, mas o estilo de jogo precisa ter a intensidade de jogo da Premier League. Mesmo com o acesso tão restrito ao dia a dia de treinamentos, é possível pescar alguns sinais do que é isso que o treinador pretende para a Seleção.

Apegado aos mínimos detalhes, o técnico cobra os jogadores para dar “passes de jogo” até mesmo nos trabalhos que antecedem o treino, em si. As orientações são também para pressionar bastante os portadores da bola. Um primeiro sinal de que Dorival quer o Brasil jogando na intensidade da Premier League. Não é à toa, portanto, que o meio-campo deve ser formado por João Gomes, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá — um trio que atua na Inglaterra.

— Eu acho que o ritmo de jogo aqui é muito intenso, como vocês sabem e acompanham. A liga da Inglaterra pode ser uma das mais fortes, se não for a mais, por conta da intensidade. Não só os ingleses, são os jogadores estrangeiros que também trazem essa qualidade, tem muitos brasileiros jogando na Premier. Uma coisa que podemos adquirir na nossa forma de jogar é a intensidade da Premier — disse o meio-campista Andreas Pereira, um dos poucos não cariocas, em entrevista coletiva recente.

Foto de Eduardo Deconto

Eduardo Deconto

Eduardo Deconto nasceu em Porto Alegre (RS) e se formou em Jornalismo na PUCRS. Antes de escrever para a Trivela, passou por ge.globo e RBS TV.
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